Linux está com problemas sérios para o futuro

O linux precisa apenas (nesse aspecto) de apenas uma coisa:

Uma LSB real, LSB significa “Linux Standard Base” eles definem uma lista de pacotes que deveriam (sim “deveriam” porque ninguém respeita) estar presente em todas as distribuições voltadas pro desktop

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Conseguiu resolver o problema do keyring?

Natanael: não consegui.

Não sei, cara. Não consigo ver o Linux perdendo espaço. Vários projetos seguirão utilizando ele. Para o desktop até pode ser, mas nada impede de alguma distribuição se juntar com outra e se tornar mais forte. O negócio no final é o dinheiro que falta e nunca tem.

E nada impede também de se instalar algum BSD e usá-lo como desktop.

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Essa discussão vai longe, mas quero deixar a minha contribuição. Acredito que, se mudar o motor por baixo do capô, digo, os programas que fazem realmente o Linux funcionar, como os pacotes, programas de compilação e outros programas que não vemos funcionar mas que são importantes, o resto poderia ter muitas variantes. Exemplo: decidir por qual formato de pacotes será utilizado pelas grandes distros. O deb tem maior relevância? Tem mais capilaridade? Utilize-se o deb, então. As grandes distros gostam mais do flatpak, em detrimento ao snap e appimage? Utilize-se o flatpak, então. E as pequenas distros? Continuarão existindo, utilizando o que vem na cabeça. Mas a consequência disso é que continuarão pequenas, e terão relevância sim, pois tem muita gente boa trabalhando nelas. Espero que isso não demore muito a acontecer. Realmente fica difícil tanta ramificação.

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Rapaz, eu também pensava assim e de certa forma você está certo, mas conversando com uma pessoa aqui eu vi que há diferenças importantes por conta de patches, o que por exemplo dificulta a implantação de aceleração por hardware no Firefox. Dê uma lida na minha conversa com o drakofrost: Distro para CPU single core

“Tosvaldo” falou sobre uma padronização debaixo do capô! Ninguém pregou o Gnome (ou KDE) como interface padrão do “Linus” - galera tá lendo uma coisa, mas entendendo outra :sweat_smile:.

Acho que deveria haver apenas um formato de instalação no Linux… Se o Flatpak for escolhido; que se elimine os demais (.deb, .rpm, .appimage, .snappy, tag.xz e etc.). Particularmente, adotaria um formato mais original… .tux :penguin:.

Há uma grande necessidade por modularidade efetiva no Linux… permitindo mexer no chassi do sistema, sem quebrá-lo e prejudicá-lo na performace. Ao se liberar novas versões do Kernel, Mesa 3D e Drivers de GPU; estas deveriam ser instaladas imediatamente. Vejo muitas distribuições - por exemplo, quando se fala do kernel - usando versões antiga por “incompatibilidade” ou por simples desinteresse na atualização.

Para o usuário comum, a única padronização visivel seria a loja… haveria uma loja universal (Flathub é você?). Se as distribuições pretendem reter parte da venda dos aplicativos pagos; a própria loja universal conseguiria identificar qual sistema vendeu determinada aplicação, e repasse porcentagem da venda para a distribuição.

Pode parecer uma visão utópica… Mas é possível se aproximar dela.

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Ah, nesse caso não é padronização de uma distro mas daquilo que vem em cada distro, eu acho interessante a existência de um padrão Linux parecido com o POSIX (que a maioria das distros já segue) mas expandido pra cobrir itens além de libs C e APIs low-level, nesse caso o formato de pacotes se tornaria ainda mais irrelevante e a portabilidade seria bem mais fácil, a LSB tenta fazer isso mas a maioria das distros, apesar de até terem boa parte das exigências, não são certificadas.
Atualmente eu acho que dá pra assumir certas coisas pro desenvolvimento, tipo que o X11 e os drivers Mesa vão estar em toda distro, e focar nelas, eu posso não ser um especialista em computação gráfica mas eu tenho quase certeza que a comunicação com os drivers é totalmente abstraída e, de maneira geral vc não precisa se preocupar com quais estão sendo usados, o que rola com o Firefox é que algumas implementações tinham problemas com WebGL, então por razões de segurança eles tiveram que bloquear por padrão, atualmente esse problema não existe mais, então sinceramente não sei pq ainda não é ativado por padrão, mas vc pode ativar se quiser.

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Pelo amor, se flatpak for escolhido e não tiver alternativas não vai fazer muito sentido desenvolver para Linux, boa parte dos pacotes Flatpak foram feitos por entusiastas do formato, os desenvolvedores estão correndo dele

Foi apenas um exemplo. Particularmente, rejeito o Flatpak como se apresenta. Esse formato precisa evoluir muito!

O Flatpak parece ter uma aceitação maior entre variadas distribuições. Enquanto o Snappy, visa apenas o Ubuntu e ecossistema… Já me falaram, que formato da Canonical faz alteração diretamente no systemd - que parece ser algo extremamente negativo (não sei explicar corretamente, apenas estou repassando o que me foi relatado).

Se o Flatpak carregar corretamente os temas e deixar de “ocupar metade do HD” com poucos programas… Dá para começar a pensar na adoção. Atualmente, é um quebra galho.

