Mudar do Win 11 para Linux

Galera, preciso da ajuda de vcs. A muito venho pesquisando sobre mudar para Linux. Atualmente estou com o win 11 e já pesquisei bastante sobre o assunto, mas ainda estou com receio. Meu principal problema é sobre o meu trabalho, pois utilizo 2 programas que pelo que sei, não são compatíveis com Linux, seria o Métrica topo e o autocad. Os demais programas que possuem compatibilidade já venho utilizando no Windows msm, como Qgis libreoffice… Como tenho placa de vídeo da Nvidia, já vi que é mais recomendado o Pop OS (Se alguém souber de um sistema melhor, é só sugerir). Agora que vem a pergunta, como proceder essa migração? Funcionar em dualboot com os programas sem compatibilidade no win e os demais no Linux, ou dar adeus ao win 11 e usar os incompatíveis no Linux com virtualbox? Teria a possibilidade de dualboot e usar os arquivos do HD externo compatível com os dois sistemas? Tenho um notebook com intel i5, placa de vídeo nvidia, ssd, onde roda o sistema. Meus arquivos estão todos no HD externo. Ponto importante é que utilizo duas telas para o trabalho. Obs. 1: Me desculpem se usei algum termo fora de contexto. 2: não uso o notebook pra jogos, apenas para trabalho e uso normal, como navegar pela net (mozila). 3. É importante o certificado digital Serpro funcionar no Linux. Enfim, conto com a ajuda de vcs…

Achava não ser possível usar AutoCAD no Linux.
Mas é:

Fala, afonso…

Faz um tempo que fiz essa migração. Hoje, não sinto falta do Windows em nada… Meu PC é mais usado para fazer lives e trabalhar com edição de vídeos e fotos. Porém, quando é o caso de se estar preso a programas específicos devido a motivos de trabalho, a coisa é mais complicada.

Em primeiro lugar, se certifique que os programas que você usa no trabalho rodam “liso” em virtual box. Muitos não funcionam tão bem, e outros, nem funcionam. Até onde sei, e espero que demais respostas aqui possam dizer se sim ou não, os programas usados em vitual box não usam a GPU diretamente, então… Se sua placa é indispensável para rodar algum programa, pode ser um problema. Porém, no meu caso foi viagem só de ida… Mas, no seu, acho que manter um pézinho no Win11 é mais seguro.

Quanto à distribuição, vai muito do que você está querendo… Pop OS, Zorin, Mint e a grande maioria derivados do ubuntu LTS são extremamente seguras. Geralmente elas tendem a manter versões de Kernel e Drivers não tão atualizados priorizando a estabilidade. Passei pelos Zorin e Mint e as experiências foram excelentes… Mas faltava algo no meu workflow. Em desempenho eu me encontrei no Fedora. Diferente desses citados acima, ele sempre vai ter a ultima versão estável de Kernel e Drivers, além de ser uma distribuição a qual você pode escolher o seu Desktop. Eu estava o usando o Fedora COSMIC até…. ontem! Me encontrei nesse desktop. Simples, minimalista, rápido… Mas como está em beta, não deu pra superar alguns bugs, e vim parar no Plasma KDE.

Dessa forma, sugiro que vc faça pesquisas sobre distribuições que focam ou em desempenho, ou em estabilidade. Pode ser importante para você. Além disso, pesquise sobre as interfaces de desktop (Gnome, KDE, cinnamon, Cosmic, etc…). Podem influenciar bastante na forma como seu trabalho funciona. Eu mesmo, por exemplo… Irei esperar até dezembro pela versão release do POP OS cosmic para ver se retorno. Até lá… Vamos de KDE.

Espero ter ajudado, ou pelo menos ter colocado mais questionamentos importantes à sua mudança! Boa sorte!

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Há um registro de AutoCAD funcionando sob o Virtual Box. Feito por um brasileiro. Pena que seja muito antigo.

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Eu diria que o melhor seria continuar com dualboot formate o HD externo como exfat para que os dois sistemas possam reconhecelo sem problemas e vai procurando alternativas para os programas que não funcionam tente instalar esses programas com o bottles e vê se funciona tmb.
se então encontrar alternativas ou se tudo funcionar no bottles ou wine como o eucalado e o Sergio_H mencionaram dai abandone de vez o windows.

