O KaOS é uma distribuição Linux independente, criada do zero, que se destaca por seu foco exclusivo no ambiente de desktop KDE Plasma e nas bibliotecas Qt. Diferente de muitas outras distribuições, ela não se baseia em projetos maiores como Debian ou Arch Linux, mas construído do zero, usando um conjunto de ferramentas personalizadas e repositórios próprios.
Seu principal objetivo é oferecer uma experiência de usuário moderna e coesa, integrando as últimas versões do KDE Plasma e das bibliotecas Qt. É uma distribuição rolling-release, ou seja, os usuários recebem atualizações contínuas, em vez de reinstalar tudo a cada nova versão.
Recentemente, o KaOS tem enfatizado a transição para o Qt6, abandonando gradualmente o suporte a versões mais antigas do Qt e dando aos usuários a tecnologia mais recente e otimizada do KDE. Mas o “adeus” não foi de vez. As bibliotecas da versão 5 ainda está nos repositórios para compatibilidade com aplicações legadas, embora os Frameworks KDE baseados em Qt5 não sejam mais suportados.
Com esse passo, os desenvolvedores pretendem oferecer uma experiência de usuário moderna e coesa, integrando as últimas versões do KDE Plasma e das bibliotecas Qt.
As novidades
A instalação padrão basedia-se exclusivamente na Qt6, com a maioria das aplicações-chave já migradas para versões compatíveis desta versão e o ambiente de desktop KDE Plasma 6.4.3, que traz várias melhorias no desempenho geral do sistema.
Os usuários podem atribuir diferentes layouts de mosaico (tiling) a cada área de trabalho virtual, oferecendo maior flexibilidade na organização das janelas. Melhorias na acessibilidade, especialmente ao usar o Wayland como servidor gráfico. Uma visualização aprimorada do progresso de transferência de arquivos, com um novo gráfico de velocidade.
O Spectacle, a ferramenta de captura de tela, agora oferece uma qualidade de gravação de tela significativamente melhor, especialmente com WebM e em monitores com dimensionamento fracionário. Há um suporte inicial para um gerenciador de login baseado em Plasma que visa substituir o SDDM, embora ainda não esteja habilitado por padrão.
O suporte ao XFS foi aprimorado, com CRC e finobt habilitados por padrão, visando melhorar o desempenho e a confiabilidade, especialmente na integridade de metadados e recuperação de falhas. O tema padrão Midna recebeu atualizações visuais.