Qual a ordem certa das partições no HD?

Eu li na wiki do Arch Linux que criar a partição do sistema mais próximo da borda externa do disco rígido pode melhorar a performance, pois a velocidade de acesso aos dados é maior nessa região.

Improving performance (Português) - ArchWiki

Particionamento em HDDs

Se você está usando o tradicional HDD rotacional, seu particionamento pode influenciar a performance do sistema. Setores no começo do disco (mais próximos de fora do disco) são mais rápidos que estes no fim. Também, uma menor partição precisa de menos movimentos da cabeça da unidade de armazenamento, e consequentemente acelera as operações no disco. É recomendado criar partições menores (10GB, mais ou menos dependendo de suas necessidades) somente para seu sistema, tão próximo do começo do disco quanto possível. Outros dados (imagens, vídeos) devem ser mantidos em uma partição separada, isto normalmente é feito ao separar o diretório home (/home/usuário) do sistema (/).

Eu já fiquei um pouco contrariado porque eu sempre achei que o começo do disco era na parte central e o final na borda, mas tudo bem. Agora a minha dúvida é como que o sistema operacional trata isso?
Por exemplo, eu criei uma partição de 50 GB no Gparted, como mostrado nessa captura de tela:


A minha dúvida é se essa partição que eu criei está localizada fisicamente próximo da borda ou próximo do centro do disco. Ou seja, se eu quiser fazer como a wiki do Arch Linux sugeriu, para ter uma melhor performance, a minha partição / deve estar localizada à direita ou à esquerda ali no Gparted?

Se for SSD não importa agora se for HD aquele com um disco rígido a parte do disco rígido mais perto do motor e a mais rápido então para melhor performance a Swap nos primeiros setores do HD e no final da Swap coloca o sistema operacional e nos setores finais do HD coloca a home.
A primeira partição deve ser a Swap para ela ser mais rápida.

Espera o artigo diz que a parte de fora é o inicio do HD agora fiquei confusa

Pois é, nisso que eu tô confuso também.

Quem já abriu um HD e olho o seu funcionamento vai ver onde o braço procura o setor de boot e então com isso vai saber onde é o inicio.
Eu imagino que seja igual um CD/DVD o inicio é onde tem o furinho eu acho que o artigo erro escrevendo a parte externa.

Eu vi o artigo original em inglês e está igual. Eu também estive pesquisando um pouco sobre BSD, que eu estava querendo testar, e na documentação do FreeBSD eles também dizem que a parte mais externa do disco é mais rápida, por isso é preferível criar a partição do sistema ali.

2.6. Alocando o espaço em disco

2.6.1. Criando o layout da partição

Ao criar os sistemas de arquivos, lembre-se de que os discos rígidos transferem dados mais rapidamente das trilhas externas para as internas. Assim, sistemas de arquivos menores e mais acessados devem estar mais próximos da parte externa da unidade, enquanto partições maiores, como /usr, devem ser colocadas em direção às partes internas do disco. É uma boa idéia criar partições em uma ordem similar a: /, swap, /var e /usr.

Isso pra mim até que faz sentido, pois uma trilha localizada na parte mais externa do disco vai conter mais dados, e assim a cabeça de leitura não vai precisar se mover tanto entre uma trilha e outra, é o que eu imagino. E lembrando que no BSD o diretório /home fica dentro de /usr, ou seja, a mesma recomendação que a wiki do Arch fez, colocar a partição /home depois da partição do sistema. Isso eu entendi, a única coisa que eu tô em dúvida mesmo é na hora que eu for criar as partições, como é que eu vou saber a localização física delas no HDD sem ter que abrir pra ver rsrs.

Vamos lá!

Antigamente (até os anos 2000) os discos tinham a informação de quantos cilindros, cabeças e setores eles possuíam por disco. Então o usuário poderia criar suas partições tirando proveito dessa informação para ter as diferentes caracterísiticas de estar no começo ou no fim do disco. O site da wikipedia tem ilustrações bonitas sobre isso:

Obviamente isso torna mais complicado pro usuário fazer o particionamento. Com o windows 95 os usuários já queriam facilidade, então os discos passaram a não apresentar mais essa característica, apresentando-se somente como se fossem uma longa lista de blocos. Foi quando os discos passaram de CHS (cilinder, head, sectors) para LBA (logic block adressing). Depois dos anos 2000 praticamente todos os discos eram padrão LBA.

