Qual é o foco principal do seu setup Linux hoje? (Trabalho, Jogos, Estudos...)

Sei que o ecossistema Linux é gigantesco e que, hoje em dia, quase toda distro serve para quase tudo se você configurar direito. Mas sabemos que cada uma costuma “brilhar” mais em um nicho/aplicação específico.
Seja pela estabilidade para rodar servidores, ferramentas nativas para desenvolvimento, ou otimizações de kernel para extrair cada frame em jogos.

Fiquei curioso em saber como o pessoal aqui do fórum utiliza o sistema no dia a dia e o que pesou na escolha da distribuição atual de vocês.

Para organizar o assunto, se puderem responder nesse formato ajuda bastante:

  • Sua Distro atual:
  • Interface (DE):
  • Uso Principal:
  • Porque Linux?: O que te motivou a migrar/escolher o Linux?
  • O Fator determinante: O que essa distro entrega nativamente (ou facilita muito) que te faz não querer mudar dela para essa função específica?

Bom, eu começo:

  • Minha distro atual: Cashy OS.

  • Interface: KDE Plasma

  • Uso principal: Jogos. Para trabalhar, tenho o Windows em um drive separado.

  • Porque Linux?: Bom, eu sempre fui um admirador do Linux, e sempre quis utilizar como meu OS principal. Porém sempre tive algumas barreiras. Meus hardwares antigos eram Nvidia, e sabemos que o suporte da Nvidia no Linux era bem ruim. Meu foco era jogar (jogo no PC desde 2006, com meus 08 anos) e fazer os principais jogos funcionarem também era tarefa exaustiva.
    Hoje o cenário mudou completamente, e minhas escolhas de hardware também se alinharam, de volta a uma build 100% AMD (Yuhuu time vermelho! :laughing::triangular_flag:). Com base nisso, sabendo do suporte nativo a hardware AMD, o trabalho da Valve com o Proton, etc, decidi mergulhar de vez. E como eu previa, foi caminho sem volta… Além disso, as decisões de engenharia e comerciais da Microsoft (como sempre bem questionáveis) já me deixavam torcendo o nariz. A quantidade de processos, bloatwares, telemetria, overhead sempre me fizeram ter aquele peso nos ombros com os Windows, por saber que mesmo com as inúmeras alterações no registro, scripts e afins, não iria extrair 100% do meu hardware bruto.

  • O Fator determinante: Atualmente o CashyOS tem sido a distro que melhor atendeu as minhas expectativas. A otimização em nível de instrução, (x86-64-v3) tem se mostrado bem eficiente.
    Notei ganhos expressivos em estabilidade nos games, em que eu hoje digo que minha máquina não “roda” os games, ela flui com eles. 0 engasgos, frametimes excelentes. Fora as demais métricas que demonstram o desempenho bruto sendo extraído. (*)
    Eu consigo sentir o hardware sendo extraído 100%. Baixa latência, o uso do massivo cache L3 (96mb) e a responsividade do sistema tem sido maravilhosas.

    (*) Eu pretendo ainda documentar e fazer uma analise minuciosa do meu uso especifico.

Bem, isso é tudo pessoal! :pig_face:
Agora é com vocês, quero conhecer e aprender sobre a decisão e uso de cada um!

Minha distro atual: Debian 13

Interface:GNOME

Uso principal:Consumo multimídia; Filmes, música, jogos leves.

Porque Linux?: Segurança, privacidade, estabilidade.

O Fator determinante: Das “Distros Mães” foi a que melhor me adaptei. Prefiro distros .DEB.

Solus OS 4.9
Gnome
Trabalho
Uso linux por que estou com ele desde os anos 2000. sempre usei e me acostumei
Uso Solus OS porque aprendi a mexer nele e tenho preguiça de aprender outra, mas também uso CachyOS, que é facim-facim de mexer e nunca tinha mexido nele. :stuck_out_tongue_winking_eye: O Solus é o meio termo ideal.

  • Distro atual: Arch Linux

  • Interface (WM): Niri

  • Uso Principal: Desenvolvimento .NET

  • Porque Linux?: Cara… eu uso linux desde os 13 anos, e eu mudei pq na epoca eu tinha um laptopzin bem fraquinho, e eu precisava pra estudar. Mas hoje mesmo com um hardware bem bom pro meu uso, eu continua no Linux.

  • O Fator determinante: Eita… eu acho q uso o Arch pq… sei la cara, funciona, o AUR e muito bom tbm, e instalar o Niri nele e muito de boas, pelo archinstall…

  • Sua Distro atual: Void Linux

  • Interface (DE): XFCE

  • Uso Principal: É o meu Daily Driver, o que uso no dia a dia

  • Porque Linux?: Essa é a segunda vez que uso Linux na vida. A primeira, foi lá em 2011, quando eu estava na adolescência, e foi pela curiosidade em conhecer algo novo.
    Depois fiquei anos sem usar Linux e voltei inicialmente por causa do tema Wordpress que eu estava criando para o meu Blog, depois fiquei curioso em ver como o Linux evoluiu durante esses anos e acabei ficando pois fiquei satisfeito com o sistema.

