Galera, o Flathub e o GNOME 50 resolveram baixar o espírito de “Super Nanny” e a coisa ficou sistemática. Se você usa Linux (Zorin, Mint, etc.), se liga nas mudanças de março de 2026:
O “Corta-Giro” de App: Sabe aquele VLC ou os joguinhos independentes? Agora eles estão vindo com “etiqueta de idade” (OARS) obrigatória. Se o sistema sentir cheiro de usuário menor de idade tentando abrir app de “gente grande”, o Flatpak nem dá partida. É block direto na API!
Cronômetro do Juízo Final: O novo controle parental agora conversa direto com o kernel. Acabou o tempo de tela? O sistema suspende o app no meio da jogatina ou do filme. Não adianta chorar pro pinguim!
VLC com “Filtro de Bons Costumes”: O reprodutor favorito da massa agora respeita o libmalcontent. Se o conteúdo for considerado “pesado” pro perfil do usuário, o app se recusa a rodar. O VLC virou o porteiro do prédio!
XDG Portals virou o “Olho de Tandera”: Os apps não podem mais sair salvando arquivo em qualquer pasta escondida pra burlar o controle. Agora tem que passar pelo “Portal”, que é tipo a alfândega: se não tiver permissão, não entra nem sai nada.
Resumo da ópera: O Linux deixou de ser “terra de ninguém” pra virar um condomínio fechado com monitoramento 24h. Se você é o administrador do sistema (o famoso “Pai de PET/Servidor”), agora você tem o poder absoluto de dar “shutdown” na diversão alheia com um clique.
Dica do mestre: Quer saber se seus apps já estão nessa pegada? Dá um flatpak update e reza pra não ver a tag content_rating bloqueando seu acesso!
Pois é pessoal, alguém mais ficou surpreso? Linux perdeu o sinônimo de liberdade?
Ja sou grandinho o bastante pra isso
Controle parental é bom, ainda mais nos dias de hoje que as empresas fazem vista grossa para conteudo de maior de idade, com menores na plataforma sem mais nem menos.
Ruim é ter seus dados roubados, acho que isso continua bem tranquilo no linux.
Alias, belo texto, famoso tragicômico!
É mais sem graça do que parece, o VLC (e todo app no Linux que se identifica como um app) tem um campo indicando a faixa etária recomendada, uma vez com o controle parental ativo (eu não sei qual é o do VLC, vou chutar 13) definindo 12 por exemplo, apps com 13 passam a não abrir, no entanto tem uma alternativa, o app pode se declarar livre para todas as idades, e vincular o libmalcontent, isso permite delegar ao próprio app essa decisão, aí o app passa a não depender de um “matador de apps” e vai poder exibir uma mensagem graciosa para o usuário ou só limitar funções internas por exemplo
Tenho sentimentos mistos acerca do uso indiscriminado de inteligência artificial para a construção de mensagens em um fórum como esse. Por um lado, é uma ferramenta poderosíssima para corrigir erros de digitação/ortografia, agregar vocabulário, sintetizar uma miríade de documentos em algo mais digerível, mas quando vejo um tópico como esse, que parece ter sido copiado diretamente do chat, colado aqui e publicado, dá uma certa desesperança na humanidade. Note que não estou fazendo juízo do autor do tópico, mas sim de como a ferramenta foi usada aqui.
Agora, sobre o tema do tópico em si, não vejo (nem aqui nem buscando internet afora) nenhum indício de que o Linux tenha “perdido o sinônimo de liberdade”. Ainda não vi nenhum movimento na direção das big techs (coleta massiva de dados, publicidade direcionada, features de IA enxotadas em todo e qualquer lugar onde for possível). Controle parental é algo estritamente necessário. Embora, talvez, o meu eu que criou a conta nesse fórum 7 anos atrás, com 13 anos, fosse desaprovar medidas como essa.
Uma criança em um computador, ainda mais um com acesso à internet, precisa de duas coisas fundamentais:
1 – Que os pais tenham como verificar o que a criança está fazendo;
2 – Que os pais tenham como controlar o que a criança pode ou não fazer.
