Fim do DOC e boleto fica mais poderoso

A transferência do tipo DOC, lançada em 1985, quase quarenta anos depois, chegou ao fim. Em seu lançamento, o Documento de Ordem de Crédito, revolucionou por permitir fazer uma transferência rapidamente, de uma agência para a outra, apesar do limite de R$ 4.999 por transação. Antes dele, era comum sacar o dinheiro numa agência e depositar em outra, um trabalho para o office boy.

Além de uma taxa que varia conforme o banco, outra desvantagem do DOC é que demora um dia útil para compensar na conta beneficiada. Mais um meio de transferência que vai embora junto é o TEC, Transferência Eletrônica de Créditos, utilizado para pagar benefícios, também obsoleto.

Sendo assim, a partir de 22 horas de hoje, 15 de janeiro de 2023, só teremos as opções PIX e TED para transferências bancárias, o PIX é, em geral, o mais vantajoso, principalmente para pagamentos de compras e transferência por pessoa física. Contudo, todas as transações PIX passam instantaneamente por servidores do Banco Central, enquanto o TED e o DOC ocorrem diretamente entre bancos.

Segundo levantamento do banco central, no primeiro semestre de 2023, apenas 0,05% (18,3 milhões) das transações bancárias ocorreram via DOC, ficando atrás dos 125 milhões de transações por cheque, 448 milhões de TEDs, 2 bilhões de boletos, 8,4 bilhões de pagamentos em débito, a mesma quantidade no crédito e 17,6 bilhões de PIX.

O boleto bancário está passando por uma repaginação a partir do dia 19 de janeiro, a liquidação da cobrança ocorrerá no mesmo dia, sem taxa adicional, numa tentativa de reconquistar o espaço perdido para o PIX. Este método de pagamento é incomum em outros países, sendo uma tecnologia característica do Brasil, afinal, é inegável a satisfação que sentimos em ver um boleto pago, com o cupom fiscal da loteria grampeado.

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