Montar HD de Backup na Inicialização

Obs: Esse tutorial foi testado no Debian 10.9 e Ubuntu 21.04.

Definições:
I - No Linux, um dos principais arquivos de configuração que contém informações de todas as partições e/ou dispositivos de armazenamento do computador que serão montados na inicialização do Sistema Operacional é chamado de fstab.
II- UUID: refere-se a Universally Unique Identifier (Identificador Único Universal)

Tutorial/Passo a passo
1º) Para evitar problemas, assegurar sua configuaração e ter como recuperá-la caso necessário, como superusuário(Root) faça um backup do seu arquivo fstab(I) com o seguinte comando:
# cp /etc/fstab /etc/fstab.backup

2º) Crie uma pasta em /media (nomearei a minha pasta como “hd-backup”) para identificar e facilitar acesso e futuras configurações com o seguinte comando:
# mkdir /media/hd-backup

3º) Agora abra seu arquivo fstab(I) com o seguinte comando:
# nano /etc/fstab

Você encontrará algo parecido com a imagem a seguir:

4º) Abra uma nova aba do bash clicando em: Arquivo > Nova Aba. Será necessário obter a UUID do seus disco, utilize o seguinte comando:
# blkid

Obs: O disco que eu desejo adicionar, está nomeado como “backup”. Procure o UUID do disco que deseja e copie só os dígitos sem as aspas, como na seguinte imagem:

5º) Agora volte a aba do bash em que o arquivo fstab está aberto e digite: UUID, Caminho (pasta que você criou no passo 2), Tipo, Configurações e se deseja que no boot o disco seja verificado. (Separe cada parâmetro com espaços) Como nos seguintes exemplos.
Para NTFS:
# UUID=XXXXXXXXXXXXXXXX /media/hd-backup ntfs-3g defaults 0 0

Ex:

Para EXT4: troque o “ntfs-3g” por “ext4”

Obs: A definição da escolha do último parâmetro é pessoal, veja o significado das escolhas: 0- No processo de boot a partição não será checada; 1- será checada; 2- Será checada após ser montada.

6º) Reinicie a máquina para aplicar!

11 Curtidas

Muito bom! Eu costumo fazer pelo Gnome Discos, mas é sempre bom saber como editar o Fstab. Eu teria um pedido: como montar a partição swap quando ela é dividida entre duas distros?

@thespation, não seria uma de mover a tag para #artigos-da-comunidade?

3 Curtidas

Essa é uma alternativa para quem vai usar o Plex ou salvar arquivos torrent em um HD Externo. Com esse método o Plex já apresenta de cara o disco e você evita ter que procurar toda vez que for adicionar uma nova biblioteca. Além disso você não tem que montar o HD manualmente para que o cliente torrent conecte aos arquivos.

1 Curtida

Valeu @Rodrigo_Chile Um amigo meu sempre fala do Gnome disco também. haha

Em relação a sua dúvida, eu não sei responder :frowning: Eu acredito que ela seja montada automaticamente pela distro em uso. (Mas posso estar errado)

Eu sou iniciante ainda. Desculpa.

1 Curtida

Bom, faz uma brincadeira em máquina virtual e veja como se sai nos testes… fica o desafio!

1 Curtida

Tá haha. Obrigado! :smiley:

1 Curtida

Não tem segredo nenhum em compartilhar a swap. É só configurar o mesmo UUID nas distros e bola pra frente. Só note que ao fazer isso deve-se desabilitar a hibernação, pois num caso da pessoa hibernar em um sistema e depois iniciar outro, pode dar muita coisa errada. Certamente vai travar o computador e na pior das hipóteses pode corromper sistemas de arquivos…

@Kenopy Bom artigo mostrando como fazer do modo antigo que funcionava 20 anos atrás e que sabemos que daqui 20 anos vai continuar funcionando. Já pelo modo gráfico daqui 2 anos já vão achar outro jeito de fazer.

4 Curtidas

Obrigado pela explicação para a pergunta do @Rodrigo_Chile. E em relação ao tutorial, valeu! :slight_smile: :vulcan_salute:

1 Curtida

Eu raramente uso /etc/fstab para montar partições adicionais ─ só /, /home, /boot/efi, Swap etc.

