O que vocês acham de software proprietário que era freeware e se torna freemium após atualizações?

Me parece meio que uma traição com o usuário, um dia, o software é integralmente gratuito, no outro, vira Freemium ou Lite (no caso de sair uma versão Pro). Isso me chamou a atenção depois de recentemente o Atube Catcher, que sempre foi 100% grátis, sair com uma versão Pro, e isso tem se tornado uma tendência que venho verificando, pois, muitos softwares que eram Full Free como o PrivaZer e o Koodo Reader adotaram a mesma prática.

Acho que é compreensível que as pessoas se chateiem com isso.

De minha parte, a menos que eu esteja gerindo a empresa e tenha acesso a todas as informações que eu preciso para “julgar” a decisão, eu tendo a ser mais cauteloso.

Em outras palavras, é muito fácil apontar o dedo sobre as escolhas dos outros, quando não é meu que esta na reta e não sou eu que vou precisar lidar com as consequências. Por isso eu evito o termo “traição”, mas, francamente, não sei se eles prometeram que seria de graça pra sempre, se não…

Em fim.

O Atube foi gratuito por anos (eu mesmo lembro de ter usado na época do Windows XP e 7) e é até nostálgico lembrar dele, só mais uma lembrança de que nada dura pra sempre.

Os custos de operação mudam, a necessidade orçamentária também pode mudar e provavelmente, esse foi o caminho que eles acharam que seria mais adequado pra manter a aplicação viva.

Essa tendência vem, creio, da necessidade de monetização e os caminhos para isso terem mudado.

A ideia de que explorar dados dos usuários para publicidade e para pagar as contas é menos aceito hoje em dia, mas a pior parte é que você precisaria concorrer com as Big Techs(uma briga difícil de vencer), além disso, gerir dados dos usuários tem custos e tem ficado legalmente desafiador, com cada vez mais leis de proteção de dados.

No caso de um app “pequeno” de download, não só tem essa questão, como problemas legais sobre viabilizar o download de coisas que “não deveriam ser baixadas”. Ainda por cima, existe a concorrência com diversas alternativas que fazem mais ou menos a mesma coisa.

Só ver que softwares com o “YT-DL” e as suas várias reencarnações já teriam sido extintas, se ele não fosse open source.

Nessa mesma ideia, esse (atube) e outros apps, se quiserem continuar existindo, precisam tentar encontrar uma solução para fazer as contas fecharem.

Se eles estão certos com o caminho que escolheram, é outra questão, claro.

Provavelmente a continuidade (ou não) dele vai dizer. Francamente, eu mesmo achei que ele tinha acabado já, fazia anos que não ouvia falar. :sweat_smile:

Bem algumas pessoas querem viver do que gostam, quando eles disponibilizam de graça uma ferramenta que vão atualizando o tempo todo eles se sentem felizes com o aumento de usuários da ferramenta e começam a pensar que essa poderia ser uma fonte de renda viável, que isso poderia lhes render algo a mais ou que isso poderia se autosustentar.

Em suma, não acho injusto, nem traição, mas é bem chato quando acontece, principalmente pra quem não tem condição de ficar pagando assinaturas…

Primeira vez que vejo uma postagem do Dio! Concordo plenamente

Não somente software proprietário como também os de código aberto tiveram a necessidade de se tornar freemium por questões de negócio.

A justificativa é plausível: manter um software tem custo (mental, financeiro, etc.) para quem desenvolve, então a solução é garantir algum tipo de apoio como as contribuições da comunidade, doações ou então a cobrança pela experiência completa.

Eu também tive a mesma sensação quando me deparei com a mudança do Sweet Home 3D, um software livre que posteriormente se tornou freemium. Mas acho que não seja moralmente errado trazer essa mudança para os usuários porque alguém deve pagar a conta de qualquer forma.

O filebot é um exemplo de software open source que mudou para proprietario e irritou muita gente.

Este é um fork do código-fonte oficial do FileBot em 23 de março de 2018 para a versão 4.8.0. Infelizmente, o repositório foi retirado do ar desde então. Parece que o desenvolvedor rednoah decidiu tentar ganhar dinheiro com este software, que originalmente ganhou popularidade devido à sua natureza de código aberto.

O rednoah:

  • Adicionou avisos incômodos (nagware) ao software original para promover vendas

  • Tornou intencionalmente mais difícil compilar o software

  • Censurou/removeu postagens nos fóruns que ele modera

  • Enganou a comunidade que apoiou o software

  • Por fim, removeu o código de código aberto do Github.

Pare de dar desculpas absurdas como “não havia outros colaboradores”, o que é uma mentira completa. Apenas diga que você quer ganhar dinheiro, não há nada de errado com isso, mas você parece incapaz de admitir.

Salve, @TiagoCardoso

Não sou “favorável” ao mundo dos softwares “proprietários”. – Sartei fora disso, em 2016 – exatos 10 anos atrás! – quando finalmente deletei meu Win XP, e aproveitei o espaço para instalar +2 distros Linux.

Eu tinha Win XP + 2 distros Linux – e passei a ter 4 distros Linux! – Aleluia!