Se todas as crianças tivessem isso, nem mesmo leis regulatórias sobre o assunto seriam necessárias.
Tenho certeza que é só passar as eleições que esse assunto MORRE.
Esse alarmismo surgiu da dúvida, que foi capturada e não é nada orgânico, no Twiiter/X o pessoal pegou essa pauta e fez post para ganhar engajamento/dinheiro, o Reddit virou uma rede de bots de tudo que assunto alarmistas.
As redes sociais perderam a parte social e virou algo politico totalmente disfarçado, nada orgânico, não é no Brasil, é o mundo que está assim, e no mundo todo exatamente igual. Estranhamente o alarmismo é maior quando algum governo cutuca as BigTechs…
Concordo. Eu errei na forma de comunicar. Quando surge uma mudança técnica real e importante (como a integração de uma biblioteca de controle no VLC), ela é ignorada ou ridicularizada porque o tom da notícia parece “apenas mais um surto da internet”. Me desculpem.
Se você tivesse anunciado como a mudança técnica eu concordaria com você, você fez o alarde de que devido a isso o linux perdeu a “Liberdade” Devido a uma ferramenta.
Linux/Opensource estão fazendo até agora a forma mais interessante disto, apenas dando as ferramentas para que se adeque as leis, não tem centralização de nada, não estão controlando nada, não estão citando regras, colocando somente as ferramentas para que quando encontrarmos a melhor forma de resolver esse embrolho, tudo está pronto.
Lembre-se que se não fosse as BigTechs enviando conteúdo inapropriado e impulsionado esses conteúdos, nada disso teria acontecido.
Sempre quando abordo esse assunto, gosto de Parabenizar a Equipe do Diolinux por não usar esse alarmismo para ganhar click.
Mas precisa ver como lidar com esses posts alarmistas que não trazem nada produtivo e só geram confusão.
Embora a integração de ferramentas de controle seja tecnicamente neutra, o risco reside na normalização de uma infraestrutura de bloqueio que pode ser sequestrada por regimes autoritários. Ao criar um mecanismo onde o software tem o “poder” de se recusar a rodar um arquivo, abrimos um precedente perigoso: o Estado pode assumir o controle dos metadados de classificação para rotular oposição política ou jornalismo como “conteúdo impróprio”, transformando o que era um filtro parental em uma ferramenta de censura sistêmica e invisível. No fim, a linha entre um “auxiliar de bons costumes” e um censor estatal é apenas quem detém a chave da configuração. Leia o título novamente. “?”
Isso já acontece sem essas ferramentas, Governos Autoritários estão ai, Russia, Coreia do Norte entre outros.
Como as bigtechs já fazem com o conteúdo que prejudicam a visão delas? AS bigtechs serem autoritárias e a gente viver num Tecnofeudalismo é tranquilo.
Então enquanto as Bigtechs conseguirem fazer você brigar por elas, defender oq elas querem, sem saber que é ela que controla o algoritimo que cita sua visão de mundo, sem querer que elas sejam mais abertas e mostrem seus algoritimos, estaremos brigando eu contra você, povo contra o povo, e continuaremos fazendo o que eles querem
Forte Abraço amigo, espero que encontre lucidez nesses assuntos.
Li, mas parece que você não entendeu, basicamente libmalcontent é uma biblioteca compartilhada
Você tem um app que tem restrição de idade, como eu repeti diversas vezes mandei documentação e afins, isso existe desde 2004
A Endless Mobile Inc (a do Endless OS) desenvolveu um controle de acesso leve chamado Malcontent (descontente descontente em inglês, mas isso é irrelevante), basicamente, uma vez ativo aplicativos que tem restrição de idade não podem ser aberto por usuário que não são sudo
O problema é a UX, simplesmente um erro aparece, isso não é a abordagem, aí o aplicativo foi dividido em 2:
malcontent-control que é a interface gráfica
libmalcontent que é a biblioteca que permite o programa se comunicar com o protocolo
Então programas que adicionam suporte a libmalcontent podem verificar se a restrição está ativa e ao invés de ser fechado pelo Malcontent pode limitar os recursos com base nas especificações
Ou seja você está falando de um recurso de 2019 para um sistema cujo objetivo é ser compartilhado com a família e de um programa que passou a suportar esse programa de forma a permitir um uso limitado através desse recurso ao invés de nem funcionar, em outras palavras um app que nem funcionava passou a funcionar de forma limitada
Entendi perfeitamente o seu ponto, Natanael.755. Obrigado por trazer o contexto histórico do Endless OS e a distinção entre o malcontent-control e a libmalcontent. Ficou claro que, tecnicamente, a biblioteca é uma melhoria de UX: em vez de o sistema ‘matar’ o processo do app de forma bruta, o app agora ‘conversa’ com o sistema para se adaptar. É uma solução elegante para um problema de uso compartilhado/familiar.
