Eu tinha um PC feito com placa de notebook que apelidei de Megatron. Ele tinha um Intel Pentium 2020M e 4GB de RAM. Era incrível brigar com o terminal e fazer esse processador chorar rodando servidores de Mine, RageCoop e Terraria. Tudo o que o ChatGPT falava que ia rodar “todo cagado”, eu dava um jeito de fazer rodar. O foco nem era jogar nos servidores, mas sim a satisfação de ver que minhas 7 horas no terminal faziam uma diferença incrível no desempenho do servidor ou da IA.
Agora eu fiz um upgrade nele: está com um i3 de terceira geração, 10GB de RAM e duas ventoinhas viradas para o processador (uma do próprio notebook e outra adaptada de uma placa de vídeo). O problema é que ultimamente, mesmo tendo tempo livre, eu não sei o que fazer. Tudo o que eu rodava nele antes com o sistema sofrendo, agora essa “bomba” roda de boa. Não preciso mais otimizar ou brigar com ele por horas.
A questão não é rodar coisas pesadas, mas sim ter um motivo para isso. Antes, o motivo era otimizar servidores de jogos para jogar com os meus colegas. Mesmo conseguindo rodar tudo hoje em dia e até hospedar 3 servidores ao mesmo tempo, ficar tanto tempo longe do terminal está fazendo falta — aquela rotina de otimizar e mudar coisas mínimas para ganhar de 4 a 7 FPS a mais no server. Agora eu simplesmente não sei o que rodar nele. ![]()
O processo é bem mais legal que o produto final.
Sei como é, adoro ficar configurando e lidando, quando termina, acabou a graça.
Pra ter um servidor, se precisa de um objetivo, algo que você usa e precisa, ou quer usar. O meu atualmente é apenas um VPN via Tailscale, mas to me ajeitando pra ser meu drive online
O que me deixa oculpado ultimamente é otmizar meus filmes para jellyfin
comprei um bluray burnner BU40N e estou fazendo Ripping de bluray o problema é que o arquivo fica enorme dai uso o ffmpeg para reencodar o video no menor tamanho possivel com melhor qualidade possivel já que não tenho placa de video dedicada no servidor.
Acho que este comportamento é bem comum, e normal tb. O desafio que é o objetivo. Acredito que seja o mesmo motivo do “distro hopping”, mas neste caso, focada em instalar e configurar sistemas operacionais.
Eu também gosto de explorar, configurar e modificar, mais do que utilizar. Já um jogador, por exemplo, encontra uma maneira de usar e obter recompensas constantemente. O uso se torna mais importante que instalar e configurar.
Para mim, a recompensa chega em conseguir realizar a configuração que eu queria. Quando consigo, a recompensa acaba, daí é hora de me interessar por outras coisas.
Acho isso normal demais, pois encaro como hobby, e não como um comportamento doentio do tipo “quero encontrar a configuração perfeita” ou “tem algo errado com meu sistema”.
Não há nada de errado, eu só gosto de fazer e faço quando tenho tempo e vontade. E me divirto assim.