Exactamente, ele criou o tema de ícones Moka, condenou os ícones terceirizados do Papirus, quanto Bilal. Quanta desonestidade e quanta hipocrisia por parte dos desenvolvedores do GNOME.
Releiam o post e a carta. Isso não é redirecionado para usuários que gostam de customizar. E sim quem oferece distribuições com tais customizações. Ocasionando em uma descaracterização, sejam das aplicações, sua usabilidade ou “o próprio Gnome”.
Em geral para comunidade Gnome. Quem customiza para si próprio sabe arcar com as possíveis consequências (assim é o que espero, e eu que gosto de modificar também entrou nessa…KKK).
Sim, mas aquela carta também é direccionada para desenvolvedores que gostam de criar temas de UI e de ícones?
O post do OMG Ubuntu, linkado logo acima no tópico esclarece a questão. (Matéria muito bem escrita por sinal).
Eu acho o devs GNOME e Gtk muito “a aplicação foi feita pra ser desse jeito, então é isso”. Não que tenha nada de errado nisso, eles desenvolvem de graça pra a gente e querem que a aplicação tenha determinado visual, mas as vezes percebo eles não darem muito ouvidos à comunidade. Tipo umas tretas com a extensão global menu há um tempo, até o 3.28 (se não me engano) o GNOME suportava a extensão, mas depois ela deixou de ser suportada, já que o desenvolvedor usava um “hack” pra fazer o global menu funcionar.
Porém ele decidiu abandonar o projeto depois de quebrar muito a cabeça com a comunidade, já que a galera do Gtk decidiu que a partir do Gtk+4 não vão mais permitir “hacks” do tipo, o que vai tornar essas aplicações incompatíveis com o menu global.
A comunidade já pediu uma extensão oficial de menu global mas já disseram que não vão fazer.
Então não me surpreende nada eles quererem o sistema “do jeito deles”.
Já li e acabei de ler novamente, mas o OMG! Ubuntu não especificou a quem aquela carta é direccionada. O artigo pareceu falar de pessoas em geral.
Início do texto:
“The letter is addressed to the maintainers of Linux distributions who elect to ship custom GTK and icons themes by default in lieu of upstream defaults.”
Tradução:
“A carta é endereçada aos mantenedores das distribuições Linux que optam por enviar os temas personalizados de GTK e ícones por padrão, em vez dos padrões upstream.”
Arc deveria se chamar Argh!! mas tem quem goste, temas se forem bem feitos não são problemáticos, mas o desenvolvedor do tema tem que estar atento ao upstream, eu entendi a carta e acho correto, pois existem coisas que o tema influencia, principalmente GTK, e durante esse tempo que utilizo o GNOME você tem que garimpar temas que são 100% úteis “compatíveis”, no 1x somente os temas padrão eram bons, no 2x a engine cleanice e depois clearlooks forneciam os temas mais rápidos e menos bugados e no 3x por incrível que pareca, só achei um ou 2 temas que não bugam, os temas mais bonitos normalmente são feitos com a engine pixmap/pixbuf, mas são os que dão mais problemas, ainda quero ver milhares de temas em SVG o GNOME suporta faz séculos e pesam bem menos que temas baseados em pixmap, pois SVG é um arquivos texto/XML bem suportado pela librsvg que é uma dependência do GNOME desde que foi criada, sendo este um dos primeiros ambientes de trabalho a poder ter temas 100% svg, suporte a temas e ícones neste formato, considerando os processadores atuais e o SVG sendo um biblioteca que trabalha com vetores, creio que tudo acaba fluindo bem melhor, então quando escolho um tema de ícones a primeira coisa que vejo é se na pasta “scalable” as imagens estão realmente em SVG pois tem alguns que trazem somente pixmaps na pasta 64x64 e linkam na pasta scalable.
Uma coisa chata é você fazer um tutorial e a pessoa não conseguir executar devido as modificações feitas pela distro, concordam?, pois se eu fizer um tutorial para o gnome-shell, para executar o mesmo tutorial no Ubuntu por exemplo eu teria que fazer algumas adaptações pois o mesmo possui diversas modificações e coisas que simplesmente não funcionam da forma como deveriam, eu venho dizendo isto desde o o lançamento do Ubuntu em 2004, modificar beleza, mas até certo ponto, no momento que descaracteriza ai não tem com aceitar.
