ROCm da AMD chega Ubuntu 26.04 LTS, simplificando o suporte a a GPUs e IA

A Canonical incluirá os pacotes oficiais do ROCm — a plataforma de computação e aceleração de IA da AMD — diretamente no Ubuntu, a partir da versão 26.04 LTS. Isso significa que os usuários poderão instalar o ROCm de forma simples, usando apenas um comando, e terão suporte contínuo oferecido por ela.

Até agora, a AMD já oferecia suporte oficial ao ROCm em versões LTS do Ubuntu, mas a instalação dependia de repositórios externos. Com a mudança, os pacotes passarão a fazer parte do repositório principal do sistema, com melhor controle de qualidade e suporte também nas versões não-LTS, que normalmente ficam fora da validação da AMD.

A Canonical montou uma equipe dedicada para empacotar e manter essas bibliotecas, garantindo atualizações, correções de segurança e suporte de longo prazo. A integração facilitará o uso do ROCm em diversos ambientes, como data centers, workstations, laptops, WSL e dispositivos de borda. O ROCm também poderá ser usado como dependência em pacotes Debian, snaps e imagens Docker.

A iniciativa reforça o compromisso da AMD com o ecossistema aberto, oferecendo uma plataforma completa — com drivers, bibliotecas, compiladores e componentes de kernel — compatível com frameworks populares de IA. A Canonical destaca que o objetivo é tornar o uso de GPUs AMD mais simples e seguro, com suporte que pode chegar a 15 anos no Ubuntu Pro.

No geral, a parceria busca melhorar a experiência de desenvolvedores e empresas ao usar GPUs AMD no Ubuntu, garantindo instalação fácil, atualizações regulares, suporte prolongado e integração sólida com o hardware.

ROCm (Radeon Open Compute)

O ROCm, sigla para Radeon Open Compute, é a plataforma aberta da AMD voltada para computação de alto desempenho e aceleração de inteligência artificial. Ele permite utilizar GPUs AMD em tarefas intensivas, como treinamento de modelos de IA, cálculos científicos e processamento massivo de dados.

Trata-se de um ecossistema completo que reúne drivers otimizados, compiladores, bibliotecas aceleradas, ferramentas de desenvolvimento e depuração, além de runtimes que conectam o software à GPU. O ROCm oferece suporte a frameworks populares como PyTorch, TensorFlow e JAX, possibilitando que modelos de IA sejam executados de forma eficiente em GPUs AMD Instinct e Radeon compatíveis.

Um de seus principais diferenciais é ser totalmente aberto, o que facilita auditoria, integração e adaptação em ambientes corporativos. O ecossistema inclui o HIP, uma camada compatível com CUDA que permite portar muitos programas com poucas mudanças.

Muito utilizado em supercomputação, o ROCm já está presente em diversos clusters e servidores profissionais. A AMD vem ampliando o suporte a novas GPUs e simplificando a instalação, e a integração direta ao Ubuntu deve tornar a plataforma ainda mais acessível, impulsionando sua adoção em IA e computação científica.

Pra que serve?

Um usuário do Ubuntu utilizaria o ROCm quando precisasse aproveitar a GPU AMD para acelerar tarefas que exijam grande poder de processamento. Isso inclui o treinamento e execução de modelos de inteligência artificial usando frameworks como PyTorch e TensorFlow, que ficam muito mais rápidos na GPU do que na CPU.

Também é útil em áreas de computação científica e simulações, onde cálculos complexos de física, química computacional ou bioinformática demandam alto desempenho. Desenvolvedores que criam softwares acelerados por GPU podem usar o HIP, tecnologia do ROCm compatível com muitos códigos CUDA, para escrever ou portar aplicações para placas AMD.

Além disso, atividades que envolvem renderização, processamento de vídeo ou manipulação de grandes volumes de dados se beneficiam da capacidade de paralelização da GPU. Assim, o ROCm interessa a quem usa o Ubuntu para IA, ciência, desenvolvimento avançado ou qualquer tarefa computacional pesada, transformando a GPU AMD em um motor de aceleração para workloads profissionais.

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