Medição de latência no Linux: X11, Wayland, VRR e DXVK
O autor construiu um dispositivo com fotodiodo para medir a latência completa entre o clique do mouse e a alteração da imagem na tela — a chamada latência click-to-photon. Foram realizados 300 cliques por configuração, usando CachyOS, KDE Plasma, uma RTX 4070 Super e um monitor de 500 Hz.
Os principais resultados foram:
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X11 apresentou latência ligeiramente menor que o Wayland nativo, mas a diferença ficou entre apenas 0,14 e 0,22 ms. Portanto, os testes não confirmam a ideia de que o Wayland nativo seja muito mais lento que o X11.
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O VRR — FreeSync/G-Sync — produziu o benefício mais consistente, reduzindo a latência entre 0,26 e 0,45 ms e também diminuindo a variação entre os resultados.
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O DXVK Low Latency reduziu entre 0,10 e 0,29 ms nos testes com FPS limitado. Sem limite de FPS, a redução chegou a 0,84 ms, ao custo de uma pequena queda na taxa de quadros.
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O grande problema foi o XWayland. Sem o DXVK Low Latency, ele acrescentou 3,13 ms em comparação com o Wayland nativo — mais que todas as outras diferenças medidas somadas.
A conclusão é que, nesse sistema, X11 ainda vence por uma margem mínima, mas o Wayland nativo já está muito próximo. Para jogos, é mais importante ativar o VRR, usar um limitador ou controlador de quadros adequado e, sempre que possível, evitar que o jogo passe pelo XWayland.
O autor ressalta que os testes foram feitos em condições quase ideais, com cena estática, FPS estável e o jogo limitado pela CPU. Os valores absolutos podem mudar em outros computadores, monitores e compositores, mas as diferenças relativas ajudam a separar otimizações reais de simples placebo.