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Esse tópico é o famoso “tempestade em copo d’água”, quem acompanha o Linux desde o início sabe que o sistema está em seu auge. Todos os 500 super computadores do top 500 rodam Linux, a internet roda quase que exclusivamente sobre Linux, existem mais de 2 bilhões de dispositivos Android no mercado, Chromebooks também vão muito bem nos EUA, e nunca houveram tantos usuários de desktop rodando Linux quanto agora. Nos últimos anos o Linux dobrou sua base de usuários no desktop, indo de 1.5% para 3%, pode parecer pouco percentualmente, mas isso representa milhões de usuários. O Linux também vai muito bem no mercado de jogos, com mais de 5 mil títulos nativos e mais alguns milhares que podem ser executados através do Proton, sem contar o Google Stadia, que rodará sobre o Linux, o que provavelmente aumentará a base de jogos baseados em Vulkan.

Enfim, o Linux vai muito bem, obrigado.

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É a minha opinião, também.
Acho que a diversidade é bem vinda. A locomotiva continuará sendo as grandes companhias (Red Hat, Suse, Canonical) e as outras virão no vácuo. O Deepin está se preparando para atacar forte o mercado corporativo e, em se tratando de China, “forte” significa “FORTE”. :rofl:
Várias implementações da comunidade livre serão adotadas por elas (como já aconteceu algumas vezes) e terão vida longa. Outras, cairão no esquecimento.
E, para a grande maioria dos meros usuários mortais, no fundo, o que importa é a interface gráfica e a facilidade de encontrar e instalar aplicativos. O formato pouco importa, desde que seja fácil.
Projetos como Cinnamon, DDE, Budgie serão sempre bem vindos. KDE e GNOME estão consolidados e continuarão evoluindo. Os outros, se tiverem grana impulsionando e “mercado consumidor” - ou seja, usuários usando - irão adiante. Caso contrário, ficarão restritos a um pequeno nicho por um tempo até desaparecerem.

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Empresas sempre preferem vender os seus hardwares com suas próprias soluções de software mesmo se elas forem ruins, vocês acham que uma ASUS e Razer da vida vão preferir vender um PC Gamer com chormeOS ou uma versão própria de SO Linux ou BSD com suas soluções proprietárias de software que façam coisas como optimização de software e overclocking automático? tentaram até com o linux que não da pra fazer devido a limitação de se alterar o sistema, quem nunca viu o Razer game booster que não funciona por que o windows reabre os processos finalizados.

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eles zoam o próprio andoid pra criarem sua próprio SO a partir do android, imagine desktop ou notebook que tão sempre tentando te empurrar algum soft ruim ou as vezes bons junto com os equipamentos mesmo sendo um note de 1k, a resposta é meio obvia, alem do mais, mesmo a google sendo parceira do OpenSource ela ainda limita seus sistemas, por exemplo não permitindo seus servições oficialmente em qualquer aparelho, google nunca deixaria os serviços do Chrome OS rodarem oficialmente em aparelho chines sem licença.

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Eleger um pacote principal:

A mais óbvia seria escolher um pacote universal, como Flatpak, AppImage, SNAP e outros.
Na verdade, eu acho que o melhor seria fazer um sistema de ports universal, similar ao FreeBSD. Ouvi dizer que o Gentoo tem algo parecido, mas não posso confirmar.

Gosto dessas considerações do Slackjeff ─ que é um otimista quanto ao Linux para desktop.

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Concordo com quem afirma que o Linux desktop evoluiu muito ─ de fato, temos hoje ótimas opções.

Claro que as distros “amigáveis” coexistem com as “difíceis”; mas isso não é problema. As “amigáveis” ficam com os usuários em geral e as “difíceis” com o público de nichos. Isso funciona para uma série de atividades e negócios.

A questão é faltar patrocinadores realmente interessados em desktop.

Como bem sabemos, os motores econômicos do Linux, hoje, têm foco em servidores, e eu acho que têm de valorizar isso mesmo. Mas o que não falta é projeto nascido nos negócios principais e que termina dominando outros nichos. Linux desktop está na carência de algo assim, um pessoal ousado e, literalmente, pagando para ver.

Se Chromebooks e Android forem o futuro do Linux, então sinto que provavelmente Linux não estará em meus planos pessoais no futuro. Pelo menos se Android e ChromeOS forem mais ou menos o que são hoje.

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Certamente não serão só eles. A graça do open source é que haverá, nalgum canto, alguma comunidade fazendo algo diferente.
É certo que Chromebooks e Android usam kernel Linux porque no momento é conveniente. Mas se algum dia deixar de ser, o Google tira sem dó nem piedade.

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Acho graça do pessoal que considera um pecado a distro ser amigável, cheia de configurações prévias, com janela de boas vindas e dicas de configuração e uso etc.

É o pessoal do nicho. Merece Arch, Gentoo, Void etc.

Como bem pontuou o Slackjeff no vídeo aí: usuário comum quer facilidade e solução.

Deveria ser óbvio.

Uma distro pronta para a popularização será aquela que deixar a configuração e o uso do computador quase todos por interface gráfica, tiver boas vindas e sistema de dicas, loja de software e, talvez o mais importante, um meio fácil de rodar programas compatíveis com Windows.

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