Usando KDE em todas as distros, a montagem de partições adicionais costuma ser algo bem simples, a cargo de udev / udisks2.

As partições adicionais costumam ser automaticamente detectadas, e aparecem (desmontadas) no widget “Disks & Devices” da Área de Notificação, já com a oferta de montagem manual ─ e também no painel lateral do Dolphin, por exemplo.

Nas distros mais amigáveis, basta clicar na notificação, ou na lateral do Dolphin, para fazer a montagem instantânea, sem burocracia.

Neste caso, basta ir em System Settings >> Removable Storage >> Removable Devices, para configurar a montagem de cada partição adicional ─ ou de todas as partições adicionais em conjunto, ─ automaticamente, no início de todas as sessões, daí por diante.

Isso tudo flui tão bem, que nunca me estimulou a aprender mais sobre udev / udisks2 ─ exceto em pequenos detalhes avulsos.

No Mint Cinnamon, por exemplo, certa vez aprendi a colocar esse comando nos “Aplicativos de sessão”, para montar automaticamente algumas partições, no início de cada nova sessão:

udisksctl mount --block-device /dev/disk/by-uuid/<uuid>

─ mas pode-se obter o mesmo resultado usando Label em vez de UUID.

Nas distros menos amigáveis, a montagem exige senha ─ coisa que não me interessa, pois minhas partições adicionais são para uso como simples usuário.

Então, edito (ou crio) um arquivo /etc/polkit-1/rules.d/99-udisks2.rules para autorizar a montagem sem pedir senha:

 // Allow udisks2 to mount devices without authentication
polkit.addRule(function(action, subject) {
if (action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system-internal") { return polkit.Result.YES; } });

Feito isso, a distro se torna “amigável” sob esse aspecto.

Até algum tempo atrás isso não funcionava no caso do Debian, do Devuan, e do Slackware ─ e só nesses casos, eu recorria ao /etc/fstab, mas usando Label, para descomplicar:

LABEL=Armazem1   /media/Armazem1    ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Sites      /media/Sites       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Works      /media/Works       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=XTudo      /media/XTudo       ext4        defaults,user    0   0

Já me disseram que não precisava usar “user” em “defaults,user”, mas não posso afirmar, pois não verifiquei sem “user”.

Recentemente, desconfiei que o Slackware já não precisava disso, e não usei mais o fstab nele para isso.

Não instalei mais o Devuan, mas no MX Linux existe uma configuração simples para autorizar a montagem de partições adicionais por usuários comuns.

Resta o Debian, para verificar se ainda preciso usar o fstab ou se já aceita a autorização.

Minha experiência com o Gnome-Disks começou e terminou no Mint Cinnamon, e não foi boa, talvez por motivos alheios, como uma dependência desencontrada. ─ No fundo, é (ou deveria ser) um “editor de fstab”, mas acho que acrescentaram funções demais (inclusive deletar partições!), o que me fez achá-lo confuso e perigoso.

Isso foi em 2016, e também afetava usuários do Ubuntu. ─ Encontrei inúmeras postagens, em muitos fóruns. Soluções que funcionavam para uns, não funcionaram para mim. ─ Em suma, nunca mais tentei usar. Aliás, nunca mais o encontrei, usando sempre KDE.

Na mesma época (2016), encontrei seu ancestral no Debian: ─ o Disk-Manager, que cumpre bem a função de “editor de fstab”, com capacidade para criar pontos de montagem e já montar as partições de imediato.

Desde então, encontrei o Disk-Manager também no Devuan e, mais recentemente, no MX Linux.

Lembrando que o YaST2 tem um módulo que também faz exatamente isso ─ editar o fstab e criar / gerenciar pontos de montagem etc. ─ mas nunca explorei muito, pois prefiro udev / udisks2.

Usar fstab (principalmente com UUID) tem algumas consequências meio chatas. ─ Toda vez que eu substituía uma distro por outra, a formatação alterava o UUID daquela partição ─ e o Debian não carregava mais.

