Por que a Geração Z tem dificuldades com computadores?

Eu nasci em 1977 e, aos 47 anos, sou considerado parte da Geração X. Percebo diferenças significativas na infância dos meus filhos em comparação com a minha, especialmente relacionadas à exposição excessiva e à violência na mídia.

Na minha época, as crianças tinham responsabilidades práticas no dia a dia da família. Desde pequenos, éramos encarregados de tarefas como levar o lixo para fora, ajudar nas compras do supermercado, cuidar das plantas, limpar os dejetos dos animais de estimação, trocar de canal na televisão conforme pedido dos adultos, fazer pequenas compras na mercearia, buscar pão fresco, auxiliar na limpeza do quintal, entre outras atividades. Aprendi muitas habilidades técnicas na infância, como noções básicas de eletricidade, o uso correto de ferramentas, como trocar um botijão de gás, arrumar a cama, limpar o banheiro e saber onde colocar as roupas sujas após o banho. Depois de cumprirmos essas “obrigações”, tínhamos o direito de brincar na rua, participando de jogos como futebol, queimada e pega-pega.

Naquela época, os pais valorizavam o respeito aos mais velhos, ensinavam que crianças não deveriam se intrometer em conversas de adultos e que não era aceitável zombar de outras pessoas. Além disso, o acesso à televisão era limitado.

As diferenças entre os gêneros eram mais tradicionais, com os homens geralmente encarregados de tarefas que exigiam força física e distância, enquanto as mulheres aprendiam a gerenciar a casa e manter a organização.

Os filmes e programas de TV que consumíamos eram centrados em valores como honra, patriotismo, família, coragem e determinação, e esses eram os princípios pelos quais nos guiávamos para sermos aceitos socialmente.

Hoje em dia, parece que a sociedade se fragmentou em muitos grupos distintos, e o papel do cidadão é menos claro, o que pode gerar um sentimento generalizado de desalento.

Acho que estou falando de limites. Nossa curiosidade era adestrada para a ser útil, hoje a curiosidade não tem uma objetivo prático. O que eu penso, para concluir, é que os adultos que estão falhando e não as crianças.

2 curtidas

Vou colocar uma outra questão do uso de desktop/note pela geração Z no Brasil.

As casas/apartamentos estão cada vez menores (menos de 70m2), onde o quarto dos filhos tem em torno de 8m2 pra menos. Mau cabe cama, guarda-roupas e mesa de estudo. Como encaixar um desktop (gabinete/monitor/mouse/teclado/som) numa área tão pequena?
Aí esses jovens são obrigados a usar notebook pra poder usar onde tem espaço disponivel na casa. Ora estão no sofá, ora na mesa de jantar, ora no quarto… Isso já é um desincentivo para usar pcs, eles não tem um local confortável para usar um desktop/notebook dentro das proprias casas.


outra questão é o preço proibitivo de um setup desktop (gabinete/monitor/periféricos/cadeira/mesa). Um setup desse custa de R$ 3500,00 pra mais.
Um notebook razoável vai gastar uns R$2500,00. Mas é aquela coisa jovens usam o que ganham dos pais, e será que os pais tem disponibilidade de gastar todo esse valor com os filhos? Será que esses pais sabem fazer as melhores escolhas de hardware?
Pois na prática o que vemos são pais comprado o pc/notebook mais baratos com uma performance sofrível. Acontece que o jovens tem o pc/notebook mas relutam em usar pois é tão lento que também desincentiva qualquer um.

O que vemos é que muitos desses jovens precisam primeiro entrar no mercado de trabalho, economizar uma grana para só então conseguir comprar um pc/note minimamente usável.


Deixa de ser apenas uma questão geracional, é também uma questão socio-economica (falta de espaço físico dentro de casa / preço alto de hardware de qualidade / e muita disponibilidade de hardware ruim a preços mais baixos.)

