DioCast: Distribuições pagas valem a pena?

Confira o post completo no blog: https://diolinux.com.br/sem-categoria/diocast-distribuicoes-pagas.html

Com tantas distribuições grátis disponíveis no mercado, será que realmente vale a pena pagar por um sistema operacional?

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A maior barbaridade que se escreveu no passado, sobre código aberto, foi:

“Você suspira por melhores dias do Minix 1.1, quando homens serão homens e escreverão seus próprios “device drivers”? Você está sem um um bom projeto e está morrendo por colocar as mãos em um S.O. no qual você possa modificar de acordo com suas necessidades?”…

Fora o conteúdo machista para o século 21, embora “entendível” quando foi escrito, errou feio: não quero escrever nem compilar nada. Raríssimas foram as vezes que necessitei fazê-lo, para funcionar um wifi ou impressora.

Junte-se a isso, palavra “free” fundiu-se com “grátis” quando a filosofia no final de semana a gente faz ganhou o mundo como sinônimo de cooperação e altruísmo pseudo-romântico, que não levou a nada.

Criou-se um mundo de gente que defende essa gratuidade como razão de ser do mundo linux, que é melhor que a paga etc e tal. Nada mais errado.

Por outro lado, tem um bando de programadores que não levam o trabalho a sério, criam refisefuqui’s de vida curta e sem forte razão que o justifique, não sabem como ganhar dinheiro com o que fazem.

Taí a receita certa para a mesmice, a estagnação, a falta de incentivo e crescimento. A questão não é se distros pagas valem a pena, mas quando começaremos a pagar por elas?

E pagando, que os responsáveis criem uma empresa, ONG ou qualquer outra bicho legal, que permita arrecadar e gerenciar os recursos com eficiência, gerando lucro e produtos/serviços que atendam as necessidades de seus usuários.

Ganhar dinheiro não é errado, nem atenta contra a “comunidade”, o “software livre”. Falta responsabilidade e profissionalismo de ambas as partes.

Tomemos o caso do Zorin, tema de um vídeo do diolinux no youtube: a empresa cobra uma colaboração de 39 dólares e entrega aplicativos que qualquer um baixa e usa há séculos. Mesmo assim defendo que paguemos, porque é o melhor caminho para que criem ferramentas realmente úteis para os usuários.

Mas se 39 dólares é muito caro, por quê não criar um serviço de assinatura de - digamos - 1 dólar por mês? 2 dólares, 5 dólares, para quem pode pagar, na faixa que sentir-se mais confortável?

Se eles tivessem uma base fiel de 50 mil assinantes, faturando 100 mil/mês, teriam caixa para desenvolver ou contratar serviços ou apps de terceiros, integrando-os ao produto que criaram.

Entenderam como muda a posição dos desenvolvedores? Com dinheiro, agregam valor. Imaginem um acordo com o onlyoffice, para esta empresa disponibilizar um pacote oficial via flatpak, com manutenção e atualizações regulares?

Continuando com o exemplo, se vc quiser recursos mais avançados, poderia pagar uma assinatura diferenciada num valor módico, como outros 5-10 reais. Se não precisasse, mantivesse o pacote básico.

Já doei para distros que fizeram o seguinte cálculo: com uns 5.000 dólares mensais, poderiam dedicar-se mais ao projeto (nem lembro qual pinguim era). Dôo regularmente para as campanhas da wikipedia, pois a uso regularmente e é justo mantê-la saudável economicamente.

E pros eternos chiadores de que nem todo mundo pode pagar 5-10 reais mensais, digo que pode sim. Quanto custa o litrão, o cigarro, sua cota o churrasco de final de semana? É chororô pra boi dormir.

Acabei de assinar um app de podcast no android, baratinho. Tô satisfeito da vida. Por quê não fazer o mesmo no linux?

Saiamos dessa canoa furada e comecemos a apoiar financeiramente nossa distro preferida. E os dev’s dediquem-se de forma profissional quando o dinheiro entrar.

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Sobre isso, tem 2 coisas importantes:

  1. Tecnicamente essa frase é do sec XX (31/07/1992)
  2. Essa frase seria machista se de fato excluísse mulheres ou anything similar, não é bem o caso, o nome disso é arcaísmo, originalmente man era neutro, a grosso modo seria o equivalente a “human” atual, essa frase poderia (deveria na verdade) ter sido traduzida como:

Você suspira por melhores dias do Minix 1.1, quando humanos serão humanos e escreverão seus próprios “device drivers”?

Opa! Ouvi o Pode já ia deixando de comentar!

Então acredito que para usuário final a cobrança é algo mais para ajuda ao projeto, desenvolvimento e afins. agora uma distribuição que seja obtida somente por meio de compra se tornaria inviável.

Nós la no RegataOS enxergamos isso e criamos um serviço Premium, o usuário vai pagar uma mensalidade e terá acesso a alguns benefícios, como suporte prioritário acesso a verões de te desenvolvimento e teste de recursos novos do sistema antes de todo mundo!

Já para o meio Enterprise eu acho fundamental que a Distro seja vendida com o serviço de suporte. quando em 2019 terminei meu curso técnico e conversando com meu professor que também trabalha em uma empresa de T.I ele falou que o Linux é muito melhor que o windows par ao serviço dele, tentaram usar em sua infra mas abandonaram devido ao suporte deficiente e a mediocridade de outros prestadores de serviço.

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