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Em relação ao aplicativo de área de trabalho (Desktop) do certificado digital em nuvem SerproID, a versão 2.1.5 fornecida pelo Serpro para Linux (https://serproid.serpro.gov.br/downloads/) tem suporte oficial apenas para o Linux Ubuntu 22.04 (e possivelmente seus derivados, como Linux Mint 21). Eu tive problemas ao tentar instalar o aplicativo numa versão mais nova do Linux Mint (22.2), o certificado em si funciona mas o instalador não, por não ter sido atualizado pelo pessoal do Serpro para versões mais recentes do LInux. Para mais detalhes a respeito do problema, e um passo-a-passo de como usar o SerproID no Mint 22.2, veja minha postagem no tópico a respeito do assunto aqui no Diolinux: https://plus.diolinux.com.br/t/problemas-para-instalar-o-serpro-id-no-linux-mint-empacotamento-antigo/78046/2?u=linux-friend

Assim, se para você for importante o máximo de compatibilidade com programas e drivers que são atualizados pouco frequentemente pelos fornecedores, como é o caso do certificado digital da Serpro, pode não ser recomendável adotar uma versão do Linux que atualize com muita frequência. Mais interessante provavelmente é uma distribuição com suporte de longo prazo (LTS), por exemplo por 5 ou até 10 anos, na qual a essência do sistema é mantida inalterada, com priorização das atualizações de segurança e que não comprometam a compatibilidade com drivers e programas de terceiros. O Linux Mint 21 é um destes exemplos (LTS), com suporte planejado até 2027, enquanto o Mint 22, também LTS, tem suporte de atualizações até 2029, tempo suficiente para que o Serpro e outros provedores atualizem as versões dos seus softwares para usuários do Linux.

Por último, mas não menos importante: a decisão de fazer dual boot vs substituição total do sistema depende muito das suas necessidades e do tempo que tiver disponível para aprimorar a instalação e solucionar problemas que possam surgir com cada uma das duas opções. Já segui as duas estratégias (obviamente em épocas diferentes). Existem mais opções além destas duas, então eu fiz uma lista de 6 opções diferentes, e das suas vantagens e desvantagens:

  1. DUAL BOOT: Você escolhe se quer dar boot no Linux ou no Windows, um de cada vez (pode particionar o disco do sistema / SSD para acomodar o Linux, ou instalar cada sistema num SSD separado, escolhendo na BIOS qual deles quer dar boot, ou, de forma mais prática, deixar o Grub ou o Ventoy te apresentar uma lista a cada boot para que escolha qual dos sistemas iniciar). Vantagens: cada sistema roda de forma nativa, continuando a dar boot no Windows quando precisar fazer uso de programas que rodam exclusivamente, ou, com performance muito superior, no sistema da Microsoft, e dedicando parte do tempo ao uso do Linux para ir se familiarizando aos poucos e quem sabe futuramente adotá-lo como seu principal sistema. Tendo acesso aos seus dados / arquivos num SSD externo, ou mesmo em Nuvem, permitirá a sincronização entre ambos os sistemas, embora o Linux teoricamente seja capaz de acessar com leitura e gravação o armazenamento Windows que não esteja criptografado pelo BitLocker e nem bloqueado por hibernação / desligamento rápido do windows. Desvantagens: Não poder usar os dois sistemas simultaneamente.
  2. WINDOWS como máquina virtual (“convidado”) dentro do LINUX: Usando o Virtualbox ou o Virtmanager (QEMU) num computador que está rodando Linux, é possível instalar o Windows numa janela dentro do Linux, fazendo tudo o que pode ser feito no Windows (usar o Microsoft Office, AutoCAD, etc…) sem ter que adaptar ou achar um programa substituto que seja capaz de rodar no Linux. Vantagens: rodar os dois sistemas juntos, compartilhamento de arquivos (precisa ser configurado para o convidado acessar o sistema anfitrião com o SAMBA). Desvantagens: pode não conseguir usar a aceleração gráfica de hardware (e.g. NVidia ou similar) no convidado, pode ser mais complexo para instalar e configurar, o computador tem que ter suporte a virtualização e espaço suficiente em disco e Memória RAM, pelo menos 8GB para não ter dificuldades, já que terá que compartilhar parte da RAM com a máquina virtual convidada.
  3. LiNUX rodando numa máquina virtual dentro do WINDOWS. Nunca utilizei, mas já ouvi falar que existe um “subsistema Linux” no Windows que permite a instalação básica de algumas distribuições Linux dentro do Windows. Além disto, há o VirtualBox , que pode ser instalado no Windows e assim criar uma máquina virtual Linux. Mesmas vantagens e desvantagens do item 2 (rodar simultaneamente, porém com maior exigência em termos de Hardware para permitir o funcionamento tanto do convidado quanto do anfitrião).
  4. Programas do Windows rodando dentro do Linux com o WINE: O Wine pode ser instalado no Linux para executar programas .exe ou .msi do Windows. Vantagens: caso funcione, é muito mais simples e rápido. Desvantagens: pode não funcionar corretamente, os programas windows podem ter comportamento estranho, erros ou nem abrir. Pode ser possível instalar softwares alternativos ao Wine, mas pagos (e.g. PlayOnLinux), com maior performance, mas não tenho experiência com esta opção;
  5. Rodar 100% LINUX e esquecer (na maior parte do tempo) o WINDOWS: Algo que pode ser pouco viável caso você dependa de softwares exclusivos do WINDOWS, mas quem sabe acabe descobrindo algo equivalente no LINUX que possa dar conta das mesmas tarefas…
  6. Continuar 100% WINDOWS. Considerando-se que você tem um computador que já roda o Windows 11, que é a versão ativamente suportada pela Microsoft (diferentemente do Windows 10, cujo suporte chegou ao fim em outubro/2025, sendo potencialmente prorrogável por mais um ano de forma gratuita para usuários domésticos, ou de forma onerosa para empresas), e você não precisa de nenhuma ferramenta ou aplicativo que rode exclusivamente, ou de maneira muito melhor, no Linux, por quê você não continua com o Windows 11?

