“Não deixem os jogos morrer” - Governo Britânico responde à petição

Ninguém quer ver seus softwares e jogos morrer, deixando de funcionar porque os desenvolvedores deixaram de manter seus servidores ativos. Saiba a opinião do Governo Britânico sobre isso.

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Bem-vindo à obsolescência programada no mundo dos jogos.

Antes, os jogos (e um monte de outras coisas) eram um produto. Você comprava e era seu. Agora, são um “serviço” e você usa enquanto a empresa responsável permite. O jogo que você comprou “deixa de existir”. Perfeito, não?

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Tu tá fazendo uma falsa equivalência absurda.

Obsolescência programada é uma teoria da conspiração baseada em uma ideia que só funciona em um monopólio.
Jogos como serviço são um modelo de negócios com vantagens e desvantagens para o cliente.

Obsolescência programada é mais que teoria de conspiração. Há, sim, interpretações paranoicas da questão, mas ela pode ser entendida não como resultado de malevolência deliberada de executivos, mas como uma das consequências ruins para o consumidor de modelos de negócio.

Quando conteúdos deixam de ser produtos e passam a ser serviços por assinatura, isso impõe uma limitação de acesso, é fato. Vale para jogos tanto quanto vale para filmes, séries e programas de TV no streaming.

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Não acho que esse seja o termo correto para esse caso em específico, mas sim uma alta dependência do “online”', onde para um produto funcionar deve ser estar sendo validado através de um servidor.

A pretensão não era gerar polêmica.
Mas, se antes “pra quem sabia ler, um pingo era letra”, hoje, tudo vira polêmica e, em lugar de captar a essência da ideia, se exige a “cientificidade” da coisa.

Obsolescência programa é uma teoria da conspiração (expressão “nova” usada para rotular ideias “contrárias”)? Óbvio que não. Vemos e veremos cada vez mais isso no nosso dia a dia.
Tenho um headset novo, com fio, mas suas principais funções dependem da bateria que vem nele. Ou seja, no dia que a bateria deixar de funcionar, suas principais funções “morrem”. Não é monopólio e sua “morte” é bem programada.

Só funciona em monopólio? Óbvio que não. E, ainda que fosse verdade, um jogo entraria na ideia de monopólio, no sentido de que não há alternativas. A pessoa quer o jogo X, adora o jogo X e apenas uma empresa produz esse jogo. Portanto, ela detém o “monopólio” desse jogo. Você pode comprar uma TV de outra marca, mas um jogo é um jogo.

O “serviço” de jogos tem vantagens e desvantagens? Óbvio que sim. Há muitas vantagens. Ninguém nega isso.

Sobre a alta dependência do online, é uma necessidade para muitos jogos e isso é fato. Mas, o que se percebe é que cada vez mais a validação online é exigida, mesmo que não seja uma necessidade intrínseca do jogo. E é exatamente esse um dos pontos do artigo: desativar a necessidade de validação para que o jogo não “morra”, quando seus servidores forem “desligados”.

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A obsolescência faz parte do ciclo de vida do produto. Na época que os produtos eram apenas físicos, isso funcionava perfeitamente pois eles estão sujeitos ao uso, desgaste natural e à ação do tempo. Então por melhor que um copo seja feito, ele está sujeito a quebrar, lascar, riscar, e um novo será comprado.

O problema entra quando os produtos digitais começam a ser vendidos, pois eles não se desgastam com o tempo e podem ser facilmente duplicados. Tão logo isso foi identificado como um problema, começaram também as tentativas de proteção, em especial os ativadores pela internet que conferem se o produto é lícito.

Não sei ao certo, mas imagino que todas as criações artísticas estejam sujeitas a um prazo de garantia da propriedade intelectual, mas que depois de muitas dezenas de anos deve cair em domínio público. Assim acontece com os quadros dos grandes pintores e até o primeiro desenho do Mickey que foi noticiado recentemente. Se os jogos são criações artísticas, então deveriam cair no mesmo enquadramento. Só que não me parece haver algo específicos nas normas internacionalmente sobre direitos autorais, em específico sobre artes digitais, e se os jogos são enquadrados como artes digitais.

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Tirando jogos multiplayers não consigo ver a necessidade em outras categorias. PS. Não adianta falar em patch de correção, pois é decisão das próprias devs lançar os games quebrados pra consertar dps.

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