Por que o LibreOffice e o Collabora Online ainda não dominam as salas de aula?

Todo mundo pensa no MS Office, mas hoje eu vejo o google dominando muito forte.
A interface é bem limpa, facil de entender, fácil de configurar os documentos, facil criar fórmulas para as planilhas, tudo salvo automaticamente, integrado com notas, calendário, tarefas…
Enquanto isso, o libre office tem uma curva de aprendizado gigante. Se ambos são gratuitos e a simplicidade da google atende 90% das pessoas, elas vão ficar no google.
Afinal de contas,a suite office é uma ferramenta para o trabalho, e a pessoa já precisa gastar fosfato no trabalho em si, não quer adicionar complexidade desnecessária.
Em geral, quem usa Linux é entusiasta de software livre, mas a maioria esmagadora das pessoas não está minimamente preocupada com isso.

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Simplesmente devido a preguiça de aprender algo novo sem necessidade.

Eu estava lendo um pouco sobre tipos de aprendizagem. Em suma, há 3 durante o ciclo de vida humana, no entanto, boa parte dos humanos ficam no primeiro.

Os tipos são:

  1. Pedagógico
  2. Andragógico
  3. Heautológico

O primeiro é onde o indivíduo só aprende com o mestre, tudo que deve-se estudar, ele só aprenderá com um mestre que goste. O segundo é para adultos que já entendem que precisam aprender sem ter a companhia de um mestre o tempo todo, já a heautologia, o indivíduo aprende por conta própria filtrando o que mestres e cenários têm a ensinar.

Como a educação brasileira preza muito com o educador que deixa os alunos fazerem por conta própria, acabou que estimulou a ficarmos estagnados no que já é conhecido pois, para a intelectualidade humana, é necessário o exemplo de um instrutor hábil desde a infância.

Se os mestre da infância não mostram, nós crescemos achando que aquilo não existe. Platão, há 4 mil anos atrás, sintetizou tudo isso como A Teoria da Mimese.

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Pura realidade! O problema que enfrentamos hoje é que a proposta original do software livre acabou sendo deixada de lado. Raramente se fala sobre o assunto. Muitos canais e blogs tratam as distribuições Linux apenas como “alternativas gratuitas ao Windows”, sem aprofundar a importância da liberdade, que deveria ser destacada de forma central, não mencionada de passagem.

É verdade que também existe um problema do outro lado: a abordagem pouco convidativa de certos defensores históricos do GNU. Quem viveu os fóruns de 10 ou 15 anos atrás deve lembrar: quase todo mês aparecia alguém dizendo que todos estavam “errados” em chamar apenas de Linux, que o correto era GNU/Linux, e que quem não usasse assim estava enganando as pessoas. Essa postura mais afastava do que aproximava.

Mas não podemos reduzir a discussão a esses dois extremos. As distribuições Linux e o software livre possuem uma missão muito maior: levar às pessoas a consciência de que liberdade digital não é um detalhe técnico, mas uma questão social, cultural e até política.

E é aí que está o ponto: precisamos voltar a discutir liberdade, não só usabilidade. Não basta dizer que o sistema é rápido, leve ou bonito — é preciso lembrar que, por trás disso, existe o direito do usuário de usar, estudar, modificar e compartilhar o software.

As distribuições Linux e o software livre possuem uma missão muito maior: levar às pessoas a consciência de que liberdade digital não é um detalhe técnico, mas uma questão social, cultural e até política.

Vale lembrar como tudo começou. O software livre surgiu a partir de uma inquietação: a percepção de que o conhecimento não deveria ser trancado em caixas pretas, inacessíveis a quem usa a tecnologia. Richard Stallman e a Free Software Foundation não falavam apenas de programas de computador, mas de autonomia, de colaboração e de um modelo de sociedade mais justo, onde as pessoas não fossem meras consumidoras, mas também criadoras e participantes ativas.

Esse é o coração da proposta: garantir as quatro liberdades fundamentais — usar, estudar, modificar e compartilhar o software. Sem isso, o computador se torna apenas mais uma ferramenta controlada por terceiros; com isso, ele passa a ser uma extensão da liberdade humana.

E é justamente esse ponto que, infelizmente, vem sendo esquecido. Hoje, a maioria dos conteúdos sobre Linux se limita a métricas técnicas: leveza, consumo de memória, interface ou compatibilidade. Pouco se fala sobre a filosofia que deu origem a tudo isso, como se fosse apenas um detalhe menor.

