O Linux não mais seguro que o windows?

Embora os usuários de Linux possam se sentir seguros, devido à reputação de segurança do sistema operacional, é crucial lembrar que nenhuma plataforma é imune a ameaças cibernéticas.

Um malware recente conhecido como Perfctl destaca a importância de manter a vigilância enquanto navega na internet, independentemente do sistema operacional usado.

O Perfctl é um malware furtivo que infecta máquinas Linux explorando vulnerabilidades e configurações mal feitas no sistema, usando uma variedade de técnicas para se esconder, incluindo nomes de arquivos e processos semelhantes a componentes legítimos do Linux. Além disso, ele se instala como um rootkit, tornando-se difícil de detectar e remover.

O malware tem a capacidade de executar uma ampla gama de atividades maliciosas, incluindo mineração de criptomoedas, proxyjacking e instalação de malware adicional. Também é projetado para ser persistente, mantendo-se no sistema mesmo após reinicializações ou tentativas de remoção.

Os pesquisadores estimam que milhares de máquinas Linux foram infectadas pelo Perfctl, e o número de dispositivos vulneráveis é estimado em milhões. Isso destaca a necessidade de os usuários do Linux tomarem medidas preventivas para proteger seus sistemas.

Recentemente divulgou-se que novo malware do Linux, chamado “sedexp”, fora descoberto e vinha operando - sem ser detectado - há mais de dois anos. O malware concede aos seus operadores acesso remoto aos dispositivos comprometidos, utilizando regras regras udev para evitar a detecção.

Em janeiro descobriu-se que o worm chamado NoaBot, instalava um aplicativo de mineração de criptomoedas que tomava medidas incomuns para ocultar seu funcionamento interno. Ele tinha por alvo senhas SSH fracas e, partindo delas, fazia a festa.

Esses são apenas alguns exemplos de que “pensar” no linux tão ou mais seguro que outros sistemas operacionais é uma grande falha de segurança. Não basta uma senha segura com oito dígitos, no mínimo, e uma política de acesso robusta. O lado mais fraco sempre será o usuário.

Embora os riscos para usuários Linux sejam diferentes dos do Windows, eles existem: (1) uso indevido do sistema (por exemplo, instalação de softwares de terceiros não confiáveis), (2) falhas de segurança no kernel ou softwares e (3) uso excessivo de privilégios de administrador (sudo) são algumas das piores práticas que se pode cometer.

Nesse contexto de ataques cada vez mais complexos, sobre para o usuário - se for ciente de suas responsabilidades - executar as tarefas abaixo para manter seu isfenicídio com um grau razoável de segurança (seja lá o que isso queira dizer):

  • manter o sistema atualizado
  • ativar atualizações automáticas
  • acompanhar boletins de segurança
  • usar uma versão de kernel LTS (suporte prolongado)
  • habilitar mecanismos de segurança (firewall, IDS, filtros web, RBAC)
  • fazer backups regulares
  • criar um ponto de restauração do sistema

Embora o pinguim tenha sido historicamente conhecido como um sistema operacional altamente seguro, o malware para Linux tem visto um aumento alarmante nos últimos anos, levantando preocupações significativas entre os administradores de sistema.

Ataques de malware direcionados a sistemas Linux aumentaram em frequência e complexidade. Backdoors e novas famílias de malware destacam a crescente e evolutiva ameaça de malware Linux. Essa tendência apresenta aos administradores Linux um imenso desafio.

A varredura de malware agora é essencial para detectar e mitigar ataques de malware antes que eles causem danos extensos. Administradores e organizações precisam de ferramentas especializadas de varredura de malware para mitigar riscos de segurança do Linux de forma eficaz.

Ferramentas como ClamAV, Chkrootkit e RKHunter são essenciais para detectar e remover malware em ambientes Linux. Elas escaneiam o sistema em busca de vulnerabilidades, rootkits e outras ameaças, ajudando a manter os sistemas seguros.

