Existe uma piada que explica como saber quando será o ano do famoso “Linux no desktop”. Basta resolver a expressão algébrica “n + 1”, onde “n” é o ano atual… Pode parecer sem graça, a princípio, ou nos restar um sorriso de condescendência, prova irrefutável daquela assertiva. Mas isso pode mudar ainda este ano. Sério!
Artigo do LinuxInsider discute a ideia de que o Linux finalmente atingiria uma participação de mercado significativa, no ambiente de desktop. Dados recentes e tendências indicam que, pela primeira vez, há sinais concretos de crescimento e adoção do pinguim.
Desde os anos 2000, entusiastas e defensores do Linux proclamam anualmente que aquele seria o ano em que o sistema operacional de código aberto finalmente conquistaria o mercado de desktops dominado por Windows e macOS. E até hoje essa previsão não se materializou, permanecendo um nicho para desenvolvedores, profissionais de TI e usuários mais técnicos.
Mas o que mudou agora? A subida na participação de mercado mostra um crescimento consistente, ultrapassando a marca de 4%. Embora ainda pequenon comparado aos gigantes, representa milhões de novos usuários, em crescimento constante.
E as razões por trás desse crescimento? As distribuições Linux modernas tornaram-se muito mais amigáveis, intuitivas e polidas. A instalação é mais simples, o suporte a hardware melhorou drasticamente e as interfaces gráficas são comparáveis ou até superiores, em alguns aspectos, aos sistemas proprietários.
A chegada do Steam Deck, console da Valve que roda Linux (o SteamOS), é apontado como o divisor de águas, popularizando e impulsionando o desenvolvimento de ferramentas para rodar jogos do Windows com excelente desempenho, o que removeu uma das maiores barreiras que era a falta de jogos nativos.
A crescente preocupação com a privacidade de dados e o controle que as grandes empresas de tecnologia exercem sobre seus usuários (especialmente a Microsoft com o Windows) está levando mais pessoas a buscar alternativas de código aberto.
A disponibilidade de suítes de escritório robustas (como LibreOffice), navegadores populares (Chrome, Firefox) e uma vasta gama de softwares de produtividade, muitos deles gratuitos e de código aberto, torna o Linux uma opção viável para trabalho e estudo.
O Linux é amplamente conhecido por sua estabilidade, segurança, devido à sua arquitetura e ao modelo de permissões, e a menor incidência de vírus e malwares em comparação com o Windows. Além disso, mais fabricantes de hardware oferecem laptops e desktops com Linux pré-instalado, ou garantem a compatibilidade, o que facilita a vida do usuário final.
Apesar do nosso querido isfenicídio ter um longo caminho a percorrer, o crescimento atual é significativo e sustentável. Não seria uma questão de “se”, mas de “quanto” o Linux vai crescer. E este momento é visto como um marco importante, onde a persistência da comunidade e as inovações tecnológicas se traduzem num movimento de adoção mais ampla.
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E você, o que acha deste ponto de vista? Concorda ou não?