Lançada a nova edição do Peppermint OS, distribuição de Linux com uma certa popularidade há dois, três anos, mas que teve seu desenvolvimento impactado pela morte do líder do projeto, Mark Greaves, no começo de 2020. Conhecido por ser uma distro bem leve e voltada para a Internet, o Peppermint em suas versões anteriores era baseado no Ubuntu e, embora usasse o XFCE como ambiente gráfico, incorporava elementos do LXDE e mesmo do Cinnamon. Sua versão 2022 é baseada no Debian 11, tem o XFCE como ambiente principal, mas manteve o Nemo (do Cinnamon) como gerenciador de arquivos.
Algumas repercussões:
Peppermint OS Meets Debian A Good Linux Marriage
Vídeo que detalha as diferenças do Peppermint de 2022 para as edições anteriores
Pois é… não vi no Peppermint OS de 2022 aquele diferencial de leveza. Em uso de RAM, processador e dispositivos gráficos, não me parece diferente de outras distros que se baseiam direto no Debian 11 e rodam com XFCE ou MATE.
Essa edição do Peppermint vem com tela de boas vindas. Mas atrapalha o teste em sessão live que o sistema venha sem um navegador instalado. Impede, inclusive, o teste de primeira de um diferencial da distro, que é o ICE, aquele programa que “monta” aplicativos-web e os deixa bem integrados ao ambiente gráfico e ao fluxo de trabalho. O ICE depende de browser.
No mais, dada a marca de “distro voltada para a Internet” do Peppermint, essa edição devia ter providenciado acesso a navegadores e outros programas para uso da rede para além dos repositórios do Debian Bullseye. A versão do Firefox oferecida é apenas a ESR 78. A instalação de navegador por meio de clique em lista na janela de boas vindas não dá acesso a Brave, Chrome, Edge, Opera ou Vivaldi — cuja instalação é muito fácil no MX Linux e no SparkyLinux, por exemplo. Isso eu achei decepcionante.
Talvez o Peppermint não consiga recuperar seu lugar de relativo destaque.
Eis mais uma análise do novo Peppermint OS, desta vez em português:
Estou no mesmo barco do Sergio, não usei a versão 2022, mas tenho a ultima versão com base no Lubuntu e o bichinho faz jus. Ele está instalado em um netbook com 2gb de memória, hd 5400rpm e um Atom de primeira geração (2010). Não virou o PC da NASA (como alguns usuários que instalam linux em pc batata acham que fará milagre), mas está bem mais usável em relação ao Windows Vista que veio. Funcionalidade tem, mas certos programas são via web, como o office 365, não vem com o libre.
Plug and play. A loja dele é bem simples e os mesmos procedimentos que alguém faz no Ubuntu*, serão feitos nele, como instalar as fontes da MS e alguns codecs via ubuntu-restricted-extras