Futuro da virtualização do macos

Gostaria de iniciar uma conversa.

Recentemente após entrar no mundo de virtualização do macos eu fiquei pensando em algumas coisas sobre como o sistema poderia ser virtualizado com o inevitavel fim do suporte a x86 da apple.

comentario: Desculpe caso eu pareça uma criança de 5 anos quando pergunto algumas coisas, não entendo muito de hardware :frowning:

1- Vms em processadores arm:

1.1- Sera que seria possivel fazer virtualização do OS em processadores arm “comuns”? E como isso funcionaria?

1.2- Caso a 1.1 estaja correta isso significaria de que um bom computador para virtualizar o macos seria um daqueles laptop/tablet que a microsoft vende?

1.3- Eu sei que isso é loucura, porém novamente caso a 1.1 estaja correta seria teoricamente possivel virtualizar o macos dentro de algo como um raspberry pi?

2- Vms em processadores x86:

2.1- Seria possivel virtualizar o sistema da apple por uma camada de tradução tipo o rosetta? E mesmo que exista essa camada de tradução, seria viavel devido a perda de performace?

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Recomendo assistir o seguinte vídeo: Using Virtual Machines on Apple Silicon (M1, M1 Pro, M1 Max, M1 Ultra) - YouTube

Amigo (a) ainda bem que você puxou essa conversa, nunca passou pela minha cabeça que poderíamos virtualizar sistema BDS da Apple … Sério mesmo :joy:. Eu não sei como te responder, mas vou dar uma olhada nesse assunto.

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Bom video, porém eu estava falando sobre virtualização/emulação do macos e não virtualização/emulação dentro de um mac.

Olá!

Virtualização de macOS/OSX (x86) acontece há tempos e é bem tranquilo. Quando você diz virtualizar o macOS (arm64) realmente é um cenário mais curioso.
Impossível não é, a questão é: será utilizável?

A migração de plataforma/arquitetura da Apple para o M1 teve justamente entre outras a ideia de ser bem mais trabalhoso utilizar o sistema fora de sua naturalidade.
Tal fato porque a construção do sistema fez um entrelaçamento ainda muito mais fundo e maior do que existia na época do macOS x86.
Hoje o sistema é desenhado especificamente com inúmeras correspondência entre o soft e o hard. Componentes do sistema fazem verificação e utilização de programações exclusivas não somente pensando em cpu e gpu, mas também nos chips focados em IA e ainda assim outros subsistemas específicos do M1 que vão além das instruções tradicional ARM. Lembrando que o M1 tem design próprio que trabalha a moir parte com as ISA ARM, mas não para ai…

O contrário, portar outro sistema para usar o hardware Apple com M1 é “mais viável” e está sendo feito de linux (Asahi) pra Apple M1. Até Ubuntu já roda de forma básica. Porém dificilmente irão utilizar todos os recursos que o hardware possui e se chegarem a utilizar. Levará bom tempo e tudo é por engenharia reversa.

Agora voltando a pensar num Raspberry Pi ou outra máquina risc com ARM, é preciso levar essas questões como trazer transcrição dos drivers, trazer itens que emulam a componentes de bios, partes de hardware e etc para carregar num KVM da vida. Caso não trouxer tais itens, bem provável que o sistema macOS arm64 não rode. Outro fato, só por estar em um hardware padrão arm64 não quer dizer que rode, assim como Windows arm64 não roda nativamente em Raspberry Pi 4 arm64, tem treta desde refazer o modo de dar boot.

Outro ponto, quanto ao RPI4, tentando rodar o macOS bare metal como se faz com um Windows arm o trabalho pra adaptar deve ser tão caro que nem vale a pena. E mesmo que se faça a performance será conturbada, o macOS é um sistema parrudo… Além disso tem o conjunto de Apps Apple que estão encravadas no sistema para utilizar os recursos integrados, e se for o caso abandoná-los e substituir por outros foss ou proprietários não seria vantagem só rodar um sistema de base linux dedicado que performará usando 110% do hardware, rs?

Bom, agora escalando para máquinas potentes risc com arm64 tipo Gravitons, Marvell, etc, o sistema até pode rodar com certa performance devido a força bruta do hardware (servers), mas novamente, teria utilidade rodar macOS em cloud? Ainda assim, aquisição de macOS Studio deve ficar mais em conta.

Várias quetões, legal o assunto.

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