Passei mais ou menos um mês usando o Global Menu

Antes de mais nada, duas observações:
1 - Como o recurso funcionou bem (com exceção de alguns pouquíssimos programas que são em GTK2), acho desnecessário se forcar no ambiente gráfico ou até mesmo sistema operacional. Falo do “Global Menu” de um modo geral.
2 - Isto é só a descrição da minha experiência com o recurso, nem sequer chamarei isso de opinião. Não direi nenhuma verdade absoluta aqui. Isto aqui é só conversa fiada.

Sempre tive curiosidade a respeito desse recurso e não minto que eu queria a experimentar uma interface mais parecida com a do MacOS.

Não, esse não é o meu desktop, é apenas uma imagem meramente ilustrativa

Fiquei maravilhado nos primeiros dias por conta do fator novidade, especialmente porque isso alimentava minha vontade infantil de ter um sistema diferentão.

Mas depois que a fase de maravilhamento com a novidade passou, comecei a perceber o seu “problema” (“problema” entre aspas porque foi algo que chateou a mim pessoalmente, o pleonasmo foi intencional). Quando eu lido com janelas não-maximizadas, tenho sempre que mover o cursor do mouse até lá em cima no menu global, o que é um pouco irritante e uma coisa que sempre prezo no meu ambiente gráfico é que ele otimize minha produtividade.

Como eu tinha me tocado desse pequeno problema e eu já não mais achava tão extraordinário o fato de que o menu do programa aparecia no painel (ou seja, fora o problema, eu me tornara indiferente ao menu global), a balança pesou mais para que eu removesse o Global Menu.

No fim voltei ao estilo de desktop que eu já uso há alguns anos, mas gostei da experiência e sempre é bom experimentar esses conceitos, pode ser algo que vá melhorar a experiência de uso do computador.




Uma polêmica para apimentar o tópico

No contexto de computadores tradicionais, isto é, computadores de mesa e notebooks sem tela touchscreen, os conceitos de ambiente gráfico que favorecem a produtividade são os que já foram aplicados anos atrás, dificilmente os novos conceitos são superiores aos antigos ao meu ver.

Um bom exemplo é o menu de aplicativos, todo mundo tem suas preferências, mas eu não me sinto produtivo com menus “esparsos” como foi o do Windows 8 e é o do GNOME 3, prefiro o estilo tradicional do Windows 7 (e anteriores) e KDE Plasma. O menu do Windows 10 me irrita enormemente, é o menu “esparso” encolhido para parecer o menu tradicional.Os menus esparsos enchem os olhos, mas não me senti produtivo usando eles, se bem que uso pouco o menu, no Windows deixo os atalhos dos programas que mais uso no desktop e no Linux eu deixo tudo em lançadores rápidos no painel.

Não sou contra a inovação do visual, curti a evolução que foi a do menu do Windows 98/2000 ao WIndows XP e posteriormente o dos Windows Vista e 7, mas também curti que o conceito básico do menu, ao mesmo tempo, permaneceu.

3 curtidas

é o que eu digo…ou vc se rende o que já foi apresentado e aceita porque é mais fácil ou se dedica a algo que vc acredita poder ser melhor…

pode até ser mais produtivo por N motivos, mas não quer dizer que não pode ser superado…

apenas palavras, entendam como quiser…rs

Também gostava muito de menu global até ter uma experiência parecida com a sua, tentei usar por um tempo e percebi que tinha que pensar onde estava o menu quando o app estava em modo janela, isso quebrava o meu fluxo de trabalho e diminuía um pouco minha produtividade.

Só que foi uma experiência boa para achar uma configuração que uso até hoje, percebi que gosto de ter mais espaço quando maximizo os app sem perder o acesso rápido às informações, então uso extensões para embutir a barra de título do app no “menu global” ganhando assim alguns pixels quando o app está maximizado.

Janela

Maximizado

2 curtidas