Preparado para o lançamento do Debian 11 Bullseye?

Está dizendo que usa o Debian Bullseye (com GNOME) num atom de 2gb de ram?

Sim. E na versão de 64 bits. Atende muito bem para uso básico (edição de texto, 3 a 4 abas de navegação no Firefox, escutar música).

Contudo… É um Asus T100TAS, Atom Z3775, Quad Core, 2.4 GHz. O desempenho é bem interessante para o porte do equipamento e a bateria passa de 10 horas. Não fica muito distante de um Core i3 final “U” de 3ª geração no multi-core. E ele tem um armazenamento eMMC bem rápido. Ou seja, é um Atom bem “anabolizado”. O Windows 10 Home x86 também rodava legal.

O Debian 11 Bullseye está insanamente mais rápido que o Ubuntu 20.04 LTS nessa máquina. Eu estava resistente em trocar o Ubuntu pelo Debian, mas foi a melhor coisa que fiz aí e a diferença que observei me fez querer instalar o Debian também nos meus outros computadores.

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Joa começa a preparar um pendrive…

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Não quero provocar SDA em ninguém! :open_mouth:

Mas, sério, o Debian Bullseye me surpreendeu! Eu não achei que teria tanta diferença do Ubuntu, mas teve. Ao menos no Atomzito aí.

Agora, é como falei: meu uso nesse tablet/netbook não passa de 3 a 4 abas, edição de texto e música. Também uso para assistir filmes, séries e Youtube. Não acho que ele conseguiria ir muito além disso.

O ideal seria usar uma DE mais leve, mas eu gosto muito do GNOME e prefiro sacrificar um pouquinho de desempenho para isso.

Para quem estiver instalando o Debian pela primeira vez, segue algumas dicas:

  1. Dê preferência à versão Testing. A Stable tem pacotes bem desatualizados e a Testing, apesar do nome, já é extremamente estável.

  2. Não utilize a instalação normal. Ao dar boot pelo pendrive, selecione opções avançadas e instalação em modo expert. Apesar do nome, não é nada complexo, e irá perguntar se você deseja utilizar repositórios com código proprietário e se deseja atualizações de segurança automáticas, além de criar um usuário separado do root e diversas outras opções.

  3. O Debian não instala firmware proprietário durante a formatação. Sempre faça uma busca digitando “nome do equipamento + Debian” e você encontrará páginas como esta, que utilizei como referência para a instalação em meu tablet Asus T100TA: InstallingDebianOn/Asus/T100TA - Debian Wiki. Aí você encontra o status de todo o hardware do dispositivo, além de links para o que precisar ser instalado à parte. Para usar a .iso netinstall sem ter o firmware de rede, basta baixar o arquivo .deb do firmware à parte e copiar em um pendrive qualquer. Você insere em outra porta USB (pode ser até mesmo um cartão SD) e aí ele vai detectar e perguntar se você quer puxar o firmware dali…

  4. Aplicativos como jogos inúteis serão instalados de qualquer jeito, mesmo que você use a netinstall. Então é bom abrir a loja de aplicativos e dar uma limpeza nisso logo após instalar. De qualquer forma, mesmo com esses pacotes, o Debian ainda será muito mais “limpo” que Ubuntu e derivados, o que contribui para a performance.

  5. Não há suporte ao Flatpak por padrão. Basta seguir este guia rápido FlatPak - Debian Wiki e você poderá visualizar aplicativos Flatpak até dentro da loja de aplicativos.

  6. Para quem usa placa de vídeo da Nvidia, é necessário instalar o driver proprietário à parte. É simples e basta seguir este guia: NvidiaGraphicsDrivers - Debian Wiki.

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Falei brincando mesmo, não pretendo hoppar, estou feliz no meu Slackware. :joy:

“A boa surpresa foi o Pipewire/Wayland funcionando por padrão (na versão 10 suporta uma versão muito antiga) pelo menos para o screencast. Assim possibilitando uma melhor experiência com serviços de video conferências que atualmente são muito usados.”