Isso é o que acontece quando você clica em "instalar" numa loja de apps do Linux!

Poucas coisas são tão simples quanto instalar um aplicativo por uma das populares lojas presentes em distros Linux. Mas por trás de toda essa simplicidade, vários processos são realizados e, se em algum momento algo der errado, conhecê-los pode te ajudar a encontrar uma solução.

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Qualquer distro que eu uso, eu sempre instalo o Synaptic nela. Quando eu comecei a usar Ubuntu, não tinha loja de Apps, era só pelo Synaptic, Terminal ou baixar os arquivos .deb pra instalar.

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o alfredo kojima criou o synaptic pro conectiva, uma interface do apt para pacotes rpm, já que o apt era para deb e não tinha interface gráfica.

inventaram um monte de interfaces, até hoje, mas nenhuma delas superou o synaptic, na minha opinião. ela te dá uma granularidade na instalação que nenhuma outra consegue.

um excelente app que até hoje mostra sua utilidade!

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Na verdade…

… ele criou o apt-rpm, porque o rpm era uma droga – e parece que ainda é: – Não trata das dependências.

O dpkg do Debian, também não era muito prático, pois instala – mas não busca os pacotes. – Por isso, criaram o apt = Advanced Package Tool, que usa o dpkg e faz as coisas que o dpkg não faz.

(Estou falando por alto, porque realmente não tive coragem de tentar instalar o Linux, na época em que o usuário tinha de enfrentar o rolo das dependências e tudo mais).

O Alfredo Kojima fez o apt-rpm, exatamente para suprir as lacunas do rpm, tornando o processo de instalação / atualização / remoção mais “amigável” para o usuário, em relação ao que existia antes.

Em seguida, ele criou o Synaptic, que é exatamente o apt – só que em forma de cliques numa interface GUI. – Ele faz o que o apt faz, e nada mais, nem nada menos.

Hoje em dia, eu uso algumas poucas funções do rpm – para salvar a lista de todos os pacotes instalados no sistema:

rpm -qa --last > lista-cronologica.txt
rpm -qa | sort > lista-alfabetica.txt

Um dia desses, tentando me livrar de uma notificação chata que vivia aparecendo no Painel, acabei seguindo uma receita dada por um veterano, no Fórum do PCLinuxOS – e que ninguém tinha reclamado, nem contestado, durante vários dias:

# rpm -e simple-update-notificer

Esse comando “erase” (apaga) o pacote. Só isso.

Depois disso, fiquei 3 semanas sem consegui atualizar / instalar / remover nada pelo dnf, nem pelo GUI “DNF Package Manager”. – Não conseguia, nem, baixar informações dos repositórios – embora as configurações estivessem absolutamente iguais às de outra instalação, que estava funcionando normalmente.

Aprendi o significado de uma frase que li por aí, nesses dias: – “O rpm era um inferno”.

Por fim, resolvi tentar o óbvio: – Usar o apt-rpm – e funcionou perfeitamente:

# apt update
# apt upgrade

Depois disso, tratei de instalar o Synaptic por lá, também.

Em outra instalação, onde não usei o tal “rpm -e”, o dnf continua funcionando normalmente.

Outra coisa que aprendi, é que quase não se encontram tutoriais para lidar com o comando rpm – muito menos, algum usuário, para dar ajuda.

Enfim, isso diz muito sobre a “modularidade” dos tempos antigos: – O dpkg e o rpm têm suas funções – limitadas, porém sólidas.

O apt, o apt-rpm, o dnf, zypper, urpm(i,e,q), yum etc. acrescentam capacidades adicionais – sem repetir o dpkg ou o rpm.

E o Synaptic é só uma GUI para o apt – sem tirar, nem por.

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O Gerenciador de Pacotes é a base, e é ele que faz diferença entre as distribuições, com um título.