Não dá para exigir que esses jovens troquem um celular (que é mais confortável de usar, mais compacto, mais barato e mais rápido) por um pc porcaria…

2 curtidas

Não tive a oportunidade de ler o texto, assistir os vídeo ou ler os comentários, mas eu chuto que é simplesmente por falta de contato mesmo. Eu me considero uma pessoa com alta facilidade para mexer com tecnologia, mas se colocarem um fax na minha mão, não vou saber usar e vai levar um tempo aprender, simplesmente porque nunca precisei usar um.

Essa geração teve mais contato com tablets e smartphones do que desktop o que, convenhamos, é bem mais fácil de mexer. Antigamente se algo desse errado no nosso PC, a gente tinha que procurar tutorial e resolver. Com um android da vida o jovem simplesmente desinstala o que não funciona e instala um que funcione melhor.

O que me assusta na geração Z e na Alpha, é a inaptidão que eles tem para resolver problemas, a falta de curiosidade, a presença de certo comodismo e a ansiedade extrema quando algo dá errado. Talvez justamente por eles não terem sido “forçados” pela tecnologia a serem assim. Eles acabam sofrendo muito no mercado de trabalho por conta disso.

Mas enfim, não acho que seja culpa deles, mas sim das gerações mais velhas que não os preparou corretamente para o mercado de trabalho (nem pra vida). O pessoal simplesmente deixa um celular na mão da criança e acha que tá tudo resolvido.

4 curtidas

Man, desktop nesse caso não significa PC de mesa, mas a organização das interfaces, PC, notebook, Macs e até alguns tablets são “desktops”, enfim, desktop é tudo que implementa isso, isso também significa que existem dispositivos que se parecem com um PC de mesa mas que não são desktops por exemplo esse carinha que pode se tornar um desktop mas de fabrica não era

Talvez vc não entendeu o que eu quis dizer ou eu não fui claro na explanação.

Quando eu escrevo desktop/notebook é proposital, eu sei que o dio disse sobre a interface… Minha intenção foi justamente levantar um outro ponto nesse problema. Que é o uso físico da interface homem/maquina.

Os jovens não usam um computador hoje em dia, pois não possuem local confortável para usar um computador por várias horas dentro de suas casas. Os jovens vão morar nas casas que os pais tem dinheiro para comprar/alugar, vão habitar os menores cômodos dessas casas… Terão q usar um pc enlatado dentro do quarto, ou vão usar nas áreas comuns da casa (sala e jantar) sem privacidade nenhuma, e com os familiares falando na cabeça para eles saírem da frente do computador e ir interagir com o mundo real.

Os hardwares baratos são sistemas muito lentos que desestimulam o uso. O sistema é tão lento que vc faz apenas o q precisa fazer e já desliga o pc, se vc tentar ‘fuçar’ para achar/aprender coisas novas vc vai passar raiva com a lentidão.

Na minha opinião esses tablets/netbook/Raspberry Pi não tem desempenho nem ergonomia para uso continuo diário.


Tente usar esse pc/notebook “Combo da desgraça” num ambiente físico desfavorável e me diga se vc se esforçaria para aprender a mexer no “sistema desktop”. Muito provavelmente em 30 minutos de uso vc vai clamar pelo seu celular

Será que não é porque, redes sociais são um vício e o celular é a melhor forma de alimentar este vício? O celular é visivelmente direcionado ao consumo.

É assustador a diferença entre crianças que crescem com e sem celular hoje, nove anos e uma já está lendo Senhor Dos Anéis, tem ideias elaboradas, conversa, discute, é curiosa, até é arteira como qualquer criança, mas você sente que ela é centrada. A outra tem dificuldade para falar, é insegura, fala baixaria como se nada fosse, às vezes é violenta com os parentes, só sabe consumir, vive pedindo coisas de comercial e se receber um não vira uma fúria, tem uma crise existencial, as ideias são super fragmentadas…

3 curtidas

Sou o responsável pela área de TI da empresa que trabalho (uma multinacional alemã), sou novo, nasci em 1996, sou um lunático por computador (consigo inclusive trocar componentes defeituosos como capacitor e CIs), sou desenvolvedor C# e Progress 4GL e uso Linux já faz mais de 12 anos.

