"PC-Tablets" com 32 GB de armazenamento são atualizáveis para Windows 11?

Já que um dos pré-requisitos do Windows 11 são 64 GB de armazenamento, bateu uma dúvida aqui: aquelas pessoas que adquiriram tablets em carcaça de notebook com 32 GB em disco conseguirão contornar essa limitação (burlá-la) ou terão que ficar presas ao W10?
Algum proprietário desses equipamentos conseguiu essa façanha?
Lembrando que, em função da relação oferta-procura, alta do dólar, crise dos chips e pandemia, esses aparelhos foram muito vendidos no Brasil, e saliento ainda que, como é de conhecimento geral aqui mesmo no fórum, esses hardwares nem sempre são amigáveis com Linux, que seria sua natural salvação.

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Provavelmente não vai rolar, além da limitação de disco, é provável que tenha outras questões também, como a versão do processador, o TPM 2.0 etc.

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É o que imaginei. Haja lixo eletrônico, já que muitos desses equipamento são conhecidos por serem descartáveis por conta do hardware já problemático (pelo menos aqui no Brasil).
A tendência é que a maioria desses aparelhos sejam descartados com poucos anos de uso, seja pelo próprio hardware com tendências defeituosas, seja pela obsolescência de software.
Quem comprou por exemplo, uma máquina dessas em 2021, já deve ter isso em mente que é um equipamento “quebra-galho”, cua substituição será praticamente obrigatórias nos próximos anos…

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Olá @TiagoCardoso tudo beleza contigo?

Eu não creio que esse movimento de descartar esses equipamentos será algo massivo, muitas das pessoas que compram equipamentos assim não são exigentes quanto ao sistema. Se as tarefas que elas fazem não forem afetadas, provavelmente irão ignorar o Windows 11 por meses.

Muitas vezes, visitando amigos que não tem envolvimento com TI ou tecnologia, encontrei notebooks com Windows XP, Windows 7, Windows 8… e a justificativa era sempre a mesma: só uso para acessar a internet e ver filmes.

Existe um nicho ou “bolha” de pessoas que se importam em atualizar para o Windows 11, mas não acredito que isso representa a maior massa de usuários no mercado brasileiro.

:vulcan_salute:

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“PC-Tablet” tipo aqueles dispositivos da época do Windows 8/8.1, tipo o primeiro Surface?

Tendo a concordar com o @eddiecsilva quanto ao descarte. Dado o preço do dólar e empobrecimento generalizado do país, quem comprou vai tentar usar enquanto for possível. É uma minoria que vai tentar forçar um update (isso se a MS não bancar a besta e mandar msg pros usuários dizendo “seu sistema pode ser atualizado, clique aqui blablabla”). Contudo, criou-se uma cultura de consumismo e descarte desnecessário. Na hora em que o preço baixar, o orçamento der e a demanda de tarefas for maior que a que esses tablets oferecerem, as pessoas vão migrar de máquina e vão pagar o plus a mais pelo W11.

Falando desses PC-tablets, fica patente mais um aspecto da obsolescência, sua versão compulsória (ou quase). Em 2018, meu laptop de uso diário, um Samsung RV415, morreu de forma trágica. Como sou jornalista, precisava de outro equipamento minimamente decente, que tivesse um processador usável, RAM suficiente, um HD de verdade e leitor de DVD. Foi um sufoco achar um assim, sendo que em anos anteriores as máquinas de entrada costumavam ter isso (CPU de 1 ou 2 núcleos, 2 ou 4 GB de RAM, HD de 320 a 500 Gigas), isso custando por volta de R$ 1000; por esse preço, só os famigerados laps com 32 GB eMMC - alguns com funções fantásticas, como a tecla “Netflix”! Ou seja, a indústria, além de obrigar as pessoas a trocar de equipamento pq seu PC morreu e trocar peças é mais caro que comprar um novo, ou dizer para vc que seu celular perfeitamente usável é feio perto deste novo lançamento que faz basicamente o que o seu faz com um pouco mais de armazenamento, ainda te obriga a comprar o que eles querem e não o que você precisa. Por fim, consegui um Compaq CQ-23 por quase o dobro do preço que custava meses antes da chegada dessas abominações.

Nisso eu concordo com o @TiagoCardoso, sobre serem “descartáveis”. Podem esperar - não vai demorar muito e vai começar uma ofensiva de propaganda de máquinas novas e caras com o W11, em especial em nichos mais abastados de mercado (como canais de TV por assinatura). E quem precisa de máquinas de entrada simples mas decentes, como estudantes e autônomos, vai ter que se virar nos 30, comprar máquinas usadas (estou no segundo lap usado, já que preciso de um pouco mais do que um Celeron…) e apelar para distros Linux. Nisso, sistemas como o Tiger OS, do @Daigo, ou user friendly, como Zorin, Mint e Manjaro, se encaixam bem.

