Gentoo é tão bom assim?

Vc está compilando o kernel. Se vc escolheu compilar tudo como módulo vai demorar bastante. Aqui no meu notebook podrinho demora 20 minutos porque eu só compilo os módulos que eu uso. Por isso que eu falei do pacote gentoo-kernel-bin, vc dá um emerge nele e tá resolvido isso.

Quase tudo!
Tem alguns pacotes binários que não precisa compilar, especialmente os mais demorados como firefox-bin, libreoffice-bin, entre outros. Mas se for pra pegar todos os pacotes binários não faz sentido nenhum instalar o gentoo.

Estou pensando em sair da base debian em que me finco, e ir para o Gentoo, quero extrair ao máximo os recursos do meu terminal burro (ou computador, como alguns ainda chamam)

Então quer dizer que se instalar esse pacote, o kernel é compilado mais rápido? Desculpe se pergunto demais, é porque essa é minha primeira vez instalando o gentoo :sweat_smile:

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Ele é o kernel binário empacotado igual ao pacote linux-image no debian. É a forma padrão que é usada nas distribuições.

A diferença é que nas outras distribuições o padrão é o kernel binário, mas geralmente tem pacote também pro código fonte e o usuário customizar e compilar. No gentoo o padrão é o kernel em código fonte, mas também tem esse pacote binário devido ao alto tempo (e uso em disco) para compilar todos os módulos. Também tira o pre-requito de manjar tudo de kernel pra conseguir instalar o sistema operacional (o kernel muitos anos atras era bem simples de configurar, mas a cada nova versão mais e mais opções que se entrelaçam tornando uma tarefa muito difícil mesmo pro usuário avançado de linux).

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Ele é bom pela possibilidade de você compiliar os seus softwares enxugadinhos pra sua máquina, extraindo em teoria o que ela pode oferecer melhor de desempenho, e otimizando muito o consumo de recursos. Se você tem um pc meio fraco ele pode melhorar muito a sua usabilidade, se você tiver paciência pra esperar tudo compilar
a parte dificil dele é a instalação, a qual é totalmente explicada no Gentoo Handbook, conseguindo fazer a instalação da base, os outros processos são bem mais tranquilos

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Acho que no caso ele seria a melhor opção para mim, que quero que os aplicativos sejam o foco, e não o sistema operacional rodando por trás

Reza a lenda que dá pra usar linux pelo TTY e fazer as aplicações rodarem direto no X, sem o intermédio de um gerenciador de janelas, acho que isso seria o máximo de foco em aplicações que você poderia ter
ou talvez pegar algum wm, deixar sem barras e usar só algum lançador de aplicações como o rofi…

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Pessoal, infelizmente não deu certo, se alguém souber me passar os comandos ou um guia pra instalar, seria uma boa ajuda.

Huuum interessante esse modo!

Sabe como fazer? Fiquei interessado

Definitivamente o Gentoo não é uma distro para hoppers…

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Hehehe, não é lenda, não. Você pode subir o X sem window manager. No passado, era muito comum que as sessões failsafe disponíveis no display manager abrissem apenas um XTerm ou, no máximo, um XTerm com o jurássico TWM, sendo o XTerm o processo-cabeça da sessão (fechou o XTerm, fechou a sessão, fechou o TWM, ficou com tudo rodando sem window manager).

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E tu sabe como faz? Eu gostei dessa idéia

Para fins didáticos, vou escrever como se não existisse o Wayland e vou fazer uma contextualização histórica também.

Bom, enxergo principalmente três opções: (i) ou você cria um arquivo de sessão só com o XTerm (ou outro emulador de terminal de sua preferência) em /usr/share/xsessions e escolhe entrar por ela pelo display manager; (ii) você radicaliza de vez, muda para o runlevel 3, escreve um ~/.xinitrc (apenas seu usuário) ou configura no /etc/X11/xinit/xinitrc (pra todo o sistema) ou; (iii) roda o xinit diretamente indicando o caminho para o XTerm (ou outro emulador de terminal de sua preferência), se for permitido fazê-lo.

Há mais de 10 anos (20 anos?) temos o runlevel 5 como o padrão para distribuições voltadas para desktops. No runlevel 5, o sistema faz tudo que faria no 3, mas sobe o X com um display manager ao final. O usuário então faz o registro de entrada graficamente e seleciona sua sessão também graficamente, dispensando a customização de um recurso (resource) específico pra isso e a utilização de comandos como startx ou xinit.

De certa maneira, podemos dizer que a ascensão de ambientes desktop com maior poder de abstração acabaram dissolvendo a barreira entre os componentes, de forma que tudo parece muito integrado. Trata-se de algo que já era perceptível com o KDE 1.0 — que eu usei quando ele era, de fato, sinônimo de KDE, com o 2 sendo visto com grande expectativa. O KDM, diferente do XDM, que era basicamente regra até então, permitia selecionar o usuário e a sessão de forma intuitiva, lembrando uma experiência que antes estava basicamente restrita a sistemas comerciais com CDE, como Solaris, HP-UX e AIX ou sistemas com arranjos distintos, como o Irix da SGI ou o OpenStep/NeXTStep da NeXT. No Brasil, sistemas Unix com poder de processamento equivalente ou superior a um Pentium podiam custar o preço de um automóvel ou imóvel.


Legenda: KDM no Conectiva Linux 4.0 Edição Especial, rodando no PCem

O fato é que o X não obriga ninguém a usar um gerenciador de janelas e, como um computador com processador 386 ou 486, que eram muito comuns na década de 1990, não era exatamente super poderoso, dava pra fazer essas brincadeiras em algumas situações. No passado, o Red Hat Linux e distribuições baseadas nele, como o Conectiva Red Hat Linux ou o Caldera OpenLinux, por exemplo, inicializam por default em runlevel 3. Se o usuário entrasse como root e digitasse init 5, veria então uma tela como esta:


Legenda: XDM no Conectiva Red Hat Linux Marumbi, rodando no PCem

Pessoalmente, acredito que um gerenciador de janelas minimalista pode ser melhor, até porque, dependendo da configuração, nem o cursor fica configurado (sendo exibido como um X, como na captura de tela acima), fora que não é possível manipular janelas de nenhuma forma. Um wm2 ou wmx, por exemplo, ou então um ratpoison. Isso se for pra pegar projetos de concepção antiga (e eu eu usei ambos em um 486 DX-4 100 MHz e outras máquinas do tipo).


Legenda: wm2 rodando no Slackware 8.1 num Pentium 100 MHz, são os clientes: XTerm, Xfm e DFM (captura de tela de muitos anos atrás)

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:thinking:

Pessoal…acho melhor desistir, o kernel demora DEMAIS, estou esperando há 2 horas e não terminou, vou cancelar e procurar outra distro ou voltar pro arch…

Você provavelmente está com uma configuração muito abrangente do núcleo. A ideia de compilar kernel é que ele só tenha o necessário para o hardware da máquina.

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Pois é, mas deixa quieto, só uma pergunta: no sistema instalado demora pra instalar os pacotes? Tipo firefox ou chrome?

Se o núcleo está demorando, qualquer navegador dos atuais, que são grotescos, vai demorar. O que se faz para agilizar a compilação é jogar pra RAM (tmpfs), mas isso só é viável se você tiver muita memória.

:pensive: