https://diolinux.com.br/linux/o-fim-do-kde-neon-lts.html
Saiba porque a equipe do KDE Neon decidiu encerrar sua versão Plasma LTS.
Esse encerramento faz mesmo sentido, corrige uma contradição.
Gostei de ver o BigLinux e o Regata OS destacados entre as alternativas. Duas distros muito bem compostas e com bom uso do Plasma. Gosto especialmente das opções de ambiente gráfico pré-configurado que o BigLinux oferece.
" Quando são feitas alterações, elas são feitas com a intenção de minimizar os riscos introduzidos pela alteração do software existente. Isso geralmente significa evitar a atualização do software para uma versão inteiramente nova, mas, em vez disso, optar por fazer o backport das menores quantidades necessárias de código e fundi-las com versões (muitas vezes muito) mais antigas já no lançamento regular. Chamamos esses patches, ou atualizações, ou atualizações de manutenção, mas evitamos referi-los ao que realmente são … franken-software"
Esse cara não podia estar mais errado, o ponto das LTS é justamente serem estáveis, e ser estável é diferente de ter pacotes antigos sendo atualizados via backports, distros de RR frequentemente tem problemas com quebras de API e isso é péssimo, tanto o MicroOS quanto sistemas baseados em OSTree fazem uma rebase do sistema inteiro, então o que funciona numa base pode não funcionar em outra, o jeito mais próximo de fazer algo que funcione como ele descreve sendo o ideal, é fazer tudo ao estilo Nixpkgs, dessa forma os users podem ter uma base rolling release sem quebra de API/ABI
Só uma dúvida pequena. Essa versão seria a user edition?
Não, a User edition traz o KDE mais atual, essa era uma versão a parte.
Implementar o que ha de mais novo do KDE e QT e uma base LTS eu já imagino a carga de trabalho que isso proporciona, foi uma decisão sensata por parte deles.
Se parar para pensar que a turma do KDE sempre frisa que essa distribuição foi feita com um propósito diferente da maioria, isto é, testar os próprios projetos da Comunidade KDE em desenvolvimento, faz sentido.
Nem sabia que existia, sempre achei que a LTS do KDE Neon era o Kubuntu!
No primeiro momento que li o título da matéria levei um susto, já que a User Edition é baseada no Ubuntu LTS… nem tinha idéia da existência e propósito dessa versão no mundo Neon
Se fosse a User Edition seria como perder um braço, ainda bem que no caso foi só a unha do dedinho do pé rs…
KDE Neon LTS usava o Plasma LTS e esse por sua vez, usava o QT LTS.
Acontece que o QT, em sua versão LTS, passou a ser comercial em janeiro desse ano, logo, a equipe do KDE Neon teria que adquirir licença de uso para atualizar a atual versão LTS do QT (5.12) para a próxima (5.15).
O KDE no geral vai pular as versões LTS do QT, então não faz mais sentido ter uma versão que usasse o QT LTS.
Um cálculo do futuro comparando com dados do passado.
Passado: adaptações e atualizações eram super demoradas, poucos desenvolvedores, poucos usuários, poucos reportes de bugs, demora na evolução.
Presente: adaptações são bem mais rápidas, muito mais desenvolvedores, projetos open sources, plataformas, mais usuários reportando bugs mais rápido, mais rápida a evolução.
O LTS serve para funcionar no maior número de equipamentos possíveis até que o intervalo para acertar a adaptação ao equipamento de um futuro upgrade(melhoria) se complete.
Futuro: adaptações e atualizações serão extremamente rápidas que este intervalo de adaptar a equipamentos será praticamente nulo. A evolução então…
Com isso calculo que versões LTS irão fazer parte apenas da história da tecnologia num futuro próximo.
Longe de mim condenar iniciativas comerciais articuladas ao Mundo Open Source, mas isso me parece um considerável problema para os projetos KDE e LXQt.
Também não acho que seja o ideal.
Qual o impacto que isso pode ter no desenvolvimento do KDE a médio e longo prazo? Se é que terá algum?
A versão que eles (pessoal do KDE e LXQT) usam não será afetada fonte segundo o próprio KDE, qualquer gracinha o Qt é lançado paralelamente sob licença BSD e a Trolltech se ferra… Já o Deepin com o DDTK não está tão seguro assim não