O que mais percebo na geração atual (nascidos a partir dos anos 2000) é a completa falta de vontade de aprender como algo funciona ou como foi criado, simplesmente não sabem nem para o que serve o comando PROCV numa planilha eletrônica;

Lembro que por volta de 2010 a 2013 (quando comecei meus cursos de informática) era obrigatório para quase todas as vagas o candidato ter domínio do pacote básico do MS Office, inclusive foi por causa desse conhecimento que consegui meu primeiro emprego, hoje os jovens (mais jovens que eu) não sabem nem o que é o pacote office, lembro que na entrevista/teste do meu primeiro emprego eu precisei montar um relatório de vendas usando tabela dinâmica e gráficos de barra e coluna para representar a taxa de crescimento das vendas e a diminuição do estoque em cada mês, e olha que a vaga era de aprendiz na área de manutenção numa fabrica de grande porte.

Semana passada um cara me abordou na empresa interessado em uma oportunidade na área de TI, mas ao conversar com ele e analisar o perfil, ele demonstrou não ter o mínimo de raciocínio e proatividade para buscar uma solução para um determinado problema, para ter ideia uma das varias perguntas que fiz para ele foi:

“Imagine que o computador do usuário X apresentou a mensagem ‘Erro 2728, executável não encontrado.’ o que você faria para resolver este problema?”.

Eu sinceramente estava esperando 5 tipos de resposta:
1 - Perguntaria para alguém do time se conhecem este erro;
2 - Checaria nos procedimentos/documentação do sistema;
3 - Pesquisaria na internet o erro 2728 para este programa;
4 - Checaria se o antivírus eliminou o executável;
5 - Reinstalaria o programa no computador.

A resposta dele foi “não sei resolver, então transfiro para outra pessoa do time que saiba resolver”.

Notem que na resposta ele não deu a entender que queria aprender como resolver o problema, ele só quis transferir para outro, a resposta dele foi similar para outras perguntas que realizei.

Infelizmente na minha equipe de TI eu não posso ter uma pessoa que fique pendurada/dependente de outra pessoa, logicamente a pessoa não precisa saber de tudo mas ao menos deve conseguir pensar em algumas soluções (mesmo que não sejam as corretas para o problema apresentado) e acima de tudo deve querer aprender como resolver aquilo que ainda não sabe.

Escrevi um livro, me desculpem, me empolguei.

5 curtidas

Eu respondi algumas pessoas mas até agora não dei o meu relato, vamos lá, pra evitar dizer que é frescura e preguiça vou me apresentar:

Sou desenvolvedor PHP, Lua e C++ (e sei brincar com C e JS), já fiz minha própria LFS (fazer uma distribuição Linux pegando pacote a pacote, já implementei a Linguagem SQL inteira dentro da linguagem Lua… Então definitivamente não sou um leigo (embora tenha menos conhecimento que gostaria)

Eu tenho 25 anos sou de 1999 (logo sou da famigerada geração Z) porém meu caso é particular, eu tive contato primeiro com desktop pra só muito tempos depois ter contato com smartphones e cara, até hoje eu tenho dificuldade em entender o conceito de pasta e arquivo, ok, parece algo besta mas não é:

Qualquer um que fez um curso de informática provavelmente viu a seguinte definição ou alguma variação dela:

Arquivos são seus dados e pastas onde você guarda seu arquivos

Mas deixa eu te dizer: Essa definição está errada… Primeiro porque um arquivo pode conter outros arquivos que por sua vez podem referenciar outros arquivos, por exemplo planilhas eletrônicas, ao contrário do que muita gente pensa o Excel não trabalha com um “arquivo” .xlsx ele trabalha com uma pasta, a planinha e por consequência o arquivo estão dentro do XLSX o mesmo vale para imagens multicamadas e até “arquivos” que você nem imagina como áudio e vídeo, os canais são efetivamente arquivos dentro de uma “pasta”