No fim das contas, o software livre não é apenas uma questão de preferência tecnológica — é um movimento que fala sobre autonomia, solidariedade e futuro. Quando lembramos de sua origem, percebemos que cada linha de código compartilhada representa mais do que funcionalidade: representa a crença de que o conhecimento deve ser acessível a todos.

Se os criadores de conteúdo conseguirem transmitir essa dimensão junto com suas análises técnicas, não estarão apenas mostrando uma distro, mas ajudando a manter viva a chama que deu sentido ao movimento desde o início.

E esse é o nosso papel coletivo: não deixar que a liberdade se torne um rodapé esquecido da história do Linux. Pelo contrário, que ela seja a manchete, a ideia-força que inspira novos usuários a entender que, ao escolher software livre, não estão apenas instalando um sistema, mas se conectando a um projeto humano muito maior — o de construir um mundo digital verdadeiramente livre.

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Eu uso o libreoffice há bastante tempo porque gosto do produto. Mas alguém aqui já tentou usar o Colabora Online? É pouco intuitivo, horrível.

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Eu só sei que não tem nada menos intuitivo que o Calligra.

Primeiro se vc abre a suíte do Calligra lhe aparece isso, nada intuitivo ou pouco usual. Não abrindo a aplicação, mostrando os aplicativos como se fossem programas separados.

Quando vc abre o Calligra Words vc tem essa experiência de interface. Eu mesmo fico perdido e não sei por onde começar kk.

Só como comparação no editor de apresentações; Libreoffice Impress vs Calligra Stage.


E sou usuário KDE mas nisto tenho que reconhecer, os desenvolvedores não sabem fazer uma experiência de uso minimamente boa aos usuários.

Fora que até onde usei, quando tentei, é a aplicação que mais tem crash disparado no KDE.

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Olha, o buraco é bem mais embaixo. Além do já consolidado monopólio de anos da M$ nesse setor (a custo de muito lobby e política agressiva, quem não se lembra do “Embrace, extend, and extinguish”?), temos um forte lobby dessas big techs para forçar parcerias publico privadas. Pode ver que a maioria das instituições federais e estaduais usam algum tipo de suite da Google ou Microsoft. O que é bastante útil, porque além da grana que eles levam do governo levam muitos dados (inclusive pesquisa cientifica potencialmente confidencial, dados pessoais de todos os brasileiros, entre outras coisas absurdas de se pensar. Nenhum país sério relega dados estratégicos para outro país administrar, isso só acontece porque aqui não temos NENHUMA soberania de nada). É o famoso pacto CARACU. Não se iludam achando que usam isso porque é bom ou mais eficiente, existem muitas soluções abertas que são tão eficientes e boas quanto essas soluções das big techs.

Me fala como que um desenvolvedor open source com recursos insignificantes frente a esses gigantes fazem alguma coisa? Resta cobrar do governo por soberania digital e fazer que adotem soluções open source em vez de dar dinheiro e dados pra essas bigtechs.

Bem interessante os tópicos levantados. Mas vamos ver algumas coisas bem distintas.

O Excel na soma de todos recursos é inalcançável hoje em dia. Está anos luz de distância de qualquer um dos seus “concorrentes”.

Porém para quem usa o básico de planilhas muitas alternativas dão conta.

Hoje uso o Zoho na empresa, estou migrando tudo para o NextCloud, mas a curva é lenta.

Sobre o Calligra ele não deveria ser uma suíte para uso geral. Foi nesse sistema feinho que se criou o formato aberto de documentos. Ele é todo bagunçado assim para expor os recursos e tornar colaborativo.

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Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
Norma Técnica NBR ISO/IEC 26300:2008

ODF é um formato aberto e padronizado internacionalmente pela ISO/IEC 26300

Embora o ODF seja norma, isso não quer dizer que todos os documentos oficiais, acadêmicos ou institucionalmente exigidos pela ABNT tenham que usar ODF obrigatoriamente.

Mas muitas instituições ou cursos ainda exigem formatos como .docx ou outros, pela prática ou por exigência de sistemas.

Microsoft frequentemente firma acordos com governos e escolas

Poucos professores e alunos sabem usar bem o LibreOffice

A ausência de marketing do LibreOffice também influencia.

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Tem uma boa razão pra “esquecer” a filosofia, quando se comenta sobre tem a “raiz” que muita das vezes com escandalos criticos, um exemplo e Richard Stallman, quem conhece a jornada sabe muito bem que era o pior quando o assunto era passar a palavra fora seus crimes contra humanidade.
Hoje vem se repetindo no projeto Debian, então muitas das vezes e bom deixar certas coisas “enterradas” ate que acobertem bem sobre os indivíduos que espalham o caos nas filosofias.