Bateu uma nostalgia aqui lembrando do lendário Kurumin Linux do Carlos Morimoto.
A molecada de hoje acha que tecnologia mágica é inteligência artificial ou nuvem, mas mágica de verdade era em meados dos anos 2000:
Você colocava um CD de 700 MB gravado no Nero na velocidade 4x pra não dar erro de buffer;
O leitor de CD de 52x começava a girar fazendo barulho de turbina de Boeing 747 decolando na sua mesa;
E de repente… subia um sistema operacional completo com KDE 3.5 direto na memória RAM, sem encostar no HD! ![]()
Para a época, aquilo era pura feitiçaria alienígena. E quem não lembra dos lendários “Ícones Mágicos”?
“Configurar Softmodem Lucent/Agere discado em 1 clique” (rezando pro som do modem discar pi-ro-ro-ro-tsshhhhh);
“Instalar suporte a MP3 e Flash Player”;
E a opção máxima da engenharia: “Salvar configurações da sessão no Disquete 1.44 MB”.
Quantos Windows com tela azul a gente não salvou na época só dando boot no CDzinho do pinguim de cocar pra resgatar as fotos da família e as músicas baixadas no Kazaa antes de formatar? O cliente achava que a gente era hacker da NASA!
Bons tempos que não voltam mais. Quem aqui também começou a desbravar o pinguim por causa do Kurumin? ![]()
O Kurumin foi um marco na história do Linux no Brasil. – Facilitou, popularizou. – Toda uma geração de “iniciantes” entrou no Linux através dele.
Eu colecionei dezenas de “revistinhas de Linux” – aquelas em formato gibi, sem data, de pequenas editoras de fundo de quintal, com muito texto, comandos etc. – entre os anos 2001-2003.
Entre os CDs que vinham junto, a maioria não funcionou (para mim) – ou entregavam só uma tela preta, com prompt – e eu nunca fui capaz de entender aqueles comandos malucos, chroot, compilação etc., para poder fazer qualquer coisa útil a partir da “tela preta”.
Hoje, sei que o Live Mandrake entregava uma sessão KDE pronta para usar (dizem!), mas, ou não tive a sorte de receber algum CD Live Mandrake, ou não funcionou para mim. – Meu PC, na época, também não ajudava muito. – Anos depois, joguei fora todos os CDs que não funcionaram para mim, e não sei mais quais foram.
O Live Kurumin 5 foi o primeiro CD que consegui dar boot, carregar uma sessão Live funcional (não lembro em qual ano), usar, e instalar no final de 2007. – Depois, baixei o Kurumin 7, e também funcionou, instalei, comecei a usar. – Usei ou experimentei (instalado) até Abril 2009, quando montei outro PC… e o velho Kurumin 7 não conseguiu mais detectar / configurar para aquele hardware mais novo.
Depois disso, só consegui rodar sessões Live, para matar as saudades, mas não instalar com sucesso. – Fiz algumas anotações em 2016, aqui.
Kurumin, pra mim, se resume a três palavras: “Onde tudo começou.”
Eu vivi um pouco, eu tinha apenas 11 ou 12 anos. Meu pai chegou em casa com cd room do kurumim pra instalar em dual boot no windows pq na faculdade onde ele trabalhava incentivavam o uso do linux e ele tinha gostado da ideia. Foi meu primeiro contato com linux.
Hoje em dia tentar iniciar uma distribuição pelo drive de DVD é uma tortura, tanto pra gente quanto pro drive!!!
Adorava comprar as revistas de bancas… Uma vez comprei um cd que o superdownloads vendeu, com todos os programas do site… tô velho mesmo!!
Junto com um colega de colégio testamos com muito interesse o Kurumin em uma máquina recém comprada por ele em 2004 que vinha com Windows Millenium. Eu particularmente, em se tratando de distribuição Linux live que veio em CD-ROM, usei muito foi o Ubuntu 10.04 LTS que veio em uma revista da Digerati. Tenho guardo o CD e a revista até hoje, depois vou conferir se ainda funciona.
tambem sou desta época, usei bastante o kurumin, comprei varios dos livros do Morimoto, que na época era dos poucos que tinha sobre linux para usuarios em portugues…
bons tempos
por onde anda o Motimoto, alguem sabe?