Porém a confusão não é só com arquivos mas com pastas também (e pra isso vou ter que voltar no Windows XP), “pastas” podem agir como “arquivos” também isso acontece porque dependendo do tipo de arquivo (e se o gestor de “arquivos” suportar) a pasta atua como um álbum de fotos por exemplo:

Sinceramente isso me buga muito a cabeça, talvez por eu ter autismo e TDAH? Pode até ser mas não gosto de muletas, pra mim o conceito de tags e workspaces funciona melhor, excluído os preguiçosos da Gen Z que estão presentes desde a X, imagino que uma camada a mais de abstração nos diretórios deveria resolver o problema

1 curtida

Trazendo essa dificuldade da geração Z com coisas que nao são “super intuitivas” para o Linux, recentemente tive a experiencia de assistir 20~ alunos (faixa de 18 a 25anos a maioria)de um cursto tecnico de tentando baixar e instalar no virtualbox alguma distro linux (nao foi especificado qual).

Percebi algumas coisas:
1 - distros mais baixadas depois do CentOS (recomendado pelo professor) foi LinuxMint e Fedora.
2 - tiveram dificuldades em encontrar o download das iso’s em praticamente todos sites de varias distros (ubuntu tentaram mas ninguem instalou)
3 - alguns acharam que o “linux Lite” era uma versao “oficial do linux”
4 - tiveram dificuldades para instalar com todas distros, o Mint e Fedora foram as menos complicadas, o CentOS se bateram um pouco apesar de ser parecido com o do Fedora…
5 - ninguem nem imagina a possibilidade de uma store pre instalada para baixar programas! Ainda esta enraizada a ideia de que no PC tem que sair em sites diversos a procura de app’s. Essa foi a maior dificuldade dos alunos relatada por eles “linux é dificil instalar programas” teve 1 que tentou instalar o chrome.deb no Linux Lite, mas deu problema de dependencia…

Concluindo: segundo essa experiencia, acho que as distros precisariam tornar o download da iso mais intuitivo, apesar do Mint ter um botao grande de download, o mesmo nao iniciava (devido ao lixo do edge talvez…)

Os instaladores teriam que ter uma aula de simplicidade com endlessOS / gnomeOS.

E a loja de apps tem que ser a primeira (se nao uma das primeiras) coisa apresentada aos usuários, de uma forma bem clara e em destaque,o Ubuntu faz isso, mas nem conseguiram baixar em primeiro lugar…

Outra questao é um criador de midia botavel ja na pagina de download (como o Windows que oferece um proprio) o Fedora tambem (mas com menos destaque que a iso principal no site talvez)

Isso seria só o começo, se o objetivo fosse aproximar mais a geracao Z do Linux.

5 curtidas

Acho que são consequências do desenvolvimento tecnológico mesmo. Salvo me engano, o presidente da IBM havia dito que o objectivo da empresa era que todo mundo tivesse um computador pessoal no mundo. E foi o que aconteceu.

o dispositivo móvel é praticamente um computador pessoal e se popularizou.

Agora, na minha humilde opinião, os smartphones são intuitivo e não são ao mesmo tempo, pq facilitou tanto que as pessoas não tem mais interesse em manipular pastas, arquivos, organizar o desktop, digitar no office etc…

1 curtida

:wave:t2:

Eu concordo 110% porque falando sobre o Android, hoje ele é capaz de fazer mais, “out of box”, que os demais sistemas operacionais. No Android temos um sistema operacional pronto, out of box”:

