O grupo de mídia norte-americano Penske Media, responsável por veículos como Rolling Stone e The Hollywood Reporter, entrou com uma ação judicial contra o Google. A empresa alega que os resumos de inteligência artificial exibidos no topo das páginas de busca utilizam indevidamente conteúdos jornalísticos, contribuindo para a queda de audiência de seus sites.
De acordo com a reportagem, trata-se do primeiro grande conglomerado de mídia a questionar judicialmente o uso de seu material pela big tech nos Estados Unidos. Antes disso, o Google já havia enfrentado processos movidos pela empresa de educação online Chegg e por um jornal regional do Arkansas.
A Penske afirma que cerca de 20% dos resultados de busca que incluem links para seus veículos já exibem os resumos feitos por IA, o que teria impacto direto no tráfego dos sites. A companhia também aponta uma redução de mais de 30% em suas receitas com links afiliados desde o fim de 2024, resultado da queda no número de cliques originados das pesquisas. Segundo o grupo, com as respostas resumidas, os usuários tendem a não acessar as páginas originais.
Levantamento do Poder360, com base em dados da plataforma Similarweb, reforça essa percepção: o tráfego orgânico para sites de notícias recuou 26% desde o lançamento do AI Overviews, como foi batizada a ferramenta de resumos do Google. Além disso, a proporção de buscas que não geram cliques nos links aumentou de 56% para 69% em um ano.
O grande problema do ser humano é não querer evoluir.
Nesse caso em específico se o resumo fez ele perder relevância, significa que o conteúdo é ruim ou para o usuário não a nada a mais agregado no site deles, e o resumo ja é suficiente.
Ia veio e vai dominar tudo que ela puder, as pessoas como eu devem saber ser flexiveis e tentar se moldar a esse futuro.
Canais de noticias que vejo tentam dar a noticia e a sua visão entao eu continuo vendo eles e nao o resumo porque a opiniãoe o contexto é mais importante que o resumo.
Vejo que um lado do nosso mundo mais antigo e não digo isso por idade, estão se agarrando ao passado e odiando o futuro.
Mas como milhares de profissionais no passado, tudo muda e quem não muda junto fica para traz se lamentando e processando.
Eu prefiro pesquisar na ia do que no google.
Porque? Porque a ia me da o que quero sem me obrigar a ver 500 anuncios e paywalls que não quero.
Analisei como os veículos Nexo Jornal e Revista Azminas, usavam inteligências computacionais.
No fim, o resultado foi muito “peculiar”. A Nexo Jornal usava para conteúdo de info entretenimento, já Azminas usavam um robô que copiava do Congresso brasileiro e escrevia matérias técnicas no site enquanto a equipe fazia artigos mais ideológicos sobre o universo feminista (sem fundamentos cabais; apenas interesse literário do seu público).
No final, os veículos amam usar tecnologia à seu favor, mas não gostam quando é ao contrário.
Se fosse assim que funciona seria bom e ninguém reclamaria
O problema desses resumos não é apenas pegar parte do conteúdo, o Google Snippets já fazia isso e não tinha redução de tráfego, o problema é alterar a essência do conteúdo e as vezes, de forma assustadoramente comum passar uma informação errada associando ao site, ou seja a IA descredibiliza os sites e como se não bastasse, o resumo nada mais é que um robô que não gera receita exibindo o conteúdo numa página que não repassa o conteúdo, é mais ou menos como se eu pegasse os vídeos que o @Dio posta reedita-se e posta-se com a diferença que pra acessar o Diolinux a pessoa tivessem que ver a minha edição antes, ainda que o conteúdo original seja melhor, a pessoa não vai ter motivo ou mesmo paciência pra ver o conteúdo
É muito fácil julgar e perceber o mundo através da nossa própria visão, então fica fácil aproveitar o que é bom para gente e sequer pensar nas consequências das ações, ou ainda achar que depois a gente vê, ou que certamente há gente preocupada com isso (que não sou eu).
O relato do @danielmwx é bastante esclarecedor quanto à posição do cidadão médio, tanto que a queda de acessos em sites é notória, enquanto o aumento de acessos por robôs é também significativa.
Já as implicações dessas mudanças são pouco debatidas. Já vi notícias sobre aumento do custo de hospedagem de alguns sites pelo bombardeio de acessos robóticos de IA, especialmente o perplexity. Por outro lado há redução do acesso humano, aquele que se converteria em dinheiro pelas propagandas e rastreamento tão comuns nos sites.
Deixando de pensar como usuário e pensando como o veículo de mídia, fica claro que a mudança de paradigma vem a estreitar ainda mais a faixa de lucro, principalmente pelo “man in the middle” da IA. Ou seja, os ganhos desses veículos estão sendo drenados por esses intermediários.
