Grande parte da infraestrutura digital atual é mantida por contribuidores voluntários, mas chega um momento em que isso é insustentável. Nesse contexto, o mantenedor do sudo pede ajuda.
essa história de SL desenvolvido por voluntários, nos finais de semana, é conversa pra boi dormir. já passou muito da hora de se arrumar uma forma de se financiar tais projetos consistentemente.
nada de “rodar a sacolinha” de tempos em tempos, chorando o dinheiro alheio para bancar os projetos. vejam o caso da steam: se não fosse a Valve botar seu rico dinheirinho, ainda jogaríamos paciência no Linux, o game mais “avançado” que teríamos com trabalho gratuito.
ou alguém ainda bota meia pataca nesse tipo de trabalho “voluntário” que não leva nada a lugar nenhum. os desenvolvedores precisam pensar seriamente em se profissionalizar e vender seus produtos.
sim: vender o gimp, o libreoffice at alli como se vende o bom e velho software de código fechado.
tem que se acabar com o conceito de “gratuito” e começar a cobrar por recursos extras. software livre por assinatura seria uma alternativa. o que não pode mais é ficar nesse miserê do cão.
Cara eu estava pensando nisso quando li essa notícia. E nas demais que referem a projetos que estão morrendo por inanição.
Porém por mais que tento sufocar meu grilinho Stallman, fiquei um pouco receoso com esse impulso privado estar se tornando o padrão do Linux.
Receio da hora que o preço será cobrado, se será abusivo como é no windows e Mac, ou de projetos que simplesmente são encerrados de uma hora pra outra, como já vimos acontecer várias vezes. A total falta de compromisso.
Porém é fato que ideologia não põe comida na mesa, complicada solução. Será um caminho sem volta?
cobrar no Linux não é garantia de nada, nem de continuidade, nem de seriedade, como também é no mundo proprietário. mas resolveria ou ajudaria a resolver essa insolvência crônica.
veja o caso do zorin: adianta cobrar 200 merréis para entregar uns menus iniciar, que não ajudam em nada o usuário? e se o versão paga tivesse recursos como, por exemplo, o driver nvidia etc e tal?
OnlyOffice é software livre e tem sistema de assinatura, o LibreOffice tem uma versão empresarial paga (Collabora Office).
Mesmo assim, temos versões praticamente completas e gratuitas de ambos os softwares.
O software livre revolucionou o mundo, se não existisse tudo seria mais complicado.
Ter milhares de bibliotecas livres permite que possamos construir softwares sem ter que reinventar a roda todo dia (ou pagar por componentes críticos).
O correto seria que quem ganha dinheiro vendendo soluções que usam softwares livres (quase todo mundo) botasse dinheio na mão dos desenvolvedores. O Linux é um exemplo de captação de recursos, mas tem outros softwares menores e também importantes que não captam nada de recursos e que poucos enxergam o risco desses softwares serem descontinuados.
ninguém questiona esse fato. o problema é que tem de se descobrir uma fonte de financiamento. trabalho “voluntário no final de semana” já deu o que tinha de dar.
É hora de profissionalizar as coisas.