Se vc ver quaisquer vídeos de desmontagem de HD vc vai ver que eles são feitos de várias camadas de discos. A informação de como isso é colocado pro usuário em modo LBA não é clara, não dá pra saber se o hardware está seguindo o caminho disco a disco do centro pra borda, ou todos do centro pra depois ir indo pra borda.

Em suma: não dá pra saber ao certo se a sua partição no “início” do disco na verdade está no início do disco rotativo, ou então indo do início de um disco rotativo até o fim dele, todo por uma face.

Em teoria, o acesso a informação no início do disco rotativo possui um tempo de acesso menor, mas também uma leitura sequencial mais lenta. Na prática ambos os casos são extremamente lentos se comparados com os SSDs, sendo que o custo de um disco SSD já é bem acessível, ao menos para fazer a instalação do sistema operacional.

Na minha opinião alguns conhecimentos práticos das pessoas que viveram nessa época acaba se solidificando em forma de DOGMA e sendo transmitidos a novas gerações e aceitos como verdade. Embora começando como um fato no passado, hoje nada mais seriam do que “simpatias” pra fazer o computador parecer mais rápido. Alguns usuários acabam percebendo um efeito placebo e continuam alimentando a crendice. A verdade é que essa diferença de tempo de acesso e leitura sequencial é extremamente pequena perto das novas tecnologias. Se usar um HD, vai ser lento em qualquer cenário (pro usuário doméstico). Se usar um SSD, vai ser rápido em qualquer cenário (pro usuário doméstico).

Ah respodendo sucintamente à pergunta:

Na minha opinião a ordem certa é colocar partições que vc tem certeza que não vai mudar de tamanho perto uma das outras, e no início do disco. Isso vai facilitar bastante no futuro quando vc quiser expandir alguma partição.

Por exemplo, o camarada coloca a partição raiz no inicio do disco com 20 G, daí coloca a partição EFI com 256 M, depois coloca o Windows, deixa espaço livre pra futura expansão e depois coloca partição /home no final do disco.

Se ele quiser aumentar a partição raiz, vai se dar mal porque tem a partição EFI grudada. Daí ele vai precisar mover essa partição e mesmo assim só vai liberar 250 m de espaço. Daí precisa mover a partição windows pra frente uns gigabytes, processo que vai demorar dezenas de horas.

Ou se quiser aumentar a partição /home, como está no final do disco, não tem como aumentar “pra frente” o espaço. Pra aumentar “pra trás” o procedimento é extremamente lento e bem mais perigoso de ser feito.

Entendi. O meu HD de 500Gb tá assim: partição / (50GB), swap (4GB), /home (200GB) e o Windows 10 na última partição. Eu acho que assim está bem, né?

1 Curtida

Tem certeza que vai fazer a instalação em modo Legacy? Por que não faz a instalação em UEFI? Se sua placa mãe suporta (deve suportar pois desde 2013 já tem suporte de vários fabricantes) é preferível usa-lo , principalmente no caso de fazer dual ou multi boot.

Falo isso porque o gparted provavelmente já vai criar esse particionamento de disco em GPT e depois pode dar xabu quando quiser instalar o GRUB (lembre-se de adicionar uma partição “biosgrub”). Mas se vc criar o disco em modo MBR vai precisar lidar com partições primárias e lógicas pconseguir mais de 4 partições.

@Deleterium infelizmente essa placa não suporta UEFI. É que esse PC é um pouco antigo…
Eu também poderia formatar o disco em GPT e criar essa partição bios-grub, já fiz isso antes. Mas eu prefiro usar MBR mesmo porque o Windows não instala em GPT com BIOS. Pra mim está bem assim, eu tenho outro HD que eu aproveitei de outro PC que eu tinha, para o caso de eu precisar de espaço/partições adicionais.

1 Curtida