  • O Fator determinante: Acho que a minha busca por uma aventura e o KISS me trouxe ao Void. Desde que ouvi falar do Arch pela primeira vez, o conceito do “Mantenha as coisas simples, estúpido” me fascinou e é algo que gostei muito. E acho que o Void encarna isso melhor do que o Arch.

  • Minha distro atual: biglinux
  • Interface: KDE Plasma
  • Uso principal: uso mais para entretedimento
  • Porque Linux?: tenho dual-boot com a janela
  • O Fator determinante: o pinguim roda ate numa batata, para meu hardware vai bem
  • Sua Distro atual: CachyOS
  • Interface (DE): KDE Plasma
  • Uso Principal: Dev
  • Porque Linux?: Melhor para o tipo de desenvolvimento que eu atuo, no Windows algumas coisas começaram a ficar lentas. Deixei o Windows só para jogos.
  • O Fator determinante: Rolling Release, funciona com excelência com a minha GPU, focada em jogos e desempenho.

Sua Distro atual: Aurora Linux

Interface (DE): KDE Plasma

Uso Principal: Trabalho e jogos ocasionais

Porque Linux?: Desde pequeno sempre tive contato com vários sistemas operacionais, mas foi só com o fim do Windows 7, que decidi migrar pro Linux de vez para ficar mais perto das ferramentas que uso no dia a dia (Python, ADB…) e acabar com a necessidade de ficar limpando bloatware a cada update

O Fator determinante: Apesar de ser imutável, as imagens do Universal Blue são muito flexíveis e já com tudo que preciso pronto. E se der algum problema é fácil de voltar atrás. (até hoje nunca tive nenhum problema)

  • Distro atual: Ubuntu 26.04 LTS
  • Interface (DE): GNOME
  • Uso Principal: Estudos / Entretenimento / HomeLab
  • Porque Linux?: 1. Alguns softwares da área acadêmica só funcionam ou apresentam performance muito superior em Linux. 2. Curiosidade de saber como as coisas funcionam. 3. Liberdade. 4. Cansado de ter meu hardware sequestrado pelo Microsoft.
  • O Fator determinante: Meu fator determinante é engraçado, e inquietante. É que o Kubuntu não está funcionando no meu hardware rsrsrsrs. Já já volto para o Kubuntu, só preciso resolver um pequeno contratempo rsrsrsrs.
  • Distro atual: Artix

  • Interface (DE): KDE Plasma

  • Uso Principal: Tudo: Acompanhar as notícias, redes sociais, comunicação (Zap, Gmail), Pesquisa, Leitura, Filmes, Música, Escrever e Ilustrar – com Google Chrome, Google Earth, KStars, LibreOffice Calc, Kate / KWrite / Blogger, Gimp, Okular, Foliate + Sigil, KDE Connect (fotos), VLC, e muito (muito, mesmo) Dolphin / Gwenview.

  • Porque Linux?: Para não ser um “servo feudal” obedecendo e pagando tributo à M$, Apple, Adobe etc. – Software é um produto coletivo da humanidade, como o alfabeto, a matemática, a ciência, a cultura, e não devem ser monopólios de grandes corporações.

  • O Fator determinante: Até o mês passado, Arch Linux era a distro que melhor me atendia, entre umas 25 ou 30 que experimentei nos últimos 20 anos – por ser um S.O. “construído” ou “montado”, peça por peça, do jeito que o usuário quiser (sem o exagero de um Gentoo ou LFS), ao ponto de ser uma distro que eu “nem noto qual distro estou usando”. – Há tempos, eu queria mudar para “um Arch sem SystemD”, e até agora o Artix está preenchendo muito bem esse objetivo, com a vantagem de usar XLibre, um X11 com alguma perspectiva de correções e atualizações de segurança (a ver).

Aqui você levantou um ponto que despertou minha curiosidade. Porque?

Bom, compartilho do mesmo pensamento. Apesar de ainda utilizar diversos aplicativos da Microsoft, tenho feito de tudo para diminuir minha necessidade e uso com eles. É um processo adaptativo e de certa forma, lento.

Algum motivo em especifico? Gostaria de entender

Cassiano, achei bem curioso sua opção de usar o windows apenas para jogos. Algum motivo em particular? Eu optei justamente pelo contrario!

Acho que afinidade mesmo. Comecei com Redhat quando ainda não havia o Fedora, passei pelo Slackware. finada Conectiva, Mandrake, etc…fiquem uns tempos sem usar Linux e por fim caí no Debian, que foi a que menos me deu problema.

  1. Sua Distro atual: Bluefin (Dakotaraptor)
  2. Interface (DE): GNOME
  3. Uso Principal: Edição de áudio e texto para uma rádio comunitária e uso normal do dia a dia (youtube, joguinho de paciência, ouvir música)… rs
  4. Porque Linux?: Cansei do Windows travando meu notebook e gosto muito da ideia do open source. Além da questão da privacidade e tal.
  5. O Fator determinante: Estou nessa versão do Bluefin por curtir distros “imutáveis”. Já usei Silverblue, GNOME OS, Bluefin baseado no Fedora e agora estou nessa baseada no GNOME OS. Sou usuário do GNOME, gosto do workflow e do projeto num geral. Acredito que o Bluefin Dakota me entrega um GNOME OS com algumas facilidades adicionais.