Ocorre então uma mudança do ponto de equilíbrio: anteriormente a pesquisa era uma ponte para os veículos. Atualmente é uma represa. Se não houver um cuidado, pode ser que esse equilíbrio se quebre e os veículos de produção de conteúdo parem, ou diminuam tanto sua produção, que vai impactar os resultados produzidos pelas IA. No limite, os sites fecham seu conteúdo para usuários registrados (e talvez pagantes?) e a IA fica sem acesso, sem poder dar o resultado que o usuário deseja. Resultado prático pro usuário é que não haverá ferramenta de pesquisa, ou haverá ferramentas de pesquisas diferentes para cada conglomerado de notícias, acessível somente mediante registro e/ou pagamento. Liberando um pouco mais a imaginação, a informação grátis será apenas a de baixa qualidade gerada pelas mídias sociais através de relatos de usuários com baixo comprometimento com a verdade (ou robôs de manipulação da opinião pública).
A solução? Eu não tenho nenhuma fácil em mente, mas só de olhar com binóculos para frente dá pra ver que o tempo está fechando… Talvez construir um caminho alternativo?
Amigos sinto que me cometário tenha passado a informação errada, sou web designer e vivi bem graças a Deus dos meus sites por muitos anos.
Hoje tive que me reinventar porque basicamente o celular e os apps acabaram com minha fonte de renda.
Eu não consegui entender a mudança a tempo e até relutei a acreditar que “celular” era algo que viria para tomar o lugar do computador. Hoje pareço louco mas em uma epoca antes do primeiro iphone eu parecia ter razão.
Hoje vejo a I.A. como o celular na época, e estou tentando ser mais flexível a essa mudança, porque quando lutei contra vi meu trabalho de muitos anos desaparecer em questão de meses.
Entendam, meu relato é mais focado em minha experiência, quando tentei lutar contra a tecnologia fui de uma vida prazerosa a zero muito rapidamente. Hoje estou bem novamente mas foram anos perdidos por ser cabeça dura rsrs
Agora sobre a questão da ia matar os sites. Eu acho que o ads pagando o que paga hoje em dia ja matou muitos sites a ia foi só a última gota de um movimento que começou com o celular, as redes sociais, apps e agora a ia
Hoje não existem mais blogs, só perfis em redes sociais com coisas cada vez menos interessantes e muita dancinha sem motivo (acho que estou ficando velho por esse comentário rsrs)
Olha se reinventar? A transição foi aceitar que responsividade deveria ser levada em conta, agora com IA o que algo deve ser levado em conta pra não ser atropelado?
É importante ressaltar Ads ≠ AdSense, AdSense nunca pagou realmente bem, já Ads ainda hoje paga muito bem, determinadas áreas até mais que antes, um exemplo de Ads é esse POST do Diolinux
Vc está falando isso numa plataforma que é um puxadinho de um blog… Complica
Vamos comparar, a mudança de mercado foi forçar desenvolvedores a pensar em responsividade… E agora? Bloqueio de IP e user agent? Parar de produzir conteúdo? Trabalhar de graça? Sabotar as IAs?
Como o assunto é inteligência artificial, queria tirar uma dúvida. Existe algum problema em gerar artes por IA? Pergunto porque atualmente tenho gerado artes bem bonitas pelo Gemini comecei a compartilhar no X.com. A última que compartilhei viralizou e recebi algumas críticas como “é desrespeitoso com artistas de verdade gerar conteúdo assim”, ou “artes por IA usam arte de artistas reais, é um desrespeito com eles”. Queria saber se realmente é tudo isso.
Eu entendo sua perspectiva, acho relativamente saudável ter uma visão mais direcionada para a procura de oportunidade em momentos de incerteza, em vez de se jogar num “niilismo negativo” quanto as novas coisas. Eu só diria para as pessoas também buscarem evitar uma visão “maximalista otimista”, de que IA vai ser oportunidade para a maioria das coisas.
Esse é realmente um tipo de uso delicado e difícil de definir o que é certo ou não.
Como alguém que desenha e pinta por passatempo, eu pessoalmente não tenho interesse em gerar imagens com IA, por não ver como arte geralmente, nem achar efetivo para atingir o que eu busco com desenho e pintura, mas eu não me incomodaria se estivessem usando trabalhos meus, desde que não fosse para desvirtuar a obra ou atacar terceiros.
Eu também entendo o ponto de vista de artistas que gostariam que suas obras não fossem usadas para gerar conteúdo de IA. Se fosse eu gerando as imagens, eu deixaria claro que foram feitas via prompt com IA, e se um artista me pedisse para remover algo que claramente é uma referência direta a trabalhos dele, eu removeria.