Da minha experiência anterior a 2016, só posso falar… coisas que não têm mais nenhuma validade, hoje em dia!

Nesses 10 anos, de lá para cá, simplesmente me concentrei em “distros Linux” – e dentro delas, em “pacotes dos repositórios oficiais”. – Uso o “mínimo do mínimo” do AUR, no Arch / Artix, o mínimo dos repositórios “adicionais” do openSUSE, do Fedora, do Mageia, do Void – e só uso “o mínimo” de Flatpaks, no PCLinuxOS.

Nossos amigos e colegas, aqui no Fórum, muitas vezes chamam isso (meio que, depreciativamente), de “filosofia” – ou, de outros nomes, ainda mais feios.

Mas o fato “concreto”, desde 2016, quando deletei meu último Windows, é que “esse tipo de problema” desapareceu da minha vida.

Desde 2016, vivo exclusivamente no “universo Linux”, ou deveria dizer, no “universo FOSS”.

Acabaram-se meus problemas? – NÃO !!!

O filósofo Heráclito, na mais antiga das antigas Grécias, deu a letra: – “Você não pode pisar 2 vezes no mesmo rio”. – A cada dia, a cada hora, a cada minuto, o rio já mudou!

Assim é a vida. – Você compra 1 panela, 1 liquidificador etc. – acreditando que, quando precisar trocar 1 peça, vai encontrá-la – ou, encontrar outra panela igual, outro liquidificador igual etc.

Santa Ingenuidade! – Dois ou 3 anos depois, você não vai mais encontrar peças para consertar seu liquidificador!

“Ain, eu montei 1 PC com 1 pente de Memória RAM, e a placa-mãe aceita até 4 pentes” – só que, 5 ou 6 anos depois, você não encontra mais aquele pente de Memória RAM – e não dá para misturar 1 pente diferente, com aquele 1 pente que você tem.

“Software” é uma categoria ainda mais complicada!

Vamos esquecer o “mundo Windows”, que já deprequei. – Pense numa coisa básica, fundamental, do “mundo Linux”. – O velho e bom "lm_sensors’, por exemplo!

Tá “meio abandonado” – mas é tão fundamental, que não podemos viver sem ele. – Fazer o quê, né.

A vida é assim. – Você escolhe “em qual mundo” você prefere viver. --Eu optei pelo “mundo FOSS”.

Aceito os desafios, os perrengues, do “mundo FOSS” – e ignoro os problemas do “mundo do softare proprietário”, vulgo, “mundo Windows”.

Outros, preferem o “mundo do software proprietário” – mesmo que, “grátis” (enquanto durar) – e devem aceitar as consequências de sua escolha. – “O bom cabrito não berra”, dizem lá no Nordeste. :unicorn:

Quem lembra do G Suite? A gestão corporativa do e-mail de forma gratuita até de 2018, depois começou a ser cobrado. Depois dessa… fico com o pé atrás com esse tipo de software gratuito que não seja mantido por uma comunidade.

Esse caso aí é ainda mais complicado porque era Open Source, então querendo ou não, direta ou indiretamente houve a contribuição de terceiros…

Felizmente, o contrário também existe, software proprietário premium que se torna open source:

Netscape Navigator – Wikipédia, a enciclopédia livre (Firefox);

StarOffice - Wikipedia (LibreOffice);

OpenOffice.org - Wikipedia (LibreOffice);

Falando de um modo geral e não de casos específicos, como os mencionados, fica tudo ainda mais complicado quando se sabe que existe uma prática de alguns desenvolvedores de lançarem um software de forma gratuita para atraírem usuários e depois que a base (número) de usuários se torna sólida, é convertida em monetização (ou seja, o usuário vira cliente).

Google é campeão nisso, Google Fotos também era “ilimitado” até um dia que resolveram que não seria mais, mandaram aviso de 1 mês para os usuários e eles que se virassem para fazer backup o mais rápido possível. Aliás, alguns serviços de e-mail fazem muito isso. O único caso que eu particularmente vivenciei foi o do Flickr, que do “dia para a noite” mudou suas regras, reduziu o espaço gratuito e a partir de uma certa data considerou (de forma retroativa) que tudo que ultrapassava um certo tamanho, anteriormente o serviço garantia “armazenamento ilimitado”, seria deletado se você não arcasse com uma assinatura, eu que havia me tornado usuário por tabela por ter conta no Yahoo! Mail desisti completamente do serviço e depois disso não confio nenhum pouco nessas promessas.

Já passei dos 70 anos – mas nunca esqueço uma coisa que li, um dia, em algum livro – ou ouvi, em algum filme?

Esqueci todo contexto. – Ficou só a frase, “a letra”:

– “Só as crianças, ou os loucos, esperam que o mundo seja justo”.

Ou, em outro livro, outro filme, talvez:

– “Quem espera que o mundo seja justo, vai se decepcionar”.

Ou, alguma coisa desse tipo.

Não é “o software”. – Não é “o software proprietário”.

É “o mundo”. – É “a vida”.

A gente pode sonhar com um mundo ideal – mas “o mundo real” não tá nem aí, para os nossos sonhos.

Infelizmente, é uma cruel verdade.