Minha experiência com os grandes saltos do KDE -- de 3 para 4, e de 4 para 5

Eu tinha “uma vaga lembrança” – de uma “transição do KDE” – que detonou vários aplicativos e vários recursos… e demorou 2 ou 3 anos, até voltarem a ser oferecidos, do jeito que eu precisava (ou, do jeito que eu queria).

Do KDE 3 para o KDE 4 – ou, do KDE 4 para o KDE 5? – Eis minha dúvida.

Pode ter sido do KDE 3 para o 4 – pois tive de sair do Kurumin 7 (com KDE 3.5) para o Kubuntu.

Isso aconteceu num ano ímpar (2009). – Diz a IA do Google que o Kubuntu “adotou oficialmente o KDE 4 em outubro de 2008” – mas tenho a impressão de que comecei pelo Kubuntu 9.04, e só depois decidi “pular para trás”, para o Kubuntu LTS – que era o 8.04 (KDE 3.5).

Eu tinha apenas 1,5 ano de Kurumin – ainda estava aprendendo a engatinhar “no Linux” – e o pulo para o Kubuntu 9.04 com KDE 4 foi meio desanimador, paralisante mesmo.

Só que em Abril 2009 eu estava 100% focado no meu trabalho – 100% “dependente químico” do Windows e do workflow que eu tinha adaptado a ele (após vir do Apple, do CP/M, do DOS). – E ainda não entendia nem 5% do “Linux”. Por isso, minhas anotações da época parecem coisa de “perdido no espaço”, “vendado, num quarto escuro”. Mostram “dificuldades”… mas nenhuma compreensão dos problemas enfrentados.

Hoje, por acaso, me deparei com 6 postagens que fiz no meu blog, do final de Março até o final de Abril de 2016 – das quais, 4 postagens testando o Kubuntu 16.04 “beta” e “beta2” em longas “sessões de trabalho” em Live Pendrive – e mais 2 postagens, testando o lançamento final (sessão Live) — e a instalação no meu antigo PC, quando me senti seguro de trocar o Kubuntu 14.04 pelo 16.04 (ambos LTS).

Foi um mês de muita preparação intensiva:

  • Instalando o Kubuntu 16.04 em 34 minutos
    • Apr 29, 2016

  • Live Kubuntu 16.04 release 16-04-20 23h06
    • Apr 23, 2016

  • Live Kubuntu 16.04 Xenial beta2: Scanner e OCR
    • Apr 18, 2016

  • Kubuntu Xenial beta2: Discover e Spectacle
    • Apr 9, 2016

  • Kubuntu 16.04 Xenial beta2 em Live USB
    • Apr 4, 2016

  • Kubuntu Xenial (beta) 16.04 LTS em teste de trabalho “Live USB”
    • Mar 25, 2016

Por sorte, enfileirei 5 dessas 6 postagens na seção de “testes”:

Kubuntu 16.04 (released)
Kubuntu 16.04 Xenial (beta2): OCR e Scanner
Kubuntu 16.04 Xenial (beta2): Discover
Kubuntu 16.04 Xenial (beta2)
Kubuntu 16.04 Xenial (beta) LTS

O que eu chamava de “teste de trabalho”, era iniciar uma sessão Live Pendrive – e ficar nela, até 3 dias, tentando desempenhar todas as minhas atividades corriqueiras do dia-a-dia – que não eram poucas, na época: Tratava-se de garantir o pão de cada dia, do amanhecer até altas horas. E ainda muito “cru” em “Linux”.

Eu conseguia fazer “boa parte” das minhas tarefas – mas após 3 dias, eu precisava voltar ao Windows – como um peixe precisa voltar à água, pra não morrer sufocado.

Ora… O Kubuntu 16.04 foi justamente a minha “segunda transição” — a passagem do KDE 4 para o KDE 5 – pois naquela época, eu me mantinha 2 anos inteiros dentro de cada versão LTS:

O objetivo deste 4º teste de trabalho em Live USB (Pendrive) com o Kubuntu 16.04 Xenial beta2 é, simplesmente, aprofundar a vivência no KDE 5.5.5, — uma vez que, cedo ou tarde, substituirá meu atual “sistema principal” (Kubuntu 14.04 LTS / KDE 4.13.2), — após concluir o relato do 3º teste de trabalho com dúvidas sobre a oportunidade e o método dessa migração.

Ao “recuperar” essas informações (*), finalmente entendi 2 coisas:

  1. Como me adaptei rapidamente ao KDE 5 – e me senti 100% à vontade com o Kubuntu 16.04, apenas 2 ou 3 semanas depois do lançamento – sem esperar aqueles “tradicionais” 2 ou 3 meses, “até que os bugs sejam corrigidos”. – Esses 5 testes em sessão Live foram a chave do sucesso.

  2. Senti falta, sim, de alguns recursos e aplicativos do KDE 4 – mas o baque não foi tão grande, quanto na passagem do KDE 3 (Kurumin) para o KDE 4 (Kubuntu 9.04).

Adendos:

  1. Depois dessa maratona de preparação intensiva, me senti tão satisfeito com o KDE 5 / Kubuntu 16.04, que seria capaz de jurar pela minha vovozinha que, “esse foi o melhor Kubuntu de todos os tempos” – Impressão subjetiva, claro! – Uns 90% de todas as afirmações “históricas” que fazemos, como essa, são puramente pessoais, subjetivas. – Por isso, hoje procuro reunir dados “objetivos”, e evitar afirmações estrondosas. — “É grupo!”, dizia minha turma, algumas décadas antes. :laughing:

  2. Gostei tanto do Kubuntu 16.04, que mantive instalado, e ainda tentei continuar usando como se (ainda) fosse minha “distro principal”, mesmo após o lançamento do Kubuntu 18.04 – que instalei em dualboot, para não eliminar o 16.04. – Mas, ainda em 2016, comecei a testar (também) as versões “intermediárias”, 2016.10, 2017.04 etc. – e logo no início de 2017, comecei a instalar e experimentar distros “não-Debian” e “não-Buntus”, começando pelo Manjaro, Mageia, openSUSE Leap… e não parei mais.

  3. Depois, ainda fiz várias experiências com “Kubuntu rolling-release” (aqui, aqui, e aqui) – mas meu “desencanto” com o sub-ramo “Buntu” já estava decretado. – Minha “distro principal” foi “mudando” para Mint KDE, depois KDE Neon, depois… não lembro mais.

E o (*), lá no alto:

  • Escrevam. Anotem. Procurem ser “objetivos”. – A “subjetividade” (impressões subjetivas) são um obstáculo à compreensão do que “realmente acontece”. :wink: