Linux superou o macOS no desktop: O que falta para as empresas finalmente o enxergarem como alternativa real?

Todo ano a gente ouve a mesma piada nos fóruns e portais de tecnologia: “Agora vai, este é o ano do Linux no desktop!”. Mas, independentemente dos memes e das previsões exageradas, algo muito interessante aconteceu nos últimos tempos: o Linux ultrapassou formalmente o macOS em participação de mercado global no desktop, consolidando-se firmemente na segunda posição geral (ficando atrás apenas do Windows).

Com as fatias de mercado do Linux crescendo consistentemente — impulsionadas tanto pelo avanço do ecossistema gamer (com Proton e Steam Deck) quanto pela busca de usuários por alternativas aos rumos invasivos de telemetria e IA da Microsoft —, fica a grande questão que não quer calar:

Quando o mercado corporativo tradicional vai olhar para o Linux desktop como uma alternativa viável, econômica e estratégica?

Atualmente, a maioria das empresas ainda enxerga o Linux exclusivamente nos servidores, na nuvem ou em ferramentas de desenvolvimento (como WSL ou ambientes de engenharia). No entanto, para o funcionário administrativo, financeiro ou de atendimento ao cliente, a única rota padrão empurrada pelos departamentos de TI ainda é o Windows (ou o macOS, dependendo do orçamento).

Considerando que hoje temos distros extremamente polidas, suites de escritório robustas (LibreOffice, OnlyOffice), ferramentas de colaboração via web e uma segurança nativa muito superior:

O que está travando a adoção do Linux nas estações de trabalho corporativas? É a dependência de softwares legados (como o pacote Office completo da Microsoft ou softwares específicos da Adobe),

Como vocês enxergam esse cenário? Já viram alguma empresa de médio ou grande porte adotando o Linux no desktop fora da bolha de desenvolvimento?

O motivo do post é ter visto um comentário falando que a valve com lançamento do console e steamdeck estaria pressionando as empresas implementar suporte ao Linux.

Já trouxe em outro tópico algo parecido sobre um banco muito famoso que usa linux com google docs há anos; não posso entrar em detalhes pois não tenho autorização para isso.

Eu acompanho esse tema há muito tempo e coloquei um ponto final sobre a mesma dúvida que você tem. Para mim, já não existem mais barreiras. O Linux alcançou um patamar muito alto e está sendo usado amplamente em várias empresas, tanto no desktop quanto na infraestrutura que suporta o negócio.

Talvez seja uma questão de tempo para você perceber ou pesquisar mais casos em que os pontos que você trouxe já são uma realidade.

Outro ponto interessante da sua pergunta é sobre ‘trocar o sistema’. Se você pesquisar por cima sobre transições de processos empresariais, vai perceber que se gasta tempo e dinheiro. Não dá para simplesmente chegar na segunda-feira e trocar todos os sistemas dos terminais.

Isso requer planejamento, testes e muita paciência. Para uma empresa 100% Microsoft migrar para soluções que as distribuições Linux oferecem, é necessária uma série pesada de levantamentos de requisitos, documentações atualizadas e configurações.

É possível, mas o foco da empresa no momento é vender o produto/serviço que ela se propôs a entregar, em vez de se preocupar com Windows ou distro Linux.

Lembrando que o time que presta suporte para os colaboradores também pode não ser especialista em Linux, o que demandaria a troca da equipe de TI ou investimentos em treinamento.

Só para fechar o tema, trocar o sistema operacional de toda uma empresa da noite para o dia está longe de ser a forma correta. Essa transição poderia levar anos e teria que ter um plano muito sólido, com etapas muito bem desenhadas, para que aconteça com sucesso.

E novamente: o objetivo do negócio é vender o que foi proposto. Se uma fábrica nasce com o objetivo de atender à demanda da população por refrigerante, o foco e a preocupação estão no produto, não na ferramenta que ajuda o produto a ser fabricado.

A mudança só será feita quando o assunto ‘sistema operacional’ estiver impactando a produção do produto. Aí sim, com certeza, o foco será no planejamento da migração para garantir que um novo sistema operacional assuma o controle.

Já ultrapassou? Você tem a fonte dessa informação? Não que eu não ache possível, mas acho que vai demorar mais um ano ou dois. O que eu sei é que na Steam ultrapassou o MacOS, como plataforma de jogos.

a maioria das empresas que usam linux geralmente usam em servidores ou outros projetos, mas de modo geral também vejo usarem sistemas bsd para poderem fechar o código para uso comercial, mas em computadores raramente vejo algo que nã́o seja windows

Temos um ex recente:

Para empresas brasileiras, de variados portes adotarem uma distro Linux no desktop, vai começar daqui a algumas semanas, assim que o @Natanael.755 finalizar a nova versão do TigerOS.

Linux superou o macOS no desktop: O que falta para as empresas finalmente o enxergarem como alternativa real?

acho que não falta nada. por quê elas tem de mudar se o windows as atende bem? acho q vivemos um mito que não se realizará.

Eu vejo mais que essas empresas dependem de softwares que não são portados pra Linux. Então fica um processo um tanto penoso (pra não usar a palavra desafiador típica de IA) fazer a migração. Onde o Linux atende bem, já são naturalmente usados pelas empresas por ter menor custo e maior confiabilidade.

Mas o ponto do meu comentário é que, empresas que tem ótimos softwares, fazem questão de não suportarem o Linux, e se o programa funciona bem via Wine, dão um jeito de fazer não funcionar corretamente na próxima versão. Então dá pra ver que é decisão intencional para que os usuários continuem no ecossistema fechado, pagando por licenças tanto de software quanto de sistema operacional. Imagino que essas empresas tem acionistas em comum ou mesmo umas tem ações das outras, de modo que se abraçam na dependência para maximização dos lucros.

Atende mesmo, ou será que é pelo fato de não conhecerem alternativas?

O que mais ouço são empresários que não fazem ideia de que uma distro Linux pode atender perfeitamente bem, as necessidades do dia a dia. Muitos ouvem falar de “Linux”, mas sequer pesquisam sobre, e quando o fazem, se perdem na quantidade absurda de nomes diferentes.

Empresas que dependem de Adobe e Autodesk são uma fatia ínfima. No geral, ERP, CRM e todo resto já está na nuvem, se tornando independente de OS. Trello, slack, Zoom, Meet, são exemplo.

Pior que não atende, tem que ver as gambiarras que fazem pro Office não dar pau ou o Excel não conflitar o relatório de “junho” com o de “agosto”, o Windows inventar de usar “Impressão segura” impedindo travando a impressora quando duas pessoas mandam arquivos ao mesmo tempo