Além das ferramentas, é fundamental manter o sistema atualizado, treinar os usuários e adotar práticas de segurança sólidas. Uma abordagem abrangente é a chave para proteger os sistemas Linux contra as ameaças em constante evolução.

Para usarmos uma distribuição Linux para tarefas do dia-a-dia, teremos de nos tornar especialistas em segurança, em vez de usar o sistema como se dirige um carro? Afinal, ninguém precisa fazer um curso para saber desmontar um motor…

image

Quem viver, verá!

Fontes: links no texto

Obs: 1) atualizado em 11/10/24

Ironicamente, falando de desktops, o Linux é Xx vezes mais seguro para um usuário final aleatório que o Windows. Veja, o Windows, com suas décadas de dominância do mercado, se tornou o alvo principal, e mais rentável(CxB), para ataques. Qual a probabilidade de um usuário de Windows clicar em algum link duvidoso e acabar com um malware? Essa probabilidade em relação ao Linux é quase zero. Agora, vulnerabilidades zero-day e zero-click não tem o que se fazer, independente do SO.

No Android as estatísticas são bem maiores tsc tsc tsc kkkkkk como vc disse “o usuário clicar num link” já demostra o problema do windows
Se for olhar bem principalmente no noticiário vai ver que o windows já está se igualando ao Linux em questão de segurança, só pra ter uma ideia pra invadir o windows hj vc precisa de um “controle remoto” e ainda fazer downgrades em grande parte dos updates, agora o Trav… Quer dizer Android superou todos os sistemas inventados em questão de “ser o mais vulnerável”

:wave:t2:

Acho que quem programa malware para sistemas Linux é mais ambicioso e avançado em relação a quem programa para os sistemas da Microsoft, o Windows ou até mesmo o Android da Google, visto que grande parte de dos servidores são Linux e é ae que tem muito $$$ (grandes empresas).

É mais ou menos como investir $$ em “Renda Fixa” que é certeza ter um lucro, mas este lucro é menor e não precisa entender de mercado financeiro, só um pouquinho de educação financeira. Já investir na Renda Variável é arriscado perder até tudo, mas o lucro é muito maior se sabermos e entendermos como o mercado está se portando. Para os cibercriminosos o Windows e o Android são a “Renda Fixa” e os Sistemas (Distros) Linux são a “Renda Variável”.

:vulcan_salute:t2:

Se o windows é tão cheio de virus por ter muita gente usando, pq a galera do linux comemora quando as pessoas aderem ?

Uso o clamav em tempo real.

A lógica dessa afirmação é mais ou menos parecida com a dessa anedota: “Carros populares são mais visados para roubo. Então, quem comemora que uma marca venda mais carros está comemorando que eles serão roubados?”

No fim das contas, segurança nunca depende de um único fator. Sempre que o assunto é simplificado dessa forma, uma parte importante da discussão acaba ficando de fora.

:vulcan_salute:

Windows sempre vai ter mais vírus por ser o sistema mais usado, então ele sempre vai ser o alvo principal. Pensa comigo, porque vou fazer um vírus pode afetar 5 pessoas se posso fazer um que vai afetar 100?

Windows não se infecta tão fácil, não nos dias atuais. Eu uso Windows 11 desde 2021, por muito anos usei Kaspersky e hoje estou no Bitdefender. Nunca peguei vírus.

Porque isso é falso, vamos pensar em uma analogia, 2 pessoas no verão aqui na américa do sul:

  • Uma vai de cropped de alça, shorts e chinelo
  • Outra vai de blusa de manga longa, calça jeans e tenis

Se as duas vão aos mesmos lugares, quais tem mais chances de pegar dengue? É o mesmocaso de Windows e sistemas Unix-like como o Linux

No Windows você começa como administrador e com todos os arquivos tendo permissão de execução, nos Unix-like como o Linux geralmente você começa como uma conta limitada e nada tem permissão de execução por padrão, lembrando que Windows não é inseguro por definição, mas por padrão, o inverso também é verdadeiro, o Linux não é seguro por definição mas por padrão