Então, era preciso editar o fstab para comentar 1 ou 2 linhas, para conseguir concluir o boot. ─ Usar Label é mais prático para mim, pois se a distro removida era “Linux10”, a nova distro também será.

Tenho confirmado isso na prática, pois há 1 ano uso a mesma partição Swap para todas as distros. ─ Quando instalei o Manjaro, pensei que o instalador iria cuidar do Swap automaticamente, mas isso não aconteceu. ─ Então, bastou copiar a linha de Swap do fstab do Arch para o do Manjaro.

Quanto à hibernação, suspensão, “sleep” etc., nunca usei, e até me confundo com o significado de cada uma dessas opções. ─ Só sei que experimentei uma vez, e ao reiniciar voltou à distro hibernada (ou suspensa?), sem passar pelo Grub, e portanto sem chance de tentar carregar outra distro usando o mesmo Swap. ─ Mas isso foi só 1 vez, há muito tempo. Não sei qual dessas opções experimentei. Além disso, o hardware ainda era Bios-MBR.

3 Curtidas

Então mano, eu sei que é bem simples, é só clicar e abrir mas a ideia era só ajudar quem também pensou como e queria que ele fosse montado já de cara. Como eu cometei mais a cima essa foi uma das possíveis soluções. O meu caso é que o qbittorrent inicia com o sistema e dessa maneira o plex não tem problema, tudo inicia junto.

Mas valeu a interação; :slight_smile:

3 Curtidas

Você quer dizer, montagem automática no início da sessão?

Concordo que há mais de uma solução. A que eu falei, é uma das possíveis, só que mais simples.

2 Curtidas

Essa solução é a mais genérica, que independe da interface gráfica. É a mesma coisa a décadas. Ótimo ter compartilhado.

4 Curtidas

Com certeza! É um ótimo ABC, como aliás o Rodrigo já havia assinalado:

Para mim, foi ótimo saber que:

pois da última vez que tentei entender os detalhes do fstab (diretamente na fonte) fiquei confuso com mil parâmetros ─ pois a documentação oficial abrange praticamente tudo no universo, o que acabou sendo indigesto para quem estava começando.

Essas opções 0, 1, 2, são apenas uma das inúmeras coisas que acabei não absorvendo, no meio daquela confusão enorme de informações da documentação oficial. ─ Tenho editado fstab, muito mais vezes do que gostaria, mas para isso acabei adotando algumas práticas pouco aconselháveis.

Ao perceber que o instalador do Manjaro não tinha incorporado o Swap, simplesmente copiei e colei a linha de Swap do Arch Linux.

No ano passado, instalei 4 distros deliberadamente sem /home e sem Swap ─ e mais tarde copiei / colei as linhas equivalentes, de instalações anteriores das mesmas distros, alterando apenas o UUID.

Note que no Slackware a unidade está indicada por /dev/sdb14 ─ não lembro os detalhes dessa opção, no momento da instalação. ─ Isso acabou facilitando minha vida, quando recentemente movi meu Swap para uma partição maior, em /dev/sdc15, pois no Slackware bastou editar essa indicação.

Sim, faço backup regular dos arquivos fstab ─ principalmente após instalar mais uma distro. ─ Criei um script só para isso.

Mas precisamos desarmar os espíritos! Aqui estamos todos tirando dúvidas, e cada um oferecendo o que pode acrescentar. ─ Acredito que ninguém está descartando ou diminuindo a postagem original. ─ Mas se outros colegas tiverem dúvidas sobre “montar (HD, SSD) na inicialização” e ao pesquisar no fórum chegar a este tópico, poderá se beneficiar de soluções opcionais, bem como de alguns acréscimos à dica inicial do Kenopy.

Por sinal, a dica inicial não é tão neutra quanto à DE ─ por exemplo, quando diz:

Trata-se de um recurso do Konsole, que não está, necessariamente, disponível nos emuladores de Terminal de todas as demais DEs / WMs.

Poderíamos acrescentar que, após editar o fstab, basta um comando # mount --all para verificar o resultado, de imediato, sem necessidade de reiniciar o computador. ─ Este comando monta todas as partições indicadas no fstab, exceto as assinaladas com noauto.

5 Curtidas