Próxima geração do Bottles facilitará o uso do Wine

Graças a softwares, como o Wine e o Proton, conseguimos rodar inúmeros aplicativos Windows no Linux e ainda temos uma experiência gamer avançada, enquanto programas como o Bottles ajudam a manter tudo configurado para cada programa instalado.

A próxima geração do Bottles, ainda sem data de lançamento definida, promete tornar tudo mais simples e ainda será compatível com aplicativos externos.

Imagem: It’s Foss

Os desenvolvedores estão remodelando a interface para dois modos, o “Next Mode”, mais limpo e simplificado, com aspecto semelhante a lançadores como o Heroic Games ou o Cartuchos, oferecendo estatísticas de uso, mas com um menu específico para as configurações avançadas. Para quem preferir as coisas como eram, pode optar pelo “Classic Mode”.

Imagem: It’s Foss

Entretanto, talvez a mudança mais disruptiva, seja o back-end independente do GUI, sob o formato “cliente e servidor local”, redefinindo como os softwares se comunicarão com sua sandbox. Dessa forma, qualquer outra aplicação poderá utilizar o servidor Bottles para trabalhar com seu diretório de configurações e arquivos Wine (wineprefix).

A nova estrutura, escrita em Go, ainda facilita a criação de novos clientes utilizando qualquer kit e desenvolvimento, como qt ou GTK, mesmo com o cliente oficial em Electron (apesar de estarem trabalhando também numa alternativa GTK).

O Bottles será o primeiro gerenciador a lidar com o wineprefix de dentro, graças ao projeto denominado WineBridge que se comunicará de dentro do diretório com o software, evitando o uso de comandos shell para carregar programas ou lidar com o conteúdo do wineprefix.

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Acho que estaria na hora de melhorar o Wine para softwares de desktop, não apenas para jogos. A renderização de fontes é horrível, os widgets são piores do que os widgets do Win3.1 (se fossem iguais, eu acharia até bonito).

E não temos nenhum software para rodar aplicativos desenvolvidos na nova API do Windows.

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