Caso você tenha apenas curiosidade de conhecer o Linux, entender como ele é, como se parece na prática, sem realmente ter qualquer necessidade concreta de migrar de sistema operacional em curto prazo, pode ter uma certa ideia do sistema rodando ele a partir de um Live USB, o qual geralmente também funciona como instalador, caso em outro momento decida realizar uma instalação completa e assim sentir como o sistema realmente se comporta, sem as limitações impostas pelo sistema LiveUSB.

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Caro, talvez, futuro usuário linux, deixo essa sugestão que fiz: compra um ssd novo e instala a distro (que for) nele. Um ssd ‘xinfrin’ qualquer de 128gb se não quiser gastar. Ao invés de fazer um dual boot usando um mesmo disco, se for possível faça em discos separados. Tu pode escolher em qual disco o boot vai rolar (via atalho F12 dependendo da bios) Isso pode te deixar muito mais tranquilo e confortável para experimentar um sistema novo. Dessa forma tu ainda tens teu outro disco com o sistema que tu conhece, com tudo lá salvo e funcionando (ainda que o sistema comece a ficar defasado)

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Se fizer dual boot com grub compartilhando a mesma partição do bootoader do Windows, o Windows vai quebrar seu grub mais cedo ou mais tarde. É melhor instalar em discos separados, mas cada um com sua partição de boot e usar o F12 (ou F9 ou F10, a depender da bios) como sugerido pelo @MMiller. Nunca mais tive problemas depois q fiz assim.

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Vou te passar minha experiencia.

Dual Boot na maioria dos casos não é uma boa ideia por 2 motivos:
1 - Se você precisar usar algum software que roda no Windows obrigatoriamente você vai precisar reiniciar (sair do linux) e entrar no Windows e com isso você vai continuar no windows pois é chato toda hora ficar reiniciando o PC para trocar de SO;
2 - Justamente por ser incomodo ficar reiniciando para trocar o SO vai fazer você sempre optar em usar o Windows como padrão.

Recomendo usar uma maquina virtual como o Virtual Box, dessa forma você só precisa iniciar a VM quando realmente for utilizar o software dela, o que garante que a maior parte do tempo você utilize o Linux.

Abaixo segue algumas dicas para fazer bom proveito da VMBox.
1 - Recomendo instalar na VM o WIndows 10, o 11 para mim se mostrou muito instável/lento;
2 - Eu deixo o recuso de Aceleração 3D desabilitado para melhorar a performance da VM, mas dependendo da aplicação que vai usar será preciso habilitar este recurso;

3 - Marque a opção que informa que a VM esta rodando num SSD (Drive de estado sólido).