Obrigado pela resposta esclarecedora. As artes que eu gerei são puramente cenas românticas de personagens que gosto muito. Não gerei com intuito de atacar alguém ou coisa parecida. E em todos os meus posts, sou bem transparente.
Compreendo, e foi o que imaginei. Na minha visão, isso se encaixa como fan-art, eu recomendaria buscar qual são geralmente as “boas etiquetas” quando se trata de postar fan-art.
Geralmente com imagens geradas por IA, o que mais me preocupa são pessoas tentando passar por um artista X ou mentindo sobre suas capacidades. Outro ponto que percebi é a desvirtuação de plataformas como deviantArt, que está perdendo o sentido de ser com tanto conteúdo de IA mal classificado inundando a plataforma.
O ser humano é muito bom em pegar algo ou ideia e alterá-la. O ciclo de evolução sempre aconteceu, chegando a feitos incríveis como pirâmides ou o concreto romano de dois mil anos atrás! A IA é só mais um passo nesse ciclo, pegando o conhecimento acumulado, retrabalhando e criando algo novo e disruptivo. É como andar numa rua que já está lá desde antes de termos nascido.
A diferença é que de uns 150 anos para cá inventamos que pessoas ou empresas (outro conceito inventado recentemente) podem ser donas das ideias, ou do conteúdo gerado: O artista não é dono apenas da pintura feita, é dono da imagem reproduzível. Foi uma revolução sobre a propriedade.
Mas isso também foi um freio evolutivo. Não era mais tão trivial ter uma ideia nova, ou melhorar alguma existente, sem que fosse necessário pesquisar entre todas as ideias já registradas.
A reviravolta é que o capital, em busca do retorno de investimento, entrou em conflito com o próprio status quo : Grupos influentes com ideias disruptivas (IA) em conflito com grupos influentes já estabelecidos (editoras e no caso aqui da notícia das mídias digitais). No caso do @sidneyfmn, os artistas são uma massa numerosa a quem foi dito que eles eram donos das próprias criações, mas que foram passados para trás pelas empresas de IA. Eu os coloco como prejudicados da mesma forma que editoras e veículos de mídia noticiados na postagem principal.
Se pirataria é roubo, então quem está roubando quem? Pedir dinheiro por duplicar uma imagem digital é roubo? Usar uma imagem digital como base de um processo computacional para gerar novas imagens é roubo? São tantos casos que precisa ser advogado internacional para entender o Fair use (uso livre) do conteúdo digital. Situações muito bem estabelecidas de um mundo analógico foram subvertidas com o advento do conteúdo digital e da internet. Estamos vivendo um momento turbulento onde regras terão que ser restabelecidas e há conflito na própria classe dominante.
É uma zona cinza, desconsiderando os militantes que pelo bem da saúde mental ninguém deveria ouvir inclusive, o errado aqui é copiar o estilo dos artistas, apenas gerar uma imagem por si só não é errado
O problema é que IA apesar do nome, não é IA de fato, não digo nem AGI, mas estamos tão longe de uma IA quanto 1980, isso porque não temos um algoritmo capaz de criar algo ele apenas aplica uma transformação em cima de algo que já existe e isso tem um inconveniente que ninguém fala, sem pessoas jogando anos da própria vida fora para criar novas coisas, a IA não tem uma base e começa a degradar e estagnar então brigar com quem cria é em última análise, suicídio
Na verdade não é isso que acontece, o que as pessoas podem ser donas é do objeto artístico (isso sempre aconteceu fora de lugares onde o absolutismo acontecia e o rei era o último dono de tudo) e o que aconteceu com a ideia das patentes é que as pessoas puderam ser donas da técnica usada para produzir objetos, embora um sistema com claras falhas como permitir trolls de patente como a Nintendo, tem grandes pontos positivos como o incentivo a inovação, desde que o conceito de patente foi criado a humanidade evoluiu em praticamente todas as áreas mais que os 3 mil anos anteriores fácil
O rápido desenvolvimento tecnológico dos últimos séculos foi graças ao desenvolvimento da metodologia científica, não do sistema de patentes.
O sistema de patentes realmente incentiva a inovação quando há pesquisa no setor privado, que é muito utilizado quando há perspectiva de retorno é grande. Há outros panoramas onde as pesquisas públicas são muito mais usadas: segurança nacional (ou desenvolvimento militar) e inovações sem perspectiva de retorno financeiro no curto prazo. Esse segundo mecanismo inclusive foi por onde começou a internet, nos anos 70/80 e que só depois começou a ser ‘monetizado’ pelo sistema.