Ladybird fecha contribuições públicas e endurece o desenvolvimento

Pelo excesso de contribuições duvidosas e para proteger seu núcleo de infiltrações, o navegador Ladybird não está mais aceitando contribuições públicas. Mas isso não significa que deixou de ser open source.

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Honestamente não vejo porque reinventar a roda desse jeito. Imagina se alguém aparece e falasse assim: vou construir um carro do zero, desenvolvendo cada parte dele do zero, para competir com os outros, ao invés de pegar os projetos que já existem e fazer um. Seria taxado de louco. Não sei se meu exemplo ficou bom, mas o quero dizer é que não vejo razão de existir desse projeto. Eles vão demorar muito tempo para chegar aonde Chromium e Firefox, qual a utilidade disso?

Implementações diversas permitem você saber se você não está se amarrando por sutilezas a um fornecedor específico. Além disso, permitem experimentar com decisões técnicas muito diferentes e ver o resultado.

Na analogia do carro, é fazer um carro com design do motor diferente, ou com um tipo de combustível diferente para ter certeza que estará bem se o seu fornecedor atual tiver problemas/subir o preço/instituir cláusulas abusivas no contrato/etc.


Dito isso, também acho o Ladybird uma loucura. Os padrões formais da Web são maiores que vários padrões para se fazer um sistema operacional combinados, e houve tantos “efeitos gargalo” de monoculturas (Chromium/Blink atualmente, e Internet Explorer no passado) que qualquer novo “player” tem que simular sutilezas deles se quiser rodar vários sites do mundo real.

Somado a isso, a maior parte dos sites são comerciais; na maioria das vezes a única prioridade é ser chamativo e funcionar o quanto antes nas plataformas mais comuns.

Pelo menos o time do Ladybird tem dois patrocinadores com bolsos gordos (Cloudflare e Shopify) para ajudar nessa tarefa, que, ao menos por enquanto, estão fechados com a visão do projeto de não ter os “recursos hostis ao usuário” do Chrome/Firefox originais.

Seria inteligente da parte deles se fizessem um fork da base do Chromium e a desenvolvesse independente do Google. Aí teria um diferencial interessante.

Já há vários browsers, especiamente os focados em usuários avançados, que fazem mais ou menos isso, só não anunciaram e deram nome ao fork. Por exemplo, Vivaldi e Brave mantendo suporte a extensões Manifest v2.

Nenhum deles consegue desenvolver muitas características técnicas próprias; no geral puxam o código do projeto original de tempos em tempos e refazem pontualmente as pequenas mudanças, porque trabalhar em cima de um projeto pré-existente monstruoso e cheio de interações entre seus componentes desenvolvidas ao longo dos anos é muito complexo.

Iria ser um “pra quê o esforço?” do mesmo jeito, e sem a possibilidade de responder sinceramente “estamos testando um novo jeito de seguir o padrão, para manter a diversidade e diminuir a complexidade de fazer mudanças no código” que é a proposta do Ladybird (e outros projetos alternativos aparentemente sem propósito).

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A ideia do ladybird é ter um browser com uma caracteritica que nenhum conseguiu após quase 40 anos de tentativa: uma sandbox de memória segura por design a ideia é inverter a lógica:

Umagine que a memória é uma caixa d’água:

  • O modelo atual é caçar furos na caixa e tapar o mais rápido possível

  • O do Ladybird é ter uma caixa hermeticamente fechada e abrir furos conforme o necessário

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