Quais as vantagens de usar o XFS ao invés do EXT4?

Tem um tópico com esse tema no fórum, mas não gerou discussão.

A Red Hat coloca o xfs como sistema de arquivos padrão. Fiquei curioso se tem alguma vantagem em usar esse sistema de arquivos.

Por favor não postem apenas links de sites sobre o assunto, pois já acessei. Quero que esse seja um tópico de discussão.

Tem vantagens e desvantagens.

A principal é um gerenciamento melhor de arquivos grandes.

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Acredito que para um usuário desktop talvez as vantagens do XFS não se aplicam. Agora quando falamos de servidores, ai as mesmas fazem sentido, principalmente se tratando, do tamanho de partições, arquivos muito grandes e o registro no diário de metadados, o que permite se recuperar rapidamente de falhas, e ao meu ver, quando o assunto é servidores, a equipe da Red Hat, tem muita propriedade para decidir “talvez” qual o melhor…

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Zfs, tem nem o que comparar.
Correndo atras do Zfs esta para ser terminado o Btrfs.
Comparar xfs e ext4 tendo o Zfs no mercado é o mesmo que comparar qual é pior.

Para o usuário comum, não. Red Hat investe em desenvolvimento no XFS porquê seu foco é totalmente voltado ao mercado corporativo, como parque de servidores, computadores científicos, cargas de trabalho críticas, etc. Seu maior benefício, se comparado à outros sistemas de arquivos, é o fato de lidar muito melhor com arquivos gigantes (100, 200 GB) do que qualquer outro sistema.

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Só achei ruim não ter checksum do journal. Será que isso pode levar à corrupção de dados?

Checksum serve para verificar a integridade dos dados, ele não impede a corrupção.

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O xfsprogs 3.2.0 introduziu um novo formato em disco (v5) que inclui um esquema de soma de verificação de metadados chamado Metadados Auto descritivos . Com base no CRC32, ele fornece, por exemplo, proteção adicional contra corrupção de metadados durante perdas inesperadas de energia. A soma de verificação é habilitada por padrão ao usar o xfsprogs 3.2.3 ou posterior. Talvez não tenha visto segue link.

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Acho que @null já respondeu à dúvida de @dev_null (última citação, acima) – embora eu não tenha conhecimentos técnicos para confirmar ou discordar. – Mas faz sentido.

A meu ver, @dnuqe confirma – e mais uma vez, quem sou eu para confirmar ou discordar? – A meu ver, faz sentido.

Agora, falando como usuário comum, não-técnico – e com mais de 10 anos de experiência em dualboot de 2 (ou mais) distros Linux:

Uso o openSUSE há mais de 5 anos, com “raiz” em partição BtrFS e partição /home em XFS, e nunca tive absolutamente nenhum problema com isso. – Umas 2 ou 3 vezes, os snapshots / BrtFS já me permitiram restaurar o openSUSE após algum pequeno desastre – mas nunca precisei usar nenhum recurso típico do XFS, no caso da /home.

Fazendo dualboot de 2+ distros Linux há 10 anos, adquiri o hábito de acessar as partições de uma distro, a partir de outra – com os devidos cuidados, claro! – Isto só não me ajuda muito, quando preciso acessar a partição “raiz” / BtrFS a partir de outra distro, pois as coisas não estão “onde deveriam”. Basta raciocinar um pouco, para descobrir onde se “escondem” certas coisas, em geral dentro de alguma subpasta em /.snapshots, mas é cansativo, tedioso etc., e afinal, isso nunca foi realmente necessário.

Já a /home do openSUSE em partição XFS, aparece exatamente como qualquer outra /home em ext4, quando se olha a partir de outra distro. – Portanto, não me cria nenhuma dificuldade, no dia-a-dia. – Nem lembro que estou acessando uma partição XFS.

Esses “acessos” às partições “raiz” de outra distro, geralmente, são apenas para verificar alguma coisa. – Raramente chego a fazer qualquer alteração – e nesses raros casos, procuro examinar racionalmente as possíveis consequências, e faço backup, anoto tudo etc., para poder reverter, se não der certo. Mas são casos muito raros, mesmo. Não fico brincando a esmo.

Já no caso das partições /home, costumo fazer algumas alterações “a partir de outra distro”. – Refiro-me a alguns scripts pessoais, e às configurações do Conky. – É muito mais rápido editar as configurações do Conky das 11 distros (hoje), de uma vez só, simplesmente substituindo ou colando uma alteração-padrão.

Neste caso, o fato da /home do openSUSE estar em partição XFS não parece fazer absolutamente nenhuma diferença.

