Rápido relato sobre o Regolith Linux 1.5.3

Rápido relato sobre o Regolith Linux 1.5.3:

Nas minhas últimas andanças pelas distros baseadas na interface i3wm tive uma grata surpresa que foi o Regolith Linux, uma distro baseada no Ubuntu (nessa versão o Ubuntu 20.04 LTS). Fiquei impressionado com o que vi, o Regolith é simples, leve, com um visual muito coeso e agradável. Tudo nele é muito bem pensado, inclusive a instalação, que pode ser feita de duas formas:
1- Arquivo iso em que se instala todo o sistema do zero (a forma tradicional).
2- Instalação feita por meio de um PPA, que instala o Regolith num sistema já com o Ubuntu instalado, mantendo a instalação original, sendo possível escolher entre a interface i3wm e a original (Gnome) ao iniciar o sistema.
O site é limpo, bonito e muito bem organizado, mas o que me chamou mais a atenção foi a documentação do sistema. Eu diria que é umas das melhores documentações que eu já vi até hoje, muito completa, organizada e escrita de forma muito clara. Tudo o que é necessário para instalar, configurar, personalizar e usar o sistema está lá.
Poderia me estender e criar um textão que provavelmente afastaria muita gente, mas minha intenção com este relato é despertar a curiosidade dos colegas que ainda não conhecem o sistema, pra usarem parte do seu tempo e darem uma olhada no Regolith, acredito que também irão se surpreender.

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Poderia me estender e criar um textão que provavelmente afastaria muita gente

Não vai afastar ninguém, pelo contrário. É sempre bom compartilhar experiências. Pode escrever um textão ai que a gente lê de boas!

Cheguei a testar o Regolith nas primeiras versões. Apresentava alguns problemas. Mas, a ideia era interessante. Vou baixar a iso de novo para conferir como tá.

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@msteles eles ainda tem aquele esquema de três PPA’s? Lembro que tinha uma estável, uma testing e uma instável ou alguma coisa parecida. Dava para instalar no Ubuntu através de qualquer uma desses PPA’s, como você mesmo já citou. Era quase como abrir o tasksel ou instalar um pacote como o “xubuntu-Core^”, depois era só deslogar e você cai no i3 prontinho que eles fizeram.

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Não me aprofundei na versão PPA, mas vi que tem várias opções. Dando uma rolada na página pode-se ver que à partir da versão 1.5 ainda tem algumas opções baseadas nos softwares que serão instalados para cada sistema e uso.

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Aqui vai um textinho meu sobre o Regolith. Se encontrarem alguma informação errada ou algum erro, por favor avisem para que eu possa corrigir.

Quando saíram as primeiras versões do Regolith, eu cheguei a testar. Na época, ainda achei meio cru e com alguns problemas. Como rolou esse tópico, resolvi baixar novamente a iso e testar. Lembrando, testei apenas instalado diretamente no pendrive (não usei live nem live persistente, instalei no pendrive como se fosse um hd mesmo). Então, o que eu mostrarei é uma visão bem superficial, já que não instalei o sistema no meu note.

  1. instalação

É bem simples. Como no próprio Ubuntu. A instalação é feita com aquele instalador padrão do Ubuntu e família. Reparei que a iso não é tão atualizada assim. Fiz o download da última versão no site e, após rodar um apt update, tinha uns 500mb de atualização para baixar. Eu não pedi para baixar atualizações enquanto instala, porque não gosto disso. Atrasa muito a instalação. Como a iso não vem com muita coisa, o processo de instalação foi rápido. A imagem tem aproximadamente 1.3GB.

  1. integração com o gnome

A ideia é usar algumas ferramentas do Ubuntu diretamente no i3. O gnome-settings, está disponível. É bem fácil alterar a resolução de tela, wallpaper e coisas desse tipo. O gerenciador de arquivos é o Nautilus. Visualizador de imagens, gerenciador de tarefas etc. também são do gnome. Enfim, ele usa várias ferramentas padrão do gnome.

Para instalar programas, tem o gnome software. Se quiser, nem precisa usar o terminal pra instalar alguma coisa (em tese, veremos isso adiante). Aquele gerenciador de atualizações do Ubuntu vem por padrão também.

Lançar aplicações é bem simples, já que vem o Rofi, que é muito personalizável e rápido. E ainda vem configurado com aquela opção de exibir ícones.

Ah, e embora seja um Ubuntu com i3, ele não tem o suporte a snap instalado por padrão.

  1. i3rocks (i3-blocks simplificado)

É um fork do i3blocks, ao que me pareceu, feito pelo próprio pessoal do Regolith. Ele tem as mesmas funções que o i3blocks (até onde testei) e ainda é possível instalar os módulos individualmente pelo apt. E adicioná-los automaticamente rodando o comando “regolith-look refresh” após a instalação do modulo desejado. Pelo que testei, ele é totalmente compatível com o i3blcks. Pelo que vi, muitos daqueles módulos pré-configurados do i3-block estão disponíveis através do i3-rocks.

