KDE Plasma quer deixar a experiência de sua interface mais amigável para usuários novatos

Testei hoje, e não vi diferença – mas agora estou usando um 6 x i5-9400 com 16 GB RAM. – Só que, continuo mantendo os hábitos de “frugalidade” que aprendi naquela época. Meu PC hoje tem menos de 2 anos, mas logo terá 7 anos, 10 anos… Pra quê adquirir maus hábitos de gastança? Afinal, acho que o Modo de Visão em Ícones é o mais simples e prático. Não gosto do modo Barra Lateral, acho muito confuso. Odeio precisar rolar a Lateral para baixo.

O que eu vejo, é o KDE em 2º lugar nas preferências gerais:

Acima - Num sub/reddit Debian, tipo Gnome 4 x 3 KDE… 2 Xfce etc.

Acima - Num r/Fedora, Gnome 7 x 2 KDE, e o resto comendo poeira.

Acima - Num tal de r/LinuxMasterRace, KDE 3 x 2 Gnome.

Acima - Num r/Arch, KDE 8 x 7 Gnome.

Acima - Em outra pesquisa r/Debian, tipo Gnome 4 x 3 KDE – e o Xfce chegando perto.

É muita gente escolhendo KDE – a 2ª DE mais votada, em números bem próximos aos do Gnome.

Sou meio cego para bugs visuais.

Eu tinha um alicate mais bonito, outro mais feio porém maior – e sempre escolhi conforme o tamanho da peça que eu precisava pegar com firmeza.

Agora, o isolante do alicate bonitinho arrebentou, o metal ficou exposto – e nunca mais vou usá-lo para lidar com fiação elétrica… por motivos racionais, não por feiura. – Mas ainda não vi motivo para comprar um terceiro alicate.

Me parece que esse “auge” recente do KDE foi bastante impulsionado por 1 mudança mínima, quase imperceptível, +/- em 2016 – e que levou vários anos para tomar conta do “inconsciente coletivo”.

Até +/- 2016, o KDE tinha uma fama terrível de pesadão, bloatware, o escambau – a meu ver por causa do PIM (Personal Information Management), que era instalado por padrão (p.ex., no Kubuntu), sem nenhuma pergunta, que eu me lembre.

Foi aí que vi uma dica de “remover o PIM” – removi do Kubuntu – e o uso inicial de Memória RAM caiu de 800 MiB para 400 MiB!

O KDE Neon era novidade – começou provisoriamente sobre Buntu LTS 14.04, a título de experiência – e logo apresentou sua versão com base-Buntu LTS 16.04 Xenial Xerus.

Instalei – usava pouca RAM – e logo descobri que não veio com o PIM, por padrão.

Era produto dos ex-criadores / desenvolvedores do Kubuntu, foi lançado com aval da própria KDE e.V., como uma vitrine – e não instalava o PIM, não sugeria o PIM, nem falava sequer que existia um tal de PIM. – Ainda andava +/- em 50º lugar nos hits do Distrowatch; e ainda demorou para ir subindo, aos poucos. Demorou a conquistar confiança e fazer sucesso.

Pouco depois, o instalador do Kubuntu passou a oferecer a opção de um KDE mais “enxuto” – também sem nenhuma explicação, que eu tenha visto.

Acho que a maioria das pessoas nunca percebeu a diferença. – Imagino que a maioria continuou instalando o Kubuntu com o KDE “Full” (pra não ter trabalho depois). – O Debian continuou instalando o KDE “Full”, com o PIM totalmente ativado (até hoje!), o Fedora e o openSUSE, também. Em suma, nenhum impacto visível, “na prática”, na vida das pessoas.

Só que, mais e mais pessoas passaram a combater, nos fóruns, a noção generalizada de que o KDE fosse pesadão. – Mais e mais pessoas começaram a mostrar prints de baixo uso de Memória RAM pelo KDE.

Demorou algum tempo – 2 ou 3 anos? – mas aos poucos, os novatos pararam de ouvir coisas assustadoras, tipo, que o KDE fosse pesadão, ou que “fuja do KDE”… E quando alguém dizia, sempre aparecia outro, mostrando provas de que não era. De que era mais leve do que o Cinnamon etc.

Nessa época, eu já tinha parado de pesquisar e ler artigos comparativos de uso de RAM pelas DEs – mas pelas conversas em vários fóruns, percebi que essa nova visão do KDE “leve” foi sendo percebida e noticiada, ano após ano.

Minha conclusão é de que “nada mudou”, nas principais distros – as que traziam KDE leve, continuaram trazendo; e as que traziam KDE pesadão, tambémm não mudaram nada! – assim como nada (ou pouco) mudou na vida prática da maioria das pessoas:

Acima - Debian testing instalado semanas atrás, pela ISO Net-Install, usando a única opção de KDE do Tasksel: – 17 processos PIM em execução, sem eu ter pedido, nem ter aberto nada que precise disso (KMail, KAddressBook, KNotes…).

Até onde pude perceber, o que mudou foi a percepção de algumas pessoas mais “ligadas” – bem como, a percepção de alguns sites e blogs – e aos poucos, os novatos (e os distraídos) deixaram de receber avisos tenebrosos, e passaram a receber recomendações favoráveis ao KDE.

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