As coisas se complicam um pouco, quando começo a brincar de “mover” partições de um lado para outro – ou simplesmente, “mover” a pasta /home para uma partição separada. – Faço isso há muitos anos, sempre lidando com partições ext4, e ainda não tive nenhum “desastre”… exceto…

  1. A partição “raiz” / BtrFS do openSUSE não pode ser movida pelo GParted (ao contrário das outras). – Preciso recorrer a uma sessão Live do Clonezilla para lidar com isso.

  2. Embora minha /home do Fedora esteja em partição ext4, tive de usar um comando para “consertar” a cópia – coisa que nunca foi necessária com todas as outras distros Linux – Anotei os detalhes aqui – Ver (CTRL+F) “Movendo 12 partições /home”:

# restorecon -Rv /home

Agora, quando o Fedora me propôs usar XFS, ou qualquer outro sistema de arquivos diferente de ext4, eu optei por recusar. – Já basta eu ter dificuldade em encontrar certas coisas na partição “raiz” / BtrFS do openSUSE. – Não vejo vantagem em adicionar outros experimentos imprevisíveis, afinal… dualboot de várias distros Linux é coisa que acaba recomendando certa “disciplina”, para não virar um manicômio.

Enfim, não guardo nenhum tipo de “arquivos grandes” em nenhuma das minhas partições /home. – Nelas, ficam apenas os arquivos de configuração (ocultos), alguns Papeis de Parede, e alguns scripts. – Todos os meus “arquivos de trabalho” ficam em partições “extras”, que não pertencem a nenhuma distro (Sites, Works, Warehouse, Depot1, Depot2).

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Alguém sabe se o XFS corrompe mais que o EXT4? Pelas fontes que pesquisei, os resultados foram ambíguos.

Para uso Desktop, qual seria melhor?

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Para um “usuário comum”?

Nenhum dos dois.

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Para segurança usa Btrfs, Zfs.
ext4 não teve nenhuma melhora em segurança comparado ao ext3.
Veja as melhoras dele.

Funcionalidades

As novas funcionalidades propostas são: alocação tardia (delayed allocation); marcas temporais com maior resolução (nanossegundos)[4]; verificação de integridade do journal (journal checksums); suporte para tamanhos maiores de volumes e arquivos[5]. mais extensões são introduzidas, compatibilidade com versões anteriores, pré alocação, mais rápido sistema de arquivo de verificação, alocador multibloco, melhor timestamps.

Deixa de existir um limite de sub-diretórios no ext4[6].

Alocação tardia

Ext4 usa uma técnica de execução do sistema de arquivos chamado atribuir-on-flush, também conhecida como a atribuição de atraso. Isso melhora o desempenho e reduz a fragmentação, melhorando a alocação de blocos decisões com base no tamanho do arquivo.

Jornal checksumming

Ext4 usa checksums no jornal para melhorar a confiabilidade, já que o jornal é um dos arquivos mais utilizados do disco. Esta característica tem um lado benéfico, que pode evitar com segurança um disco I / O esperar durante o processo diário, melhorando o desempenho ligeiramente.

Suporte para tamanhos maiores de volumes e arquivos

O sistema de arquivos ext4 pode suportar volumes com tamanho até 1 exabyte e arquivos com tamanho até 16 terabytes [7]. O atual e2fsprogs só pode tratar um sistema de arquivos de 16 TB.

Extensões

As extensões são introduzidas para substituir o tradicional bloco de mapeamento de esquema usado por arquivos ext2/3.Uma extensão é um conjunto de blocos contíguos físico, melhorando o desempenho de muitos arquivos e redução de fragmentação. Uma única extensão em ext4 pode mapear até 128MB de espaço contíguo com um bloco de 4 KB de tamanho. Quando há mais de 4 extensões em um arquivo, o resto das extensões são indexadas em um three.

Compatibilidade com versões anteriores

O sistema de arquivos ext4 é compatível com o ext3 e ext2 Isto irá melhorar o desempenho já ligeiramente, porque alguns novos recursos do ext4 também pode ser usado com ext3 e ext2, tal como o novo algoritmo de alocação de blocos.

Pré alocação

O sistema de arquivos ext4 permite pré-alocação de espaço em disco para um arquivo.

Um novo fallocate () chamada de sistema foi adicionado ao Linux para uso de sistemas de arquivos, incluindo ext4 e XFS, que têm essa capacidade.

O mais rápido sistema de arquivos de verificação

No ext4, bloco alocado grupos e secções da tabela de inode são marcados como tal. Isso permite que e2fsck para ignorá-los completamente em uma verificação e reduz o tempo necessário para verificar o sistema de arquivos do tamanho do ext4 é construída para suportar. Esse recurso é implementado na versão 2.6.24 do Linux.

Alocador multibloco

O alocador multiblock é usado quando a atribuição atrasada é ativado por um sistema de arquivos, ou quando os arquivos são abertos no modo O_DIRECT. Esse recurso não afeta o formato de disco.

