Por muito tempo, o Linux teve a má reputação de ser difícil de usar, e por não ter o software necessário para ser produtivo, preocupações razoáveis durante os seus primeiros dias.
O Linux não era apenas complicado de instalar e executar, mas a instalação de software exigia uma mistura de dependências e compilação manual de softwares.
Hoje, o Linux é fácil de usar e oferece centenas de milhares de aplicativos que podem ser instalados usando gerenciadores de pacotes, onde o software é instalado a partir de repositórios. E os gerenciadores de pacotes, como o apt, são muito bons em instalar dependências.
Uma das razões pelas quais Snap e Flatpak foram desenvolvidos é resolver os problemas de dependência encontrados com gerenciadores de pacotes tradicionais, já que contém todos os softwares necessários para instalar o pacote em questão, incluindo dependências.
E a maior vantagem dos dois é independer da distribuição, sendo compatíveis com praticamente qualquer distro, tornando a instalação de software tão, se não mais fácil, do que o gerenciador de pacotes integrado.
O outro ponto positivo é o acesso a vários softwares proprietários, abrindo as comportas para programas que - de outra forma - seria desafiador ou impossível de instalar no Linux.
Conforme você navega pelas águas do Linux, você verá que nem tudo é fácil para Snap e Flatpak. Dentro da comunidade Linux, tem havido debate sobre a melhor opção e por que essas ferramentas não seriam necessariamente boas para Linux.
No entanto, qualquer recurso que torne o Linux mais fácil para o usuário médio, inclusive Snap e Flatpak, faz muito bem para o sistema operacional de código aberto e usuários finais.
Por causa desse sucesso, não se preocupe em ouvir as discussões de ambos os lados da cerca, sobre quaisquer pontos positivos ou negativos, já que as duas abordagens oferecem benefícios significativos para o Linux e para aqueles que o usam.