Estou largando o Ubuntu Linux hoje após sete anos de uso

Estou deixando o Ubuntu Linux (como, aliás, pareceu-me o conselho de muitos quando reclamei: “não tá satisfeito, vaza”).
A banca paga e recebe: eu comecei a instalar o novo OS (FreeBSD 13.1-RELEASE) no último dia que postei. Ontem terminei de resolver a última pendência, fora que irei conviver sem som HDMI (porque dá bem menos trabalho do que me atrever a consertar).

Se valem os argumentos defendendo a Canonical por fazer com o Ubuntu o que bem entende respaldada pelos direitos que tem sobre o mesmo, valem igualmente as opiniões sobre quantos e quais de tais “feitos” são, na opinião do argumentista, erros ou acertos. Eu acho várias coisas lamentáveis, e mais lamentável ainda que pareçam alheios ao feedback dos usuários. Lá atrás, o nome “Ubuntu” encerrava um suposto motto de “Linux para seres humanos”, e hoje parece que “os seres humanos que se virem — tem um monte de sistema por aí”.

É, tem, mas não tá faltando outro desses “para seres humanos”? Com toda transparência que o Ubuntu um dia teve? Sintomático que inúmeras réplicas a meu tópico tenham sido links de tutoriais, how-to’s, e vídeos ensinando a “desligar” o suposto problema. Em outras palavras, “se insurgindo contra a distro ao invés de trocá-la por outra”. A opção de “desligar” A ou B também é “para seres humanos” ou requer vídeos e tutoriais a quem interessar possa?

Ubuntu Linux. Primeira distro com que tive contato, lá atrás em 2002. Primeira com que tive um contato menos trivial, em 2008. Primeira a instalar e usar numa partição do PC em 2011, ao lado de XP e 7. Único sistema operacional do PC de 2013 a 2015 quando migrei pro Arch Linux. Voltei a usar em outubro de 2016 e parei hoje.

Meus votos de boa sorte aos que ficam.

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Isso no Facebook ou aqui?

Aqui, inclusive para outros users que reclamaram ou questionaram. Mas, ok, é uma posição do colega. Discordo mas respeito, embora veja como (muito) questionável.

Importante frisar que este foi o teor e mérito das mensagens, ou seja, a maioria o fez de forma bem educadas e articulada. Chegar e dizer que “não tá satisfeito, vaza” foram os termos literais e predominantes seria faltar com a verdade.

A thread está lá ainda, acho. Mas li comentários falando que desvirtuou e, provavelmente, foi fechada.

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Imagino que você tenha se confundido. Até onde eu sei, o primeiro lançamento do Ubuntu foi em 2004.

Fonte: Ubuntu version history - Wikipedia

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Mas porque vc realmente está deixando o Ubuntu, pelo que eu me lembre falaram isso de deixar o Ubuntu se vc não gosta do snap que é o core da distro, é uma solução melhor que purgar a loja, e fazer praticamente uma rebase que você ficaria responsável por manter…

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tem hora que eu me perguntou a mesma coisa, daqui a pouco o forum vira rede social

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:wave:t2:

Ficar insatisfeito com um Sistema Operacional é normal, mas o que pode nos deixar insatisfeitos deixa outros satisfeitos.

Ainda bem que temos a liberdade para escolher diversos Sistemas Operacionais. Hoje eu uso o Android 11 OS. Nos anos de 1990, acredito eu até mais ou menos 2010, as pessoas só tinham 2 opções “diretas”, Microsoft Windows ou Apple MacOS.

Imagina como era ter somente estas 2 opções, que são excelentes Sistemas Operacionais mas não agradam a todos, mas mesmo assim deixa várias pessoas satisfeitas.

:vulcan_salute:t2:

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Na real, aqui é até bem de boa, mas no grupo Linux Brasil, q consegui ser expulso, rola muito comentário tóxico.

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Eu acho que você fez o certo, te aconselho a não levar para o pessoal, a verdade é que abandonar algo que não resolve as suas demandas é uma coisa que vai lhe fazer bem. O Ubuntu é uma distro que tem uma visão simples e que, acredito, não vai mudar: um sistema para humanos é um walled-garden.