Melhora de carimbos (timestamps)

Ext4 também adiciona um suporte para a data-criado timestamps. Mas, como Theodore Ts'o salienta, ao mesmo tempo que é fácil de adicionar um campo data de criação extra no inode (portanto, tecnicamente permitindo suporte para data criada timestamps em ext4), é mais difícil de modificar ou adicionar o necessário sistema de chamadas, como stat () (que provavelmente exigiria uma nova versão), e as várias bibliotecas que dependem deles (como glibc). Estas alterações exigem a coordenação de vários projetos. Portanto, mesmo se os desenvolvedores implementarem o suporte inicial para a data de criação de carimbos, esse recurso não estará disponível nesse momento para programas de usuário. 

Ou seja a única melhora foi o jornaling no entanto foi implementado alocação tardia que diminui a segurança ficando a melhora no jornaling elas por elas.

E o ext4 muito dificilmente vai chegar no nível de segurança do zfs já que o extended filesystem existe desde 1992, um código muito antigo difícil de trabalhar.

Esse tópico não é sobre o ZFS/BTRFS!!!
É sobre o Xfs x EXT4!

Enfim, já uso BTRFS no Fedora, mas o Red Hat não te dá essa opção, por isso criei esse tópico para saber Xfs x EXT4.

Resumindo o que eu peguei até aqui:

O Red Hat usa o Xfs porque sim por ser melhor em servidores com altos Gb de arquivos.

Mas para Desktop não há muita diferença, o pouco que tem é:

-Xfs não tem checksum do journal, mas teoricamente tem outros meios de não corromper arquivos.
-Xfs não consegue diminuir o tamanho da partição.
-Xfs e EXT4 tem praticamente o mesmo desempenho para Desktop.


Quero usar o RHEL em desktop por não atualizar tanto quanto Fedora, mas ainda não sei qual fs usar.

Então eu expliquei o Ext4, ele da a mesma segurança que um ext3.
Lê de novo, a única vantagem de segurança do ext4 com o ext3 é o aprimoramento do journaling que colocando na balança com a alocação tardia fica elas por elas.
Para um usuário final usar ext4 ou ext3 para mim da na mesma.

Da onde que brotou o ext3? Isso é sobre xfs e ext4.

Enfim, chega disso, já deu.

Uai se você pegar o ext2 e adicionar o jornauling da na mesma de usar o ext4 em termo de segurança, ele da uma segurança muito ruim.

Não tem como falar que o ext4 nos dias de hoje é seguro, o Linux passou por um tempo assombroso em servidores só porque não tinha um filesystem descente, ate que surgiu o Btrfs para salvar.
O ext4 não consegue bater de frente em segurança com os novos filesystem, ele é muito ruim.

De repente, você nos dá uma visão que ainda não tínhamos! – Você quer fazer uma certa coisa – e tenho certeza de que todos nós, aqui, apoiamos sem restrições.

Quanto a usar XFS ou não, acredito que vários colegas já deram opiniões técnicas da melhor qualidade.

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Sobre o uso do RHEL, quando aplicado a usuários de desktop, sem sombras de duvidas é um dos sistemas operacionais mais seguros e estáveis presentes no mercado, e tendo em base sua proposta a qual visa ter um sistema confiável, seguro, estável e etc, acredito que te atenderá bem, principalmente caso, esteja em busca de um profissionalização Linux. Alem disso somente saberá se te atende mesmo, com os pros e contras, utilizando.

Se minha opinião contar, vejo que para testes e aprendizado, nada melhor que manter-se no “padrão” oferecido, mas como é Linux, padrão é uma coisa relativa, a melhor forma, é literalmente você que decide…

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Você não vaia encontrar uma resposta para isso, no máximo um monte de gente defendendo seu sistema de arquivo preferido.

Não exite isso de um sistema de arquivo corromper mais que o outro;
Nenhum sistema de arquivos é perfeito;
Falhas depende mais de outros fatores como hardware, falta de energia, manuseio errado por parte do software ou usuário;
Se um disco começar a apresentar falhas não espere milagres de nenhum sistema de arquivo (por isso que empresas trocam os discos na primeira falha);
Cada sistema de arquivo tem suas peculiaridades, caiba você a analisá-las e ver se vale apena ou não para seu caso.
O XFS por exemplo se dá muito bem em grandes bancos de dados talvez seja a escolha mais logica por parte da Red Hat ate porque ela também ajuda a desenvolver o XFS;
O EXT4 sempre foi preterido pelo Debian e derivados, se dá muito bem em ambientes mistos;

Para desktop a diferença entre XFS e EXT4 é bem pequena, vai depender do tipo e tamanho de arquivo que você está manipulando.
Por consenso utiliza o que vem por padrão de sua Distro.

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