O ministro Dirk Schrödter anunciou que o Estado alemão de Schleswig-Holstein concluiu a migração de grande parte de seus sistemas de Microsoft Exchange para Open-Xchange e substituiu a maior parte dos softwares de escritório por LibreOffice, cancelando quase 80% das licenças da Microsoft.
Ele reconheceu que sindicatos e conselhos de funcionários sentiram-se pouco envolvidos no processo e admitiu que poderia ter agilizado as negociações, mas ressaltou que o uso de software é um instrumento de trabalho e não estará condicionado à aprovação dos trabalhadores.
Durante a transição, surgiram problemas técnicos, especialmente no acesso a e-mails na área da Justiça, causados por uma configuração incorreta de um load-balancer, que foram resolvidos rapidamente em colaboração com fabricantes e operadores, mostrando a eficiência de um ecossistema de código aberto.
Schrödter explicou que manteve algumas licenças da Microsoft apenas para processos que ainda dependem de software específico e que definiu caminhos claros para substituí-las nos próximos anos.
A adaptação às novas ferramentas exige aprendizado, mas permite personalizações, como a integração de verificadores de acessibilidade no LibreOffice e melhorias na colaboração via Nextcloud.
O governo estadual planeja também a migração de estações de trabalho de Windows para Linux, utilizando provavelmente KDE Plasma, após a atualização de aplicações essenciais como o sistema de E-Akte.
Ele enfatizou a importância de promover soluções open source na administração federal e de priorizar o orçamento e processos para garantir a soberania digital, ao mesmo tempo em que observa outros estados que seguem caminhos diferentes, como o uso de Microsoft 365.
Schleswig-Holstein adotará ainda o padrão X-Road para integrar dados entre administração e setor privado, sem obrigar empresas a aderir, mas oferecendo vantagens competitivas às que participarem.
O estado implementa o conceito “Digital Only”, exigindo que cidadãos utilizem contas online para serviços administrativos, com assistência para quem não puder utilizar meios digitais, e pretende digitalizar todo o processo, incluindo envio de respostas e comprovantes, até 2030.
Também estabelecerá um sistema que evita que dados já fornecidos sejam solicitados novamente, aumentando a eficiência e conectividade entre órgãos públicos e garantindo que informações sejam compartilhadas de forma segura, evitando duplicidade de solicitações aos cidadãos.