Sabe como surgiu a divisão de diretórios no linux?

No texto do grande Gabriel Da Silveira Costa, Entendendo a divisão dos diretórios /bin, /sbin, /usr/bin, /usr/sbin, você descobrirá o motivo dos diretórios serem separados. E que agora virou tradição e já deveria ter ido pro espaço há muito…

E também tem o vídeo do Dio sobre o assunto: Cadê o Disco "C:\" do Linux? - Entenda a estrutura de diretórios! - YouTube

E que agora virou tradição e já deveria ter ido pro espaço há muito…

Eu não vejo assim. Se inicialmente fizeram isso por falta de espaço e foram adicionando outros HDs para as divisões, hoje serve para organização. Talvez isso pudesse ser feito de outra forma, algumas distros como o gobolinux, salvo engano, alteravam essa estrutura, mas a estrutura atual virou uma convenção e é usada para organização. No Windows eu não sei muito sobre o sistema, pois tudo é oculto, mas no linux eu sei onde as coisas estão. Executáveis dos usuários estão em /bin; executáveis com permissões administrativas estão em /sbin; mídias que montam automaticamente eu sei que estão em /media; mídias que montam manualmente com mount ou pelo fstab ou programas como gnome-disk-utility montam em /mnt; quase todas a bibliotecas dos programas usados pelo usuário estão em /usr/share e aí você tem /usr/share/aplications, onde estão os atalhos com os ícones dos aplicativos, tem /usr/share/fonts, onde ficam as fonts para todos os usários, pois se quiser só para o usuário local ficam em /home/uruário/.local/share/fonts; todo programa que não é instalado a partir do repositório oficial fica em /opt, nesse caso ficam o Chrome, Microsoft Edge ou mesmo qualquer programa que você mesmo instale manualmente… … Podia dá outros vários exemplos, quando se é um usuário experiente você percebe que está tudo organizado. Esse tipo de conhecimento permite que quando eu estou usando Arch Linux instale programas .deb do Ubuntu, Debian, Mint no Arch Linux, posso usar programas .rpm também do Fedora. Mesmo mantendo uma certa convenção tem uma pastinha ou outra que muda de um sistema para o outro, o que às vezes complica quando você quer fazer um .deb rodar no Arch Linux, por exemplo, tem sempre que achar a pasta que é equivalente nesse caso. Sobre isso, uma vez as distros disseram que iam manter a compatibilidalde das pastas para que os programas ficassem compatíveis, mas a única que cumpriu o arcordo foi a Debian que se cansou por está fazendo sozinha e acabou desistindo.

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edq adianta essa organização, na prática, atualmente? dq adianta colocar X em /opt? s tiver código malicioso, fará estrago do mesmo jeito.

pelo motivo inicial, já n s justifica.

usei o gobolinux e essa organização nada mais era que links simbólicos. nunca fez diferença e usa-se do mesmo jeito.

hoje, pra mim, é uma “organização” superficial qns sustenta.

a mesma coisa, suporte para recursos com i486, por exemplo. mas é outro assunto.

Eu não consegui entender o seu raciocínio. Eu estou falando de organização, cada coisa no seu devido lugar, isso não tem nava a ver com código malicioso ou segurança do sistema.
Eu gosto dessa organização e consigo compreender todo sistema. Esse tipo de organização dá muita transparência nas coisas… vou te dá um exemplo, no Windows 11 o corretor ortográfico do sistema não está funcionando, eu faço muito uso de programas de texto simples e preciso muito do corretor, a única coisa que tenho acesso no windows é marcar a opção do corretor que já tá marcada e não funciona. O que eu faço? Agora vamos para o Linux, eu sei que o pacote responsável pela correção em português do Brasil é o hunspell-pt-br, se a correção não estiver funcionando eu sei que o pacote não está instalado. O Arch Linux não tem hunspell-pt-br nos repositórios, então eu instalo a partir de um ponto deb, descompactando o ponto deb ele me mostra todas as pastas que tenho que alojar o hunspell-pt-br para que ele funcione, isso serve para qualquer programa.

Vou te dá um exemplo do debian packages e nas pastas que o hunspell-pt-br vai ficar alojado para funcionar:

/usr/share/doc/hunspell-pt-br/changelog.Debian.gz
/usr/share/doc/hunspell-pt-br/changelog.gz
/usr/share/doc/hunspell-pt-br/copyright
/usr/share/hunspell/pt_BR.aff
/usr/share/hunspell/pt_BR.dic

Como você pode ver as distribuições mostram para todos onde o programa fica alojado e como é a organização.

Esse é um programa muito simples, veja que ele não tem um atalho de ícone.

Veja que está tudo organizado no linux e você mesmo se guiando pelo que as distros disponibilizam pode consertar algo errado, como no caso do corretor ortográfico.

Se esse corretor ortográfico tive um arquivo de configuração ficaria em /etc - isso seria mostrado pelas distros - no debian packages, fedora packages, ubuntu packages.

Eu não consigo imaginar como seria se não existisse essa organização! Ficaria um amontoado de arquivos de configurações, atalhos de ícones, executáveis ou ficaria um caixa preta como é no windows, onde você não tem acesso a nada.

Eu tenho scripts como o de instalar o Chrome em qualquer distribuição a partir do repositório oficial da Google, ele baixa, instala o chrome, cria atalho para o ícone, cria executáveis e cria mais dois scripts com dois ícones, um de atualizar e outro de remove tudo. Tenho vários outros, como instalar Timeshitf no Arch Linux apartir do ponto deb, pois o Arch não tem Timeshift nos repositórios… Eu não sei se faria esses scripts se não tivesse essa organização.

Uai, o que tem ter suporte para I386?