Faz parte, eu por exemplo não procurei questionar porque o Fedora é como é, simplesmente mudei de distro, porque o Fedora não é uma distro para buscar características de sistemas LTS.

Eu também não tento exigir do Linux que resolva tudo. Tem coisas que considero problemas e sei que possivelmente nunca vão ser resolvidas, coisas emaranhadas com a natureza de um sistema aberto e comunitário. Cheguei a mesma conclusão sobre ranços com outros sistemas como Windows e Mac OS X. Você vai ver que esse mudança de ares vai te render coisas boas.

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Saí deste grupo por vontade própria. Não aguento assistir a uma argumentação baseada apenas em achismo, e ataques a uma pessoa pelo único motivo de não concordar com uma opinião. Prefiro deixar esses ambientes para as pessoas tóxicas que o tornam assim.

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O Fedora é um paradoxo. É tick tock e ao mesmo tempo RR. É um dos motivos de manter meu desktop longe dessa distro, mesmo tendo muita curiosidade de utilizar por um espaço de tempo…

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Acredito ser o único caso de short term release - ao menos que me lembre

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Concordo com vc. Eu ainda mantenho a conta mais não peço e nem forneço nenhuma ajuda mais. Tudo descamba pra discussões infundadas que no final já não tem nada há ver com a questão inicial.

Concordo plenamente. A ideia do grupo é se juntar pra sanar as dúvidas resolvendo os problemas do sistema e deixando ele o melhor possível para o usuário. Ai agente vem aqui tirar uma dúvida e é fuzilado de todos os lados. Agente Desiste.

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Sim, é uma distro única, com coisas que alguns detestam, outros adoram, defeitos, qualidades, etc. Mas o que quero dizer é que projetos, mesmo sendo abertos, não tem obrigação de escutar todos ou sequer escutar alguém antes de decidir algo. Não é uma obrigação de projetos opensource, comunitários, etc. Mas eu vejo que muitas pessoas as vezes entendem que sim.

Eu vejo da seguinte forma… Não infringindo a lei, para mim, o projeto está no direito dele… Eu acho que as pessoas podem não gostar e até criticar de forma sã, mas eu não vejo como concordar com pessoas que dizem, que o projeto ou distro é mal caráter, malandra, abusiva, dentre outras coisas pejorativas. Eu pessoalmente não entendo isso como uma opinião com a qual possa concordar, acho isso coisa de má-fé.

A distro pode e frequentemente vai tomar decisões sobre padrões e funcionalidades suportadas e isso é totalmente diferente de extorquir, ameaçar usuários juridicamente, abusar de poder para sabotar terceiros, etc.

Agora, claro também não acho que a resposta para pessoas que argumentem dessa forma deva ser na mesma moeda como as vezes vemos.

Por isso eu acho que, no poder de discordância dele, ele tomou a atitude mais correta possível, não usar um software que tenha características das quais ele discorda, em vez de ficar proativamente atacando a imagem da empresa/produto.

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Sim, eu entendi o seu ponto a priori, apenas destaquei que o Fedora é “o diferentão” quanto ao que tange no formato de releases em relação ao “padrão” que é: point release ou RR

Se optou por abandonar o Ubuntu ok, mas há solução de remover o suporte a snaps. Eu fiz e tá funcionando bem. (tem tutorial no site ubuntuhandbook) . No meu caso, ainda usar Ubuntu compensa as adversidades.

O foco do Ubuntu agora é o que dá dinheiro para a Canonical.
A comunidade ainda pode lançar remasterizações, tal como Linux Mint, ZorinOS e tantos outros que são Ubuntu-based por aí.
As polêmicas existem porque a comunidade não consegue disponibilizar algo realmente tão bom quanto o Ubuntu do passado oferecia, quando ainda havia o foco no desktop doméstico. Nem mesmo outra distribuição patrocinada por empresas conseguiu o mérito. Ou seja, os usuários ficaram órfãos.
Mas Linux é isso: você usa o que os desenvolvedores gostam, querem e podem fazer, não há nenhum compromisso da relação produto - cliente quando falamos do desktop doméstico.

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