KDE recebe mais de €1 milhão para investir em infraestrutura crítica do desktop Linux

Um dos maiores aportes do fundo europeu para software crítico foi para o KDE. Entenda a motivação para esse investimento e quais são os planos do KDE para ele!

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Creio que o projeto KDE nunca esteve em tamanha evidência quanto hoje…

  • Steam Deck (SteamOS);
  • Steam Machines (SteamOS);
  • Bazzite;
  • Fedora KDE (elevado ao mesmo patamar da versão Workstation);
  • Fedora Asahi Remix (versão do Fedora para dispositivos Apple);
  • KDE Linux (em pleno desenvolvimento);

E agora temos mais um baita investimento no projeto!

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sem dinheiro - e dos grandes - nada feito. acabou-se os tempos em que se colaborava “nos tempos livres, nos finais de semana”. ou tem grana ou o pinguim não sai do lugar.

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Mas sempre foi assim. Tanto o Linux como kernel quanto tudo que permeia a nossa experiência no desktop Linux só existe como é por investimento pesado – seja das empresas que usam essas tecnologias ou das que esperavam ganhar algo com isso. O progresso só na base da colaboração livre é lento e desorganizado, no geral. Um ótimo exemplo é a situação dos jogos no Linux. Se você tira a Valve da equação, a gente continuaria sem muita coisa.

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Existe muitos que colaboram, as vezes sozinho, no desenvolvimento ou manutenção de projetos. A questão é que hoje tudo carece de agilidade, e depender de pessoas que não tem dedicação exclusiva, não dá mais. E a única maneira de alguém abdicar-se de um trabalho fixo remunerado pra ser desenvolvedor exclusivo de um projeto é sendo remunerado.

O KDE Neon pelo que sei está com um só “guerreiro”, visto que a grande maioria dos desenvolvedores do KDE partiram pro projeto do KDE Linux ou Fedora, e dado a falta de desenvolvedores é um projeto que dá todos sinais de um término não tão distante. E é por isso que nunca podemos depender de um só ou de uma equipe pequena de entusiastas, pois se um dia essa pessoa desistir do projeto, ele simplesmente acaba.

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o que eu digo é que acabaram os tempos romanticos do “trabalho colaborativo no final de semana”. agora o financiamento passa a ser central. a valve é um caso clássico. a red hat, outro. se esta focasse apenas no desktop, onde estaria hoje? por que não existe futuro pra uma distro linux baseando-se apenas em doação individual e trabalho colaborativo.

e tem outro lado: se o KDE recebeu 1,X milhão de euros é pq tem peso estratégico em governos e empresas, além de estar no foco da tão propalada “autonomia digital”. isso é bom.

falta conseguir um sistema de financiamento tão fácil quando é do google, onde vc compra um app em moeda local no proprio app. assim poderemos financiar o trabalho de desenvolvimento de distros/apps menores.

e digo também que distro “grátis” não tem futuro, fora de nicho. facilitando o pagamento, como no google, vc pode doar - por exemplo - 1 trump mensalmante e sua distro contratar uma equipe mínima para trabalhar.

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Nate fala sobre o desafios e sobre a empresa “Tech Paladin” , e do apoio da Valve e de outras empresas no desenvolvimento do Plasma e do projeto KDE.

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