Para pesquisar sobre os módulos do i3-rocks disponíveis, abra o terminal e digite: “apt search i3xrocks”. Depois é só instalar os que quiser com um “apt install i3xrocks-módulo_a_instalar”.

Para quem quiser mais informações, é só consultar o github do projeto: GitHub - regolith-linux/i3xrocks: A fork of i3blocks that can read Xresources.

  1. Atalhos de teclado

Bom, aqui tudo é apenas questão de gosto. Os atalhos são bem diferentes do padrão do i3, com uma ou outra exceção, como o terminal, que se abre com “super + enter”. Achei que não tem muita lógica nos atalhos, são apenas preferências do pessoal que criou o Regolith. Você pode editar os que quiser pelo arquivo de configuração.

  1. Bugs/problemas

Encontrei três problemas. Logo no primeiro boot, não reconheceu meu teclado. Tentei ir nas configurações para alterar e não achei um jeito de fazer isso por lá (no gnome-settings). Resolvi com o clássico “setxkbmap br”. Considerando a proposta da distro, diria que isso é um problema.

Outro problema foi com a gnome-software. Por algum motivo, não consegui instalar nada com ela. Toda hora ele travava e apresentava uma mensagem de erro. Não sei se foi azar meu, mas achei essa loja simplesmente horrível.

O terceiro problema, foi com o livecd. Por algum motivo, após encerrar o live, em todas as distros temos aquela mensagem de “a mídia pode ser removida” ou alguma coisa do tipo. No Regolith, ele ficava preso em algumas mensagens no terminal e, se eu não soubesse o que tinha que fazer, ficaria um tempão esperando. Como eu li as saídas no terminal, eu vi que poderia apertar enter para o pc desligar/reiniciar. Esse, provavelmente, é um problema de uma distro que ainda está no começo, isso deve se consertado em breve, eu espero.

  1. Minha opinião

Para quem quer um sistema já com o i3 pronto, é uma boa pedida. Eu, confesso, estranhei no começo. Porque quando comecei a usar o i3, instalei ele do zero no Debian ao lado do xfce e fui construindo o ambiente aos poucos e ao meu gosto. Fui logo tentado abrir as coisas com as teclas de atalho padrão do i3. E, no Regolith, elas são BEM diferentes. Tem o menuzinho lateral que indica algumas delas e pode ser aberto, se você fechar sem querer, com “super + shit + /”.

Pra quem quer um i3 pronto e bem fácil de mexer, eu recomendo. Já vem tudo pré-configurado, tem jeito de modificar as configurações graficamente e para quem tem dificuldade com o i3tatus ou i3blocks, o i3-rocks é uma mão na roda (para os preguiçosos). Na prática, eu diria que é um i3 para quem quer mexer pouco ou não quer personalizar tanto, no máximo uma troca de wallpaper e uma ou cor do i3bar ou das janelas.

Com certeza é o i3 mais automatizado que eu já utilizei. Sempre testo distros com o i3 no virtualbox, e o Regolith é a que é mais pronta para uso que testei. Atualmente existem algumas distros que vem com o i3/i3-gaps pré-configurados. Principalmente as arch-based (Manjaro, Arco, Endeavour, Artix). A única diferença real que vi do Regolith para essas outras, é o i3-rocks, de resto, é uma distro com o i3wm pré-configurado e com prioridade para ferramentas do gnome.

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Acho que nem vou precisar escrever mais sobre o Regolith, seu texto complementou o meu, e está muito bom por sinal. :wink:
Esses três problemas que você teve não apareceram pra mim, talvez só algo parecido na hora de reiniciar depois da instalação. Mas isso não é novidade pra mim em outros testes de distros no Boxes, então, se aconteceu, nem levei em consideração.
Essa coisa dos atalhos realmente, no começo, confunde um pouco, mas depois é só alterar nas configurações e tudo certo.

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Faltou explicar o nome Regolith significa regotlto que é basicamente uma camada fina de material solto, basicamente o que vemos nas fotos da Lua recebe esse nome

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Estou baixando. Vou testar e ver se lembro de fazer um relato :joy:

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Já testou o comando regolith-look em um Terminal? Ele dispõe de vários temas.

Iniciando os testes.

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Ele já vem bem bonito de fábrica.

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Acho que tem que usar a opção “list” também. É “regolith-look list”, se não me engano. Mas os temas que tem são bem feinhos. O tema padrão é mais bonito. Mas, de qualquer forma, eu falei em relação a mudanças pontuais, tipo a cor de fundo de uma workspace ou a cor que indica aonde a janela vai ser “splitada” etc.

Esta semana recebi um e-mail anunciando a versão 1.6RC1 do Regolith:

This release candidate is available on #Ubuntu Focal (20.04) and Hirsute (21.04) bases. We are looking for testers. To test simply install the ISO into a virtual machine and play around with it. File issues in Issues · regolith-linux/regolith-desktop · GitHub.

Release Artifacts (ISOs): Releases · regolith-linux/regolith-ubuntu-iso-builder · GitHub

Release Notes: 1.6 Release Notes | Regolith 1.5.3

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