Parece que o XOrg perdeu a batalha contra o Wayland no Fedora 41, mas para isso, os desenvolvedores do sistema terão bastante trabalho até o final do ano. Saiba mais!
Projeto Fedora sendo Projeto Fedora.
Há quem diga que Fedora é boa para iniciantes.
Não é.
Infelizmente o Linux só evolui desta forma, senão estaríamos ainda na manivela, visto que a grande maioria não migra para novas tecnologias a menos que seja “convidado obrigatoriamente” a mudar.
ex que me recordo: Lilo vs Grub
Para remover bastava usar 2 comandos:
sudo dnf remove VirtualBox*
sudo rpm -nopreun -e VirtualBox-7.0-7.0.10_158379_fedora36-1.x86_64
OBS: Substitua para versão que tem instalado
“como querem permanecer com o gnome-classic-session instalado na distro, precisarão dividi-lo para remover a sessão XOrg”.
Dividir o quê?
Há formas e formas de evoluir. Tanto que o Fedora abraçou o Wayland quando tudo era ainda mato, o Ubuntu ensaiou de ir logo atrás e… viu que era cedo demais
Não vou tirar sua razão, mas como os devs já colocaram praticidade demais no Linux acaba uma distribuição com proposta diferente pro público que não tem muito vínculo com informática
O fedora e um beta pro RHEL nem deveria focar no usuário final mas querendo ou não se aplica tbm ao mesmo
foi minha primeira distribuição e aqui estou usando a 10 anos sem reclamar, testei de tudo depois mas sempre volto ao fedora
Wayland ainda está longe de ser universalmente funcional em hardware Nvidia. Há muito a evoluir. Essa decisão precipitada pode trazer um bocado de problemas.
Fedora nunca funcionou direito comigo. Não funcionou no netbook, não funcionou no notebook, não funcionou no desktop. Parece que a distro não gosta de mim. ![]()
Claro que há usuários que tiveram e têm ótima experiência com o Fedora.
Só não é distro boa para iniciantes, a despeito de sua alta qualidade.
Por que não é? Entre outros porquês, tem esse traço de se jogar nas novidades, de um modo que utilizadores experientes em Linux são capazes de lidar, mas que podem confundir e assustar novatos.
O usuário experiente que tope com problemas no Wayland vai saber instalar o Xorg, sem dificuldades. Mas o novato pode ser sentir intimidado e desanimado.
Segundo o desenvolvedor, o pacote gnome-classic-session contém as sessões Wayland e XOrg. Para entregar o sistema totalmente sem XOrg, seria necessário dividi-lo.
“Also currently gnome-classic-session has both Wayland and Xorg sessions, so it would need to be split: I assume we still want to install Classic by default.”
Tem que seputar o Xorg para o Wayland evoluir.
O pessoal do KDE que ainda estava resistente mas com o Plasma 6 essa barreira foi rompida.
Pro que o pessoal depende, Wayland nunca vai evoluir, já foram propostas inúmeras RFCs e nunca foram adicionadas, não é que o Wayland precisa evoluir, os core maintainers do Wayland que precisam entender que a ideia de um shell fechado não é pra todo mundo
Finalmente. Não imagino o que seria do mundo Linux sem Fedora/RHEL por trás. Aparentemente, ninguém tem um pingo de interesse em se atualizar, assim como foi a mudança do PulseAudio para Pipewire, se não fosse eles forçarem, ainda estariam usando esse servidor de áudio legado.
Tenho o mesmo pensamento, por mais que eu entenda o lado dos usuários, se eles não “derem a cara” ninguém vai querer ter esse papel.
O papel do Fedora é puxar desenvolvimento, servir de vanguarda para o que depois será consolidado, com segurança, no RHEL, e, de quebra, ser referência no Mundo Linux.
O pessoal do Fedora não tem de se preocupar muito com experiência de usuário. O primeiro propósito do projeto não é esse.
Ubuntu, Debian etc. não podem ser cobrados por não abraçarem de primeira as novidades. É injusto cobrar desses projetos postura semelhante à do Fedora. Esses, sim, são sistemas pensados para uso amplo, universal e minimamente estável.
Se bem que Debian e Ubuntu mantêm suas versões mais experimentais. Só não são as recomendadas pelos projetos para ambientes de produção.
Na verdade o que realmente trouxe popularidade pra Pipewire foi ser retrocompativel com PulseAudio a ponto de ser drop in a substituição, Wayland não pode ser usado em muitos casos ainda, MDI é um exemplo
É esperado que o Fedora seja uma das distribuições de ponta a testar novas funcionalidades. Há uma base relativamente grande de usuários que não são iniciantes a ponto de desistir do Linux por algo no sistema não funcionar, mas não são avançados a ponto de entender que as novidades podem ser testadas em outras distribuições, em seus ramos instáveis.
Mas como diz na reportagem, o XOrg vai continuar como opção. Pessoalmente eu acho que ainda vai alguns anos até não haver aplicações dependentes do XOrg (na sua estrutura findamental), e talvez uma dezena de anos até o XWayland (as rodinhas da bicicleta) poder ser removida sem comprometer o uso geral.
Eu lembro uns 2 anos atrás resolvi testar o sistema em Wayland e tinha muita coisa quebrada: Alguns aplicativos com tela preta, o Firefox congelava e não funcionava multi-seat (na época eu tinha 2 placas de videos, 2 teclados e 2 mouses). Quebrei a cabeça alguns dias e realmente era limitação da novidade. Fiquei bravo e bloqueei a instalação de qualquer pacote que dependesse do wayland (vantagens do gentoo). Cerca de um ano depois fui atualizar o Plasma e não podia: ele dependia do Wayland. Procurei informação e o Plasma entrou em modo híbrido onde as coisas foram sendo portadas, portanto a dependência era de ambos. Me rendi e liberei a dependência. Atualmente eu as vezes entro na sessão X11, as vezes Wayland. Sinto que ainda tem coisa que funciona melhor em uma, melhor em outra. Deixei de ser radical e fiquei pragmático: Vou testando ambos e quando o Wayland for melhor que o X11, será um prazer remover uma dependência!
Acho que essa previsão faz muito sentido:
Obrigado pela informação:
Se não for assim, não vai.Não uso Fedora, mas é uma boa iniciativa.