4 - Faça o compartilhamento de diretórios do Linux para conseguir ter uma troca/acesso rápido aos seus arquivos que estão no SO Linux;

5 - Habilite o Bi-direcional para poder copiar e colar texto e arquivos entre o SO Linux e a VM Windows, eles compartilham a área de transferência;

No meu caso eu só tenho a VM Windows para poder usar o Visual Studio Profissional para desenvolver programas em Windows Forms.

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Sobre o Autocad, avalie a possibilidade para migrar para o Bricscad que tem suporte para Linux (Ubuntu, Fedora e OpenSuse). Fiz a migração do programa no Windows por conta do preço de licença que é mais em conta e tem a opção de licença perpétua e foi muito tranquila. O programa é idêntico ao Autocad o que torna a migração muito tranquila.

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Só deixando claro, não trabalho para a Brics kkkkkk. Sou apenas um usuário do programa.

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atualmente, meu principal problema é o METRICATOPO, só possui no win e é um programa pesado (trabalho com topografia e tals). Tenho a possibilidade de ter acesso ao meus arquivos no linux, msm usando-os no VB com o win?

por exemplo, deixando os arquivos base salvos no linux, porem quando necessário, abro o VB e utilizo no metricatopo via win e salvando diretamente no linux?

Que post horrivel, será que foi gerado por IA sem verificar?

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Sim, se estiver executando o VirtualBox (VB) no Linux (anfitrião / hospedeiro), ao fazer a criação / instalação da máquina virtual convidada Windows, terá opção de compartilhar pastas do Linux (anfitrião) com a máquina convidada Windows.

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A máquina virtual (Windows 11 rodando convidado no Virtualbox ou Virt-Manager) pode acessar os arquivos de várias maneiras:

  1. Acesso (leitura e gravação ou somente leitura) às pastas e arquivos armazenados no Linux - neste caso o acesso é simultâneo pelos dois sistemas;
  2. Acesso a um SSD, HD externo ou pendrive plugados a uma porta USB (neste caso pode precisar redirecionar a porta para que a máquina virtual / convidado tenha acesso direto, e direcionar de volta ao Linux quando necessário);
  3. Acesso a um SSD ou HD extras, instalado internamente no PC ou notebook. Isso pode ser configurado no Virtualbox ou no Virt-Manager, mas alternar entre o acesso do convidado e hospedeiro pode exigir o desligamento / reinício do convidado;
  4. Sincronização via nuvem. O Linux tem aplicativos nativos do Dropbox, MEGA, pCloud, entre outros. Por motivos óbvios não tem um sistema nativo OneDrive, e menos óbvios do Google Drive, mas há formas de efetuar a sincronização com aplicativos de terceiros nestes dois casos. Os arquivos sincronizados em tempo real ficam disponíveis aos dois sistemas em paralelo, com uma vantagem indiscutível que é justamente permanecerem como backup na nuvem, assegurando a proteção contra perda de dados caso acabe deletando ou sobrescrevendo algum arquivo importante, sem querer;
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Sim, a ideia é justamente que você consiga acessar seus arquivos que estão salvo no Linux, o Windows vai reconhecer seu diretório Linux como se fosse um Pendrive (ou compartilhamento de rede).

Desde que você não utilize/marque a opção “Apenas para Leitura“ será possível o Windows salvar e editar os arquivos diretamente no Linux.
Abaixo um exemplo do diretório/unidade “ARQUIVOS“ do Windows que na verdade é um diretório que esta no meu Linux (SO Hospedeiro).

Abaixo um exemplo de um arquivo TXT aberto no Windows e criado pelo Windows, mas salvo/armazenado no diretório Linux ARQUIVOS.

E aqui esta o mesmo diretório e arquivo no Linux.

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Dei uma pesquisada rápida e aparentemente este software “METRICATOPO“ funcionaria sem problema na VM Windows e consome pouco recurso, se der sorte é capaz que funcione inclusive usando o Wine direto no Linux.

Não é meu ramo de atuação e nem conheço muito, mas você já conhece o projeto GeoINCRA e QGIS, talvez atenda a sua necessidade.


Conheço sim e já trabalhei com ele, mas o métrica é um programa mais completo e centraliza vários trabalhos em um app só. Vale a pena manter.

Não compensa ter o trabalho de fazer dual boot ou de usar máquina virtual se um único sistema operacional resolve todos seus problemas. Eu só recomendaria a migração para Linux caso você realmente odeie o Windows.

É importante que você saiba que fazer certificado digital funcionar no Linux é possível, mas é um pé no saco.

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