Onde eu quis chegar com a provocação do ‘porteiro’ não foi questionar a implementação técnica em si — que como você disse, é local e aberta — mas sim a normalização dessa infraestrutura de filtragem.
Ao tornarmos o OARS ‘obrigatório’ e a integração com bibliotecas de restrição o ‘padrão’, estamos criando uma prateleira pronta. Em um ambiente doméstico, é um escudo. Mas em uma distro de um regime autoritário, essa mesma ‘conversa amigável’ entre a lib e o app pode ser usada para que o software se recuse a exibir conteúdos que o classificou como ‘impróprios’.
Concordo que o mecanismo é legítimo e bem intencionado para o usuário final. Minha preocupação é que, ao darmos ‘inteligência moral’ ao software (fazendo-o decidir o que rodar com base em tags externas), criamos uma ferramenta que pode ser sequestrada por quem detém o controle dos metadados.
Valeu pelo choque de realidade técnica, ajuda a manter o debate nos trilhos!
Você é terminantemente contra a implementação de uma tecnologia de controle parental pelo fato de “poder ser usada por um regime autoritário”? Uma infraestrutura que permita algum bloqueio do tipo já existe há muito tempo. Qualquer sistema consegue bloquear apps, filtrar conteúdo, matar processos e controlar permissões. Um “governo autoritário” não precisa de OARS nem libmalcontent para censurar o que quiser. Pode acontecer em nível de kernel, pode acontecer no repositório de programas/firewall/DNS (impedir que um programa seja baixado). A tecnologia não cria essa possibilidade, ela já existe e é trivial.
Com esse novo modelo, o app decide se adere ou não à tecnologia, o comportamento da exibição ou não de conteúdo é explícito, auditável, ignorável e modificável (falamos de software livre aqui, afinal de contas). Pode parecer intuitivo tratar a implementação de uma tecnologia de filtragem como se fosse um “ataque à liberdade”, mas, se você chegou ao ponto de um sistema onde metadados são manipulados para censura, o problema não é essa biblioteca. É que o sistema inteiro já está comprometido. No mundo real, é assim que funciona um controle parental, e ele é necessário.
Uma distro de um regime utilitário não usaria Malcontent, Malcontent só afeta usuários fora dos grupos wheel, sudo e admin (depende da configuração do sistema)
Excelente ponto, Natanael.755. Você tocou na ferida técnica: se o adversário é um Estado autoritário, ele tem ferramentas muito mais brutas e eficazes (Kernel, DNS, Repositórios) do que uma biblioteca de UX para controle parental.
Minha ‘pulga atrás da orelha’ não é que a libmalcontent crie a capacidade de censura, mas sim que ela facilita a granularidade e a normalização do bloqueio de conteúdo dentro do espaço do usuário (user space). É a diferença entre um governo derrubar a internet (bruto) e um governo conseguir ‘pedir’ silenciosamente que o player esconda um frame ou vídeo específico via metadados (sutil).
Mas concordo totalmente com você: se chegamos ao ponto de metadados serem manipulados para fins políticos, o sistema já caiu faz tempo. O problema real é a integridade da cadeia de confiança, não a biblioteca de 2019.
Valeu pela aula sobre os grupos wheel/sudo e pela paciência em explicar a hierarquia do Malcontent. O debate serviu para separar o que é risco técnico real do que é preocupação filosófica de longo prazo.