EDIT: Se a Google não for boba, barateia os Chromebooks e ocupa esse mercado de roldão!

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Então menos mal, a natureza e o bolso do consumidor agradecem.

@JG22 Sim, mas além, esses modelos premium, como o equipamento da Microsoft, com certeza receberão atualizações (pelo menos nas versões mais recentes e de maior capacidade), entretanto, eu me refiro mesmo a produtos como Multilaser W11 e a linha Positivo Motion (com placa de tablet).

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Não adianta querermos q barateiem os Chromebooks, se o problema é uma combinação de dólar + ganancia política (impostos).

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Sorte que ao menos as versões de entrada deles, ainda são compráveis e condizentes com o equipamento (para a realidade brasileira), mesmo que no exterior sejam muito mais atrativos financeiramente.

@Rodrigo_Chile Acho que mesmo que eventualmente sejam atualizáveis de algum modo, sei lá, talvez burlando o checador com a adição de um cartão de memória de grande capacidade, seria temeroso fazê-lo, visto que esses equipamentos foram feitos muito especificamente para Windows 10, mesmo de forma otimizada para esse sistema, essas máquinas já rodam no limite.

Aliás, se alguém tivessem um notebook desses encostado, seria interessante, realizar uma bateria de testes.

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Interessante que foi possível instalá-lo em 40 GBs, o espaço ocupado é de ~20gb:

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ué vai ser a mesmíssima situação do chromebook vendidos aqui que ainda custam o dobro do preço. não tem muito oq fazer questionar ou reclamar.

quem compra esses chromebook e laptop tablet com Windows deve se atentar e se conformar com as limitações.

Se eu pudesse ter acesso a um desses pc-tablets, verificaria a possibilidade de fazer uma ISO específica pra essas biroscas.

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Seria uma boa, porque se constituiria na salvação de muitas dessas máquinas. Pelas experiências virtuais aqui do fórum, parece que a maioria dos problemas estão em volta de drivers proprietários muito específicos para Windows que por vezes não são identificados já a maioria dessas máquinas são white labels de produtos chineses, outras vezes o problema é de firmware inexistente.
Quem sabe alguém do fórum não doa um equipamento usado que está sem uso?!

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Por meios “oficiais” a resposta e não kkkkkk
Mas como ja contornaram os requisitos vc vai poder atualizar com a ISO limpa no caso

DifficultSlimBushsqueaker-max-1mb

Bom… é difícil, mas não impossível. Aliás, é beirando o impossível, mas não chega completamente a ele. O W11 claramente não foi feito para esses latões em forma de “notebook” que são usados para fazer cliente de tonto aqui no Brasil (não se sinta diminuído, pois também já fui tapeado assim).

Quem quiser fazer o teste, por favor me convide para o evento. Trarei Marshmallows.

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Já fizeram, vai aqui um vídeo:

nuclear explosion GIF

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Um cliente me apareceu com um desses , eu tive que abrir para conferir se tinha como fazer upgrade e até eu que não sou dono me decepcionei , a placa parece mesmo de um tablet , armazenamento e mémoria-Ram abas soldadas na placa , pior que nem leitor de CD e DVD não tem para adaptar um SSD , tive que apenas reinstalar o windows 10 Home lang, e devolver.

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Isso só o sistema né , ai depois vem o Office , Winrar , Nero , Roblox , need for speed , freefire e etc , :rofl: :rofl: :rofl: isso só os mais leves.

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Dê dois meses de uso seguido e o OS (e seu péssimo filesystem) vai dar um jeito de ocupar os outros 20GB…

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Alguns desses modelos realmente usam placas-mãe de tablets (apesar de alguns modelos em específico terem hardware de laptop convencional), aquelas mesmas usadas em tablets com processadores x86 que tiveram um boom em certa época. Como esse boom passou, alguns fabricantes enxergaram um nicho de mercado ao colocarem esses hardwares (agora em versão x64) em corpos de notebooks compactos visando um público que quisesse principalmente consumir mídia por streaming, serviços em nuvem e atividades básicas, sendo atraídos por leveza, portabilidade, alta durabilidade de bateria e muitas vezes preços acessíveis (mesmo que o Windows seja mais adequado a máquinas convencionais…). O problema é que esses modelos tem inconvenientes, particularmente na realidade brasileira, tanto em construção, quanto, nas especificações presentes na maioria desses equipamentos, que muitas vezes sequer possibilitam um upgrade mínimo. Eles deveriam ser equipamentos complementares, não substitutos a uma máquina convencional de produtividade, além de necessariamente serem dotados de sistemas operacionais mais adequados a sua atividade-fim.
No exterior, esse nicho faz mais sentido porque se tem uma tendência de equipamentos premiums, aqui se vai no caminho inverso, fugindo a proposta original.

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