Distros rolling release não seriam melhores para servidores e computadores que não podem formatar?

Antes de explicar a minha duvida, acho bom deixar claro que Rolling release não é sinônimo de Bleeding edge.

Rolling release significa que o programa (no caso a distro) não tem versão de lançamento, simplesmente existe uma versão que é constantemente atualizada. Ja o Bleeding edge significa, no nosso caso, que a distro vai sempre manter os pacotes na versão mais atualizada possível.

Um sistema rolling release não necessariamente vai ser bleeding edge, ou seja, ela pode ser uma distro de lançamento continuo, mas manter os pacotes em versões mais anteriores (mais testadas) e com atualizações conservadoras. Um exemplo de distro assim é o Solus (acredito que o Deeping tambem era assim).

Com base nisso, por que não usam distros rolling release (com pacotes em versões mais testadas e atualizações conservadoras) em servidores e computadores que não podem formatar (supercomputadores, computadores de laboratório e empresariais)? Com esse tipo de distro, o servidor e computador nunca precisariam ser formatados.

pelokeujali, não. o melhor é a estabilidade e para se atualizar um pacote X tem de se fazer exaustivos testes para saber se não haverá problemas. imagina o banco do brasil com seu app sem funcionar porque o pacote Y deu xabu no servidor e derrubou - por exemplo - a conexão na porta Z?

mas há atualizações sim, sob estrito controle.

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Não. Os pacotes numa distro Rolling Release se atualizam constantemente e eles podem mudar alguma coisa essencial num serviço que está rodando num Servidor e dar problemas.

Nesse caso, o melhor é a Estabilidade, numa distro LTS como o Ubuntu, que mantém os pacotes por 12 anos.

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Olá, Anhanga!

Cara, essa questão de servidores é complicada mesmo… Quando estamos estudando, montar servidor com Windows ou Linux parece algo maravilhoso, mas na prática o choque de realidade costuma ser grande.

Servidor é equipamento caro, então a maior chance, quando você pegar um trabalho real, é encontrar algo como um HP ProLiant G8 ou G9, lá por volta de 2014. E aí começam as frustrações.

Primeira frustração: você tenta instalar um Ubuntu ou alguma distro mais recente e simplesmente não consegue, porque a BIOS ou o firmware do servidor não colaboram.

Então você vai atrás da documentação do hardware e descobre que o fabricante recomenda algo como Red Hat Enterprise Linux 8 ou SUSE Enterprise Server. Segunda frustração.

Depois de muito fuçar na BIOS e testar alternativas, você finalmente consegue instalar um Rocky Linux ou AlmaLinux e pensa: agora vai!
Mas aí percebe que o RAID não funciona, porque o driver da controladora só tem suporte oficial para distros específicas — geralmente versões antigas da família RHEL 6/7/8. Terceira frustração.

Nesse ponto já virou questão de honra. Você aceita até instalar um Linux mais antigo só para fazer funcionar. Baixa um CentOS legado… e pronto, tudo funciona.

Só que aí vem outro problema: ao instalar a aplicação do cliente, começam a faltar dependências. Nesse momento, a sanidade mental já foi embora :sweat_smile:.

E essa é a realidade: na vida de TI, principalmente com infraestrutura, o objetivo deixa de ser usar o mais novo ou o mais bonito — você só quer que o servidor funcione de forma estável e não gere chamadas de madrugada, finais de semana ou feriados.

Porque o cenário mais comum não é o sistema quebrar sozinho, mas sim:

  • o servidor atualizar e o banco parar,

  • o MySQL mudar algum comportamento,

  • ou (o mais frequente) o sistema operacional evoluir enquanto a aplicação do cliente continua presa a tecnologias de 10 anos atrás.

Para ter uma ideia, basta pesquisar quantas empresas ainda rodam Windows Server 2012 em produção até hoje.

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Rapaz que vida miserável kkkkkkkk (parece meus experimento em Biologia, tudo dando errado)

Deu pra entender o motivo, no fim das contas, faz mais sentido usar distros mais antigas msm

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