Reconhecimento facial TOF 3D, reconhecimento facial 2D, biometria, OS preparado para touchscreen, funciona no modo retrato (smartphone) e paisagem (desktop) automaticamente, segurança sólida, aplicativos “install and play”, multiscreen*, aceita ser monitor (posso conectar um Playstation, Xbox, Switch e usar a tela do dispositivo Android como monitor, [fico imaginando isso na tela do Samsung Galaxy S9 Ultra, 120hz super amoled]), updates que parece ser Sistema Operacional Rolling Release, tem um bom nível de retrocompatibilidade (na minha opinião), controla drone usa a câmera dele para gravar vídeos (amo me divertir com drones :D), tem uma grande variedade de games, funciona perfeitamente com serviços cloud gaming (uso da Microsoft e já usei o da NVidia), controla sua casa, dispositivos smarts, bluetooth, wifi, vários tipos de gps, giroscópio, acelerometro, embutidos, redundância de 2 internet ao mesmo tempo mobile e wifi, se um cair o outro assume, tem “nobreak”, embutido, consumo muito baixo de energia para tudo que ele oferece, Linux Kernel por trás dos bastidores, controlar Ar Condicionado, Televisores, equipamentos com sensores infravermelhos (aplicativos bem fáceis de encontrar) )etc… Se eu ficar digitando aqui tudo que o Android tem “out of box”, vou digitar um texto enorme!

*Multiscreen: Estratégia de transformar um dispositivo Android em super gadget computador: Exemplo: Pego um Samsung Galaxy S24 de entrada (porque a linha S da Samsung tem um carinho especial com o Android em modo Desktop), na bancada uso um Docking Station, um Monitor, Teclado e Mouse, Controle Game, Fone de Ouvido, Caixa de Som.
Na rua o S24 é meu smartphone operando em modo retrato e em casa na bancada plugo o S24 na Dock Station e uso ele como computador desktop, se precisar usar no monitor diferente, exemplo no serviço, só levar um adaptador HDMI ou a Dock Station.

Não vejo nenhum Sistema Operacional tão capaz “out of box ”para uso pessoal não entusiasta quanto o Android. Uso o Android 4 (Tablet Asus processador Atom), 10 (Motorola G8 play ) e o 11 (Samsung Galaxy Tab S5e). Já tem mais de 2 anos que meu sistema operacional é o Android e só o Android.

Eu mencionei “out of box” várias vezes porque na verdade todo Sistema Operacional é capaz de fazer a mesma coisa, só que uns são programados diferentes dos outros. Sistema Operacional falando de maneira bem hardware (baixo nível) é um manipulador de elétrons no qual o ser humano pode interagir.

Voltando ao tópico, porque eu irei caçar e pescar para me alimentar se o supermercado está logo ali, e ainda digo mais é online… Vou ter mais tempo para adquirir novas habilidades, (Inglês, Francês, Espanhol, Alemão, Italiano, Japonês).

Vamos evoluir!

:vulcan_salute:t2:

Tava conversando com o @Natanael.755 e vimos que no TigerOS, já preenchemos quase todos esses 5 itens.
Mas é como dito no vídeo: por mais que algo esteja escrito, a preguiça da pessoa em prestar atenção compromete tudo. Por ex, teve 1 canal bem pequeno, que foi fazer uma review da distro. Se tivesse assistido a aula em destaque, na área de trabalho, não teria falado 1/5 das besteiras que falou na hora de instalar a distro.

Minha mãe, com 68 anos não conseguia se acostumar com o mouse, mas aos 83 anos se vira perfeitamente com a tela do smartphone. Zero dificuldade em compartilhar links maliciosos.

2 curtidas

Tem um video de uma entrevista do Linus Torvalds aonde ele dizia que nunca conseguiu instalar o Debian. que era muito dificil etc… e na plateia tinha uma garotinha falando para o Linus Torvalds que era super facil instalar o Debian , o Linus Torvalds bem humilde falou para a garotinha que ele não era capaz de instalar o Debian , e a menina teimosa falou que iria ensinar ele a instalar kkkk .

2 curtidas

Eu respeito a sua opinião… mas o que tu escreveu por ultimo ali é só outro sinal de como a geração atual é preguiçosa, e como esse pensamento do “Se o mercado é online eu não preciso sair de casa” afeta relações interpessoais, conhecer o mundo fora do seu próprio mundo (o que não é errado, todo mundo tem seu próprio mundo, mas sair pra fora ajuda, sedentarismo e isolamento é uma das principais causas de depressão que existem) é essencial para um bom desenvolvimento… evolução não é ficar sentado numa cadeira, ou dentro de casa mexendo num celular o dia todo.