Meu PC Arch linux kde: todo tipo de hacking entreterimento vms codigo
Self Hosting PC Proxmox: com algumas vms debian server ubuntu server e freebsd
HTPC CachyOS: Filmes youtube blue ray riper e player jogos simples
Raspberrypi 4: android tv sem google play
PC da esposa: windows 11 estudos
PC da mãe: Na casa dela mas eu que instalei :sweat_smile: Debian 13 kde joguinhos simples tv youtube filmes

Vários motivos:

Primeiro, eu decidi testar (e continuar usando) distros “totalmente diferentes”, em aspectos fundamentais – em vez de ter várias “variações do mesmo”.

Por isso, tenho openSUSE, Fedora, Void – e nenhuma “derivada” dessas 3. – Afinal, meu espaço em disco tem limite (e meu tempo, também). – openSUSE e Fedora com SystemD; e o Void, com runit.

Tanto openSUSE quanto Fedora usam pacotes “.rpm” (e ambos são ligados a “empresas”), mas são muito diferentes, em inúmeros aspectos. – Fedora vive inventando “novidades”, e é a única em que estou experimentando Wayland – exatamente para vigiar os percalços que o futuro me reserva nas distros "maria-vai-com-as-outras.

Void é outro extremo: – Instalei o básico (até aí, mais fácil que o Arch instalado na unha), bastante “enxuto” – e depois adicionei KDE Plasma e os aplicativos que eu quis. É meio trabalhoso (é o meu limite, em termos de topar dificuldades). Usa Runit; e o gerenciador de pacotes é o xbps.

Do saudoso Mandrake – que até hoje lamento não ter experimentado, em sua época – tenho o PCLinuxOS e o Mageia, que são bastante diferentes entre si.

Por sinal, o PCLinuxOS usa apt / Synaptic (na verdade, APT-RPM), criações do brasileiro Kojima, da Conectiva (+Mandrake = Mandriva) – e SysV init. – Vi esses dias o Tex dizer que “o Synaptic está morto”, então provavelmente vou ter de usar o dnf (Achei que ia demorar mais um pouco). E é super “velha guarda”, com práticas que todas as outras distros abandonaram há muito tempo.

O Mageia usa SystemD – e escolhi usar o conjunto “urpmi / urpme / urpmq etc.”, em vez do dnf, que já uso no Fedora. – É uma distro muito bonita, tudo muito bem-comportado, bem vestido, engomado, cheiroso. Era tão estável, que resolvi mudar para “Cauldron” (rolling release).

De “repetido” ou “muito parecido”, tenho o Debian Testing, com SystemD – e o MX Linux, com SysV init e uma carrada de ferramentas próprias, que o tornam muito mais fácil de configurar do que o Debian – mas continua sendo Debian (stable), só que mantido por uma comunidade muito mais zoeira (em parceria com o antiX, ainda mais minimalista).

E agora, Arch e Artix – quase a mesma coisa – só que, um com SystemD, e o outro com OpenRC (eu poderia ter escolhido SysV init, s6, dinit).

Portanto, tenho só 2 duplas de “parecidos” – Debian Testing e MX Linux (Debian stable) – e agora, Arch e Antix – mas, mantendo diferenças relevantes.

Já tive o Slackware, por muitos anos, usando SysV init – e o Redcore (Gentoo) por poucos anos, usando OpenRC. – Gostei muito, de ambos! Todo dia, sinto saudades. Vontade de reinstalar. – Desisti, porque cheguei à conclusão de que eram mais trabalhosos do que eu estava disposto a encarar (por enquanto).

Também já tive Kubuntu, Mint KDE, e KDE Neon, durantes longos períodos – inclusive, no ano passado – mas também acabei enjoando (de novo). – Debian Testing e MX Linux me agradam mais, e já são “.deb” suficiente.

Enfim, gosto de ter distros não-SystemD – e mais ainda, uma distro que parece disposta a manter o X11 – através de seu fork XLibre.

Facilidade e comodidade, 2 cliques e o jogo está rodando.
No Linux eu teria que mexer no proton e alguns jogos (Forza Horizon 6 por exemplo), eu teria que ir um pouco mais a fundo para rodar.

Muito interessante @frc_kde! Sinceramente eu poderia e gostaria de passar horas conversando com você, muitas curiosidades e muito a aprender.

Entendi, é faz bastante sentido. Eu também mantenho alguns no Windows, devido anticheat.

Esse aqui me despertou a curiosidade. Eu estou buscando alguma alternativa para a minha TV, o Android dela está lento demais, a famosa obsolência programadas. Não pretendo de maneira alguma trocar de TV, ainda mais por sacanagem de software…
Pensei em usar algum mini PC, mas não sei a viabilidade…