Por isso, eles querem ser iguais ao Steve Jobs. Conheço muito bem o Sam Hewitt há muito tempo.
Quem se lembra do Matthiew James, uma Susan Kare francesa? Ele era criador dos ícones Faenza. Queres saber o que aconteceu com ele? GNOME e Ubuntu não gostaram do tema de ícones terceirizados, por isso, Matthieu abandonou o mundo de Linux e foi trabalhar na Microsoft.
Quem se lembra do Everaldo Coelho, um Jonathan Ive brasileiro? Foi responsável pelos ícones bonitos, elegantes, lindos e luxuosos que ele ia desenvolver para Ubuntu. Mas GNOME e Ubuntu não se interessaram. Aí ele abandonou o mundo de Linux e foi trabalhar na Apple.
Então alguns mantenedores de distribuições também são desenvolvedores de ícones e de tema que eles distribuem no OpenDesktop.
A resposta está contido no texto:
"A carta é endereçada aos mantenedores das distribuições Linux que optam por enviar os temas personalizados de GTK e ícones por padrão, em vez dos padrões upstream. "
Não estão questionando ter ou não os temas, ou criarem, e sim mandarem por default nas distros, em vez do tema upstream.
Esse é o ponto que a galera está confundindo e trocando as bolas. E outro detalhe, não é o Gnome. Foram alguns desenvolvedores, independentemente.
A uns 2 ou 3 dias não lembro estava testando o ClearOS que utiliza o tema Materia e o conjunto de ícones que nem lembro o nome, para quem não conhece é difícil localizar as aplicações.
Segue exemplo, é bem difícil lidar com isto, o conjunto é bacana porém, alguns ícones dificultam a localização dos aplicativos .
Software?
Aqui o ícone padrão
Veja a diferença de ícones, eu particularmente acharia que ester ícone super colorido seria o Chrome pois está nos favoritos.
Exatamente, só ver o CSD, desativar ele é extremamente simples mas eles querem que o usuário tenha o poder de escolha? NÃO, o triste é que o hack que desativa é o mesmo do global menu
A questão é que o Gnome Shell é visivelmente algo pra telas touch ou pra quem curte usar o computador com o teclado, para distros como Ubuntu e Zorin isso é simplesmente inviável, sem contar que existe a necessidade de identidade visual, você olha pro Ubuntu e vê que é o Ubuntu, sem as modificações como identificar se é um fedora, um arch…?
Eu não preciso saber qual é a distro se eu tiver o gnome-shell padrão concorda? Cito sempre o Ubuntu por motivos óbvios, meu sonho é o Mark voltar para o Unity e deixar o gnome-shell em paz, o Ubuntu faz as pessoas não gostarem do gnome-shell pois elas encontram muitos bugs introduzidos pelo Ubuntu.
Não sou contra modificações, mas tem que ser algo que não descaracterize o ambiente, se for descaracterizar faça como o Solus e mude o nome (budgie versões antigas), pois o fork eles não conseguiram manter, até o pessoal do Mint conseguiu manter o Cinnamon, o Frankenstein do Ubuntu é algo que já é entregue faz muito tempo.
Entendo em partes os desenvolvedores quererem conscientizar os mantenedores da distribuição por exemplo se tem algum bug na interface que foi causado pelo uso de temas de terceiros pelo usuário fica dificil o desenvolvedor da interface, o correto seria reportar o bug para os mantenedores da distro, mas ainda assim concordo com o @Natanael.755 acredito que as distros devem ter uma identidade visual como acontece com o Ubuntu, o usuário bate o olho e reconhece que é o Ubuntu, por causa do visual.
Concordo se a Canonical for seguir com o Gnome o melhor seria “forkear” o Gnome com outro nome para evitar esses mesmos empecilhos futuramente, mas o ponto é todas as distros que usam a interface Gnome teria que fazer isso ![]()
sobre identidade visual própria e diferenciada, creio que quem faz isso com mais excelência é o ElementaryOS, Deepin, LinuxMint o Ubuntu fazia com Unity…até o Solus faz hoje em dia, mas não é só mudando o tema e ícones…


