Devo usar btrfs ou ext4 ao instalar o Fedora?

Queria uma opinião mais atual em relação a isso. Já li bastante mas não cheguei num consenso.

Eu sempre utilizei ext4 nas distros Linux, mas vejo pessoas tecendo muitos elogios ao btrfs “que é o sistema de arquivos do futuro”, que é ótimo para backups (mesmo não sabendo como isso funciona, se é feito de forma automática ou manual, se lota o sistema com várias imagens).

Vocês que usam o Fedora recomendam que eu siga o que o Fedora diz? Ou seja, use btrfs ou que simplesmente mude para ext4 como a maioria das distros usam, mesmo que eu não ligue pra backups? :thinking:

@David alô Fedora user

Essa é a beleza do mundo Linux, vc não deve nada! Se vc quer usar BTRFS use, se deseja continuar com EXT4 continue! Eu uso EXT4 no fedora desde o 30, e venho atualizando sem formatar desde então… Talvez ao sair o 37 eu faça uma instalação limpa e finalmente use o BTRFS! Se não continuarei usando EXT4 no meu SSD.

Lembrando que, não estou pesando vantagens e desvantagens nem comparando os dois file systems. Meu comentário é apenas para reflexão, pois assim como vc, quando iniciei no mundo linux, achava que teria mais regras e pré-determinações do que possibilidades.

Não sei o qual seria a melhor opção no longo prazo, manter-se no ext4 ou ir logo pro btrfs.

Concordo com o @Tallescg em relação ao poder de escolha que o Linux lhe oferece, mas no caso de ser uma instalação nova, recomendo ir com o padrão Btrfs já adotado a partir do Fedora 33… Em relação a vantagens e desvantagens cabe ao usuário…

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Cheguei a conclusão que é melhor optar pelo EXT4 mesmo. É mais garantido, mais confiável, tenho maior costume.

Aceitei a proposta do openSUSE Leap de usar BtrFS na partição-raiz (e XFS na /home), em Janeiro de 2017, e até hoje não tive nenhum motivo para me arrepender. – Pelo contrário. – Mas considere a ideia de fazê-la um pouco maior, pois os snapshots usam mais espaço. Atualmente, uso 50 GB na partição-raiz do openSUSE Tumbleweed, e acho que poderia ter feito um pouco maior.

Em todas as minhas outras distros, uso partições ext4 “comuns” – sem criptografia, LVM etc. – inclusive no Fedora, que já estava assim, e não quis reinstalar depois que adotou o BtrFS como padrão.

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Eu li bastante e cheguei a conclusão que por hora é melhor optar pelo ext4 dadas as complexidades de usar o btrfs. E também prezo pelo espaço, esses snapshots podem atrapalhar bastante ao longo do tempo. Meu backup e dados importantes eu sempre deixei em outras mídias e criptografado na nuvem.

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Que vantagem que o ext4 tem pó, ext já era para estar morto, o próprio desenvolvedor do ext disse que o ext4 é só um tapa buraco.

O btrfs vem para competir com o ZFS que não foi implementado no kernel Linux, mas foi no Ubuntu.
O ZFS foi uma revolução em filesystem, e agora o btrfs que esta sendo tanto b-tree como CoW isso é uma revolução tmb.

Em filesystem o Linux esta a anos luz do Windows.

Solidez e estabilidade por estar bem mais tempo em atuação são algumas, mas no que tende ao usuário comum, e não servidores também pode ser mais rápido em transferências de arquivos, alem disso é obvio que o BtrFS tem muitas vantagens, não disse ao contrario e basicamente o que mencionei é que compete ao usuário optar à utiliza-lo e se as “vantagens” oferecidas são de grande valia ao mesmo, o qual neste caso em especifico tanto através da resposta do @LeoBorges quanto as demais opiniões, são de que o bom e velho Ext4 ainda é a principal opção, alem de que as principais distro, bem como o @frc_kde pode afirmar utilizam-se do Ext4, de exemplo o Debian, acompanhado de suas derivadas, chegando tanto no uso profissional quanto ao usuário comum…

Concordo, mas não sei aonde foi mencionado o Windows :thinking:

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É uma critica mesmo, como pode o OS com uma empresa de trilhões e não tem um filesystem descente.

“do futuro” = ainda não é o “padrão” mais utilizado, hoje em dia :smile:

Mas como disse antes, uso desde Janeiro 2017 – numa instalação do openSUSE que trabalhou sem absolutamente nenhum problema, até Janeiro 2020 – quando encostei meu antigo PC, que já ia completar 11 anos de idade.

A partição BtrFS tinha apenas 25 GiB, e ficava num HDD Maxtor de 320 GB (298 GiB) fabricado em 2008.

É o 2º HDD nesse esquema – o da direita, no alto:

Até Janeiro 2020, todas as minhas distros ficavam em partições de 25 GiB – e no caso do openSUSE eu tinha apenas um pouco de trabalho, de apagar os “instantâneos” (snapshots) mais antigos, para não encher demais a partição. – Em seguida atualizava o openSUSE (criando novos snapshots), e ele ficava com +/-15 GiB de espaço ocupado:

Nunca precisei lidar com as “complexidades” do BtrFS. – Só tive de lidar com as complexidades do instalador do openSUSE Leap: – ler com calma, prestar atenção etc.

O instalador do openSUSE se encarregou de tudo – e deu tudo certo, logo na primeira tentativa. – Mas repito: com calma, lendo tudo com muita atenção, e sem nunca alterar as opções sugeridas sem ter plena certeza do que estava fazendo.

Em suma: – Não mudei quase nada do que o instalador sugeriu – só a escolha das partições.

Até então, eu só tinha experiência com Kubuntu, Linux Mint e Debian – e de repente resolvi instalar várias distros que eu nunca tinha tentado, logo nos primeiros dias de 2017.

Fiz um relato detalhado da minha primeira instalação do openSUSE, com todas as minhas dúvidas, medos etc., e do meu espanto com os ótimos resultados, que me surpreenderam, porque no fundo eu esperava erros, problemas e falhas, mas deu tudo certo, e aquela instalação sobreviveu por 3 anos – através de vários upgrades de versões do Leap, e depois um upgrade para Tumbleweed. – Só deixei de usar, porque no novo PC preferi instalar tudo de novo, do zero.

Em todos esses “relatos”, fica registrada minha ignorância, medos e dúvidas – em cada momento.

Digo tudo isso, apenas para mostrar que nunca tive de enfrentar as “complexidades” do BtrFS. – As ferramentas do openSUSE sempre fizeram tudo, por mim, e bastou eu ler com atenção, e só mexer no que eu tinha plena certeza do que fazia.

Talvez essas anotações possam lhe ajudar no futuro, quando você resolver experimentar o openSUSE com BtrFS + snapshots.

Infelizmente, nunca experimentei o Fedora com BtrFS – então, não posso falar sobre.

Mas não pretendo mudar sua decisão de usar ext4 por enquanto. – Tenho a impressão de que você tomou a melhor decisão, considerando seu caso pessoal.

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