Review OpenSUSE Leap 15.1

Olá, hoje vou testar o OpenSUSE Leap 15.1

Esta review foi feita por uma instalação em VM (Virt-Manager)

Config da VM

CPU 2 cores

3 GB Ram

Escolhi uma das DE’s mais tradicionais e creio que seja a mais popular na distribuição, o KDE Plasma, o sistema inicia usando cerca de 450mb de ram.

Por padrão traz muitos programas instalados:

Firefox

Libre Office

Vários “Kapps” como Kmail, Konversation, Kontact…

VLC

YaST e Discover gerenciam pacotes, sendo que o Discover está mais para “loja” e o YaST para “gerenciador de pacotes avançado”.

Porém a primeira coisa que fiz, foi atualizar o sistema direto das notificações do Plasma!

"Fácil e indolor"

O Flatpak vem instalado por padrão, e o repositório Flathub é adicionado de forma muito fácil no Discover, porém após adicionar é necessário reiniciar o Discover e então terá mais de 500 apps disponíveis de forma integrada e segura para o sistema.

obs: as políticas de segurança imposta no sistema exigem senha do usuário para instalar flatpak’s também.

Senti mais estabilidade no Discover, porém continua um pouco confuso, e não buscou corretamente alguns aplicativos.

Instalei alguns flatpak’s para ver a integração com o KDE Plasma:

Bom, GNOME apps continuam sendo GNOME apps…

No YaST instalei o ffmpeg-3 via repositório Packman seguindo este guia para ter codec’s h264 no navegador padrão (Firefox). Neste repositório você pode encontrar outros programas em .rpm (muitos também estão no flathub outros não) como: obs-studio, VLC, Kodi, spotify-installer entre muitos outros.

Algumas informações “técnicas” que podem ser interessante verificar, o tempo de serviços iniciados com o sistema, não apresentou lentidão em nenhum, assim como o systemd que parece ser usado 100% para os serviços do sistema.

Uma mudança nesta versão é o “Network Manager” agora é o default, isso significa que o ícone de wifi/conexão vai funciona no Plasma e outras DE’s. Antes com o “Wicked” por default isto causava problemas em novos usuários, por conta da configuração feita apenas no YaST.

O Plasma se mostrou responsivo na medida das configurações da VM, apensar de ter um consumo de RAM otimizado, creio que o Kwin (compositor) pode requirir muitos recursos gráficos, felizmente ele pode ser desativado, ou modificado desativando efeitos, caso use chip gráfico integrado ou de poucos recursos, afim de liberar mais processamento para seus programas ao invés de animações.

Concluindo, creio que a principal dificuldade dos iniciantes no OpenSUSE será o instalador, ele é completo e cheio de recursos, mas falta intuitividade, o uso do Btrfs por padrão pode parecer ótimo, com uma super ferramenta por padrão, mas que talvez usuários comuns não cheguem a utilizar nem metade das suas possibilidades, assim como muitas ferramentas default. Com Flatpak’s, Snap’s e Appimage’s a dificuldade em encontrar aplicativos fora dos repositório diminui drasticamente.

Seu tempo de suporte pode agradar tanto usuários de desktop quando muito negócios empresariais, ainda mais a versão Leap que anda muito próximo a versão Enterprise:

Espera-se que cada lançamento maior Leap (42, 15, etc.) seja mantido por pelo menos 36 meses, até que a próxima versão principal do Leap esteja disponível.

Espera-se que um lançamento menor Leap (42.1, 42.2, etc.) seja lançado anualmente. Espera-se que os usuários atualizem para a última versão menor dentro de 6 meses de sua disponibilidade, levando a um ciclo de manutenção de 18 meses.

Você não precisa formatar seu sistema, ao baixar uma nova versão e gravar em um pendrive, no boot irá sugerir o “upgrade de versão” assim fazendo o upgrade ou então editando manualmente os repositórios via YaST (operação mais avançada e com mais riscos).

Se você quiser ver mais das minhas “aventuras” no OpenSUSE Leap, fiz uma série de vídeos e coisas que fiz dia a dia no sistema, afim de aprender e mostrar este grande sistema:

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