Pra mim isso ai é mais uma fuga da realidade (que pode ser bem chata, viver é complicado mesmo)

1 curtida

Esse é o ponto. Da mesma forma que o smartphone facilitou em algumas coisas, dificultou muito também em outras coisas. Nada substitui o desktop pra estudar, trabalhar. Com a tela maior, mouse e teclado, facilita muito a nossa vida office e home office.

A tela vertical pra mim é bem contra-intuitiva, nas redes sociais é igual caça-niques como diz o Tristan Harris, feita pra viciar mesmo.

A facilidade de comunicação no smartphone é excelente, mas pra trabalho e produtividade é péssima.

5 curtidas

“O buraco é muito mais embaixo”.

Eu gostaria de trazer uma perspectiva filosófica desse assunto:

Nessa live o professor de filosofia Guilherme Freire irá trazer uma visão ainda mais pessimista dessa atual geração.

4 curtidas

Como um adulto da geração z, eu vou dar a unica resposta que faz sentido, e é muito MUITO mais simples do que vcs acham.
Com 7 anos eu ganhei um pc, windows xp, e eu me divertia nele, desenhava, jogava etc.

hoje com 7 anos oq uma criança ganha? é um pc? não, é um celular.
acabou ai, n tem nada alem disso, nada menos e nada mais!

Antigamente por todo mundo ter pc em casa, ou pretender ter um pc em algum momento, curso de suite office era bem visto. Hoje em dia não é mais.

Eu quando tiver um filho com certeza irei dar pra ele um pc com linux muitos anos antes de um celular(se é q essas coisas vão existir daqui a 7+ anos)

3 curtidas

Concordo com você que hoje as crianças ganham um celular e por este motivo estão muito mais familiarizadas com o celular do que com um computador.

Por outro lado é evidente que a geração mais nova esta menos capaz de resolver problemas complexos e possui menos vontade/curiosidade de aprender como as coisas funcionam/foram criadas.

Como num comentário acima, se o video tiver mais de 3 minutos as crianças/adolescentes já acham chato e param de prestar atenção.

Para ter ideia o pessoal mais velho na empresa que trabalho esta reclamando que os estagiários e aprendizes estão usando o Chat GPT para fazer parte do trabalho deles, e quase sempre tem erros no trabalho.

Teve um caso com um colega que é desenvolvedor sênior, ele pediu para o desenvolvedor júnior do time dele fazer uma função que consulta a cotação do dia no banco central e retorna o arquivo no formato JSON, algo simples, existe vários exemplos na internet usando a própria API do BCB, o dev júnior simplesmente pediu para o Chat GPT escrever o código, nem testou e enviou para o dev sênior como se ele tivesse escrito, assim que o dev sênior viu o código ele já sabia que não foi o júnior quem escreveu (por causa da forma de indentar o código e do nome das variáveis), ele testou o código e descobriu que não estava funcionando.+

A geração mais nova tem muita praticidade, eu por exemplo as vezes ainda me pego escrevendo todo o templante CSS de um site do zero, mas vai ver se a geração mais nova sabe montar um template CSS do zero, sem o bootstrap eles não fazem nada.

1 curtida

O uso do ChatGPT é bom se a pessoa usar a favor dele, mesmo assim vc tem que testar o código varias vezes, lapidar bem a pergunta pro chatgpt fazer o que vc realmente precisa e tem que testar sempre pra ver se o código funciona e se adequa ao contexto. Até pra uso de AI requer um trabalho, um esforço, quebrar a cabeça…

1 curtida

Como comentei antes, eu tô com trabalho em ONGs, pra ensinar o básico do uso do computador. Problema é a falta de material básico para os profs aprenderem a usar ferramentas, como gcompris, jfraction lab, marble, etc.
Alguém se interessa em organizar e começar a traduzir tutoriais, que se transformarão em videoaulas para os profs?