Olá! Uso Ubuntu há bastante tempo e, apesar de sempre ter apreciado bastante a estabilidade, o ecossistema e a praticidade da distro, havia algo no GNOME que nunca conseguiu me satisfazer completamente. Em determinado momento comecei a procurar uma experiência mais produtiva, eficiente e realmente adaptada ao meu workflow de desenvolvimento, e foi aí que acabei descobrindo o i3wm.
O que mais me impressionou no i3 foi o nível de controle e fluidez que um tiling window manager pode oferecer. Passei cerca de três meses utilizando o i3wm diariamente e gostei bastante da experiência. No GNOME eu sentia dificuldade em manter múltiplos ambientes de desenvolvimento organizados sem depender excessivamente do mouse. Já com o i3 consegui estruturar workflows inteiros exclusivamente via teclado, separando terminal, documentação, monitoramento e sessões de desenvolvimento em workspaces fixos e previsíveis. Isso acabou melhorando muito minha produtividade e foco durante longas sessões de estudo e programação.
Durante esse período também experimentei outros ambientes, como KDE Plasma e XFCE. Embora reconheça a qualidade e maturidade de ambos, senti que acabavam seguindo propostas que não combinavam muito comigo. Em alguns momentos pareciam excessivamente minimalistas; em outros, não entregavam exatamente o equilíbrio que eu procurava entre produtividade, integração e conforto visual. Particularmente, gosto de um ambiente que permita alta customização e eficiência sem abandonar completamente a experiência de desktop tradicional.
Foi então que comecei a pesquisar se existia alguma solução capaz de unir a produtividade e a filosofia do i3wm sem exigir abrir mão totalmente de um desktop environment mais completo. Nessa busca encontrei o Regolith Linux, e a proposta me chamou bastante atenção. Achei extremamente interessante a ideia de integrar toda a organização e eficiência do i3 com a base e os componentes do GNOME. Para mim, foi praticamente o equilíbrio ideal: consegui manter a produtividade e o controle do i3 sem precisar “zerar” completamente a experiência desktop à qual eu já estava acostumado.
Ao mesmo tempo, eu já vinha buscando algo mais pessoal, mais técnico e alinhado com a filosofia “faça você mesmo”. Foi justamente isso que me aproximou do Arch Linux. Gostei muito da proposta da distro e senti que era exatamente o tipo de sistema que eu procurava para aprofundar meu conhecimento sobre Linux e ter um controle mais refinado sobre o ambiente que utilizo diariamente. Minha stack principal atualmente será Arch Linux + i3wm + tmux + Neovim.
Meu computador é um Acer Nitro V15 e atualmente utilizo dois SSDs separados: em um mantenho o Ubuntu e no outro estou instalando o Arch Linux. Sei que pode parecer uma configuração incomum à primeira vista, mas existe um motivo prático para isso. Como sou programador e trabalho bastante com dados, algumas aplicações específicas que utilizo infelizmente ainda estão disponíveis apenas em formato .deb. Além disso, compartilho parte do ambiente com um colega da universidade, então manter o Ubuntu acabou sendo uma necessidade prática. No fim das contas, acabou se tornando um cenário um pouco mais complexo do que um dual boot convencional.
Agora entrando na parte técnica da dúvida:
Como faço para o GRUB instalado no SSD principal do Ubuntu detectar e gerenciar também a instalação do Arch Linux, de forma que ambos apareçam normalmente no menu de boot?
