O GitHUb vai cobrar para que você use seu próprio hardware

O GitHub anunciou uma mudança no modelo de cobrança do GitHub Actions, que afetaria usuários que executam tarefas automatizadas em seus próprios servidores, os chamados runners auto-hospedados.

A ideia de cobrar por minuto mesmo quando o hardware pertence ao próprio cliente gerou forte insatisfação, principalmente entre equipes técnicas que dependem desse modelo para controlar custos e desempenho.

Após a reação negativa, o GitHub decidiu adiar a cobrança para repensar a proposta. A empresa reconheceu que comunicou a decisão de forma inadequada, sem ouvir previamente a comunidade, embora sustente que existem custos operacionais envolvidos na manutenção da plataforma que dá suporte aos runners auto-hospedados.

Uma taxa por minuto aplicada apenas a repositórios privados, enquanto projetos públicos continuariam isentos. Em paralelo, o GitHub anunciou reduções nos preços dos runners oferecidos diretamente pela plataforma, tentando equilibrar o novo modelo. Mesmo assim, empresas maiores apontaram que o impacto financeiro poderia ser significativo.

Outro aspecto relevante é que o tempo de uso dos runners auto-hospedados passaria a consumir os minutos gratuitos incluídos nos planos do GitHub, o que aumentaria ainda mais os custos totais.

No conjunto, o caso mostra a tensão entre a necessidade da empresa de sustentar financeiramente seus serviços e a expectativa dos usuários de não pagar mais pelo uso de recursos próprios, reforçando a importância de transparência e diálogo em mudanças que afetam operações técnicas e orçamentos.

O GitHub Actions

O GitHub Actions é uma plataforma de automação integrada ao GitHub que permite criar, executar e gerenciar fluxos de trabalho diretamente a partir de repositórios de código. Ele é amplamente usado para automatizar tarefas como compilação, testes, análise de código, empacotamento, publicação de aplicações e implantação em ambientes de produção.

Seu funcionnamento baseia-se em fluxos de trabalho definidos em arquivos de configuração, escritos em YAML, que descrevem quando e como as tarefas devem ser executadas. Esses fluxos podem ser acionados por eventos como commits, abertura de pull requests, criação de releases ou execuções manuais. Cada fluxo é composto por jobs, que por sua vez contêm etapas executadas em sequência.

As execuções acontecem em runners, que são máquinas responsáveis por rodar os jobs. O GitHub oferece runners hospedados na própria infraestrutura, com diferentes sistemas operacionais e configurações de hardware, prontos para uso imediato.

Também é possível usar runners auto-hospedados, que rodam em servidores próprios, máquinas locais ou ambientes de nuvem controlados pelo usuário, o que dá mais flexibilidade e controle sobre desempenho, dependências e custos.

O GitHub Actions facilita a integração e a entrega contínuos, permitindo que se detecte erros mais cedo, padronize processos e acelere o ciclo de desenvolvimento. Ele também se integra a um grande ecossistema de actions prontas, que simplificam tarefas comuns como autenticação em serviços externos, configuração de ambientes e publicação de artefatos.

Em conjunto, o GitHub Actions se tornou uma peça central no fluxo de trabalho de desenvolvimento moderno, ao reduzir a necessidade de ferramentas externas de automação e aproximar o controle de código, testes e implantação em uma única plataforma.

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A Microsoft sempre estraga os produtos que adquirem.
Por isso, o codeberg ta cada vez mais popular.
E projetos populares mudando para ele como o calamares por exemplo.

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mas o codeberg também tem custos. e quem paga por eles?

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Pelo que eles falam são os membros e doadores

Mas não foi isso que quis dizer quando disse que a Microsoft estraga os produtos que compram deixam pior que tava, ou acaba de vez com o produto.
O famoso EEE “Embrace Extend and Extinguish”.

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