Curiosidade: instalação de SSD em IDE

Nunca vi ninguém mencionando isso: É possível instalar SSDs em computadores antigos padrão IDE? Existe algum de fábrica assim (acredito que não já que esse padrão não é mais usado fora máquinas muito específicas)? Ou existe algum adaptador compatível?

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Dá para adaptar mas vai dar um bottleneck bravo, o computador vai ficar bebado, “blup, blup”. Via ficar igual garrafa de rum de pirata… :joy:

Alá o adaptador ae.

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Rsrsrs, posso imaginar o nível da gambiarra.

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Acho que não ficou totalmente claro o propósito dessa instalação, consegui imaginar os três cenários abaixo, a partir do que você colocou:

  1. Instalação física de um SSD, com interface SATA, em um computador antigo, com interface IDE. Nesse caso Somente com um adaptador semelhante ao que o @RuKsu indicou. O que, se chegasse a funcionar, iria ficar bem limitado, devido às taxas de transferência suportadas pelo barramento Parallel ATA (IDE).
  2. Instalação física de um SSD, com interface SATA, em um computador antigo, mas que possui uma interface SATA. Considerando que o dispositivo mencionado é da época dos barramentos IDE, assume-se que a versão do SATA seja I ou II, dessa forma limitando parcialmente as taxas de transferências do SSD, porém ficando muito superior aos discos IDE, abrindo a possibilidade de deixar o computador “usável”, ficando limitado ao restante das configurações do computador. Quanto a usar um SSD em computador antigo, já fiz esse experimento e o resultado é muito bom, inclusive no teste que fiz com um Pentium 4 singe core.
  3. A terceira opção seria uma questão de Software/Firmware, onde você instalaria um SSD SATA em um dispositivo qualquer que suporte isso, da maneira tradicional, porém na BIOS/UEFI seria definido que o SSD deve trabalhar em modo de compatibilidade IDE. Essa abordagem tende a funcionar, o que pode ocorrer é a indisponibilidade de alguns recursos, já que a tecnologia de dispositivos com memória flash não eram o caso de uso para o modo/interface IDE. Uma instalação de um SSD em modo IDE pode se fazer útil para um sistema como o Windows XP, que requer o modo IDE (Não sei se isso é válido para 100% dos casos, mas é algo plausível). Quanto ao desempenho, neste caso, possivelmente as taxas de transferência devem ser determinadas pelo próprio SSD ou pela interface de comunicação em que ele se encontra fisicamente conectado. Uma das tecnologias que pode não funcionar neste cenário é a passagem do comando TRIM para o SSD.

Acredito que essas seriam as principais possibilidades para o tópico levantado. Não sei se a pergunta foi feita por curiosidade ou para alguma aplicação real, mas de qualquer forma, o que eu coloquei é minha opinião e entendimento do assunto. Caso esse questionamento seja algo mais sério, te encorajo a ler a documentação dos protocolos IDE, SATA, RAID e Nvme, para compreender as possibilidade e limitações de cada um.

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A pergunta é por curiosidade técnica mesmo.
O cenário seria o 1º, a dúvida surgiu porque alguns entusiastas de retrocomputação vem implementando através de dispositivos modernos, como por exemplo adaptadores, o uso de cartões de memórias também modernos como discos de armazenamentos de computadores domésticos dos anos 80 (8 bits e afins), dai, pensei se algo do tipo (implementação de outro dispositivo de armazenamento moderno do tipo SATA) seria possível em outro cenário de computação retrô, apesar de saber da existência de adaptadores, nunca vi ninguém comentando se esse tipo de adaptação funcionaria.
Também me pergunto, se eventualmente haveria algum ganho, mesmo considerando a maior velocidade do SSD e a perda de velocidade pela conversão de padrões (de SATA para IDE)?

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Sim, acredito que o ganho é notável, semelhante ao que é notado em um dispositivo atual. Quanto ao caso que você citou, ao usar um cartão SD, se for usar o vídeo do Linus, Booting Windows from an SD CARD???, como base, ele mostra que o principal fator que prejudica o desempenho ao rodar um SO do cartão, se me lembro corretamente, é a capacidade de leitura e gravação aleatória, não sequencial. Já que as taxas de transferências apresentadas e “vendidas” são as taxas sequenciais, porém um SO faz principalmente acessos não sequenciais.

Nestes casos, de máquias super retrô, o uso de um SSD não sei se seria de grande benécia, pois mesmo que ele é projetado para leitura e gravação mais eficientes nos modos sequenciais e não sequencias, nestes sistemas tão antigos, acredito que não seria feito o uso de todo o potencial disponibilizado.
Já em um caso mais tradicional, como a configuração que testei, como havia citado antes, traz um ganho mais considerável, pois ao instalar um SSD em um dispositivo capaz de rodar SOs mais atuais, em conjunto com hardwares com maior desempenho (isso comparado à esses dispositivos antigos, não aos padrões atuais, algo como um CPU de 100MHz e 8MB de RAM EDO vs um Celeron 2GHz e 2-4GB de RAM DDR2) é possível obter um maior aproveitamento do que o SSD tem a oferecer, já que mesmo limitado pela interface SATA da placa mãe, ainda é melhor que um HD.

TL;DR , Para sistemas super antigos não deve valer a pena, para sistemas relativamente antigos pode ser vantajoso.

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Apenas acrescentando, estas são as velocidades máximas de cada padrão Sata:

  1. Sata 1 = 150 MB/s;
  2. Sata 2 = 300 MB/s;
  3. Sata 3 = 600 MB/s.

Também já fiz a experiência de ligar um SSD moderno em um computador antigo. No caso, era um Pentium D 3.4 GHz com 1,5 GB de memória RAM. Esse computador, do meu pai, ficou algum tempo rodando o Windows 7 Home Premium x86 e, posteriormente, o Windows 10 Home x86. Era bem responsivo e totalmente utilizável para tarefas básicas. Mesmo com o gargalo absurdo do Sata I, o SSD fez o computador acordar (há várias outras variáveis envolvidas nisso).

Tenho também um netbook com um Atom Z3775 e 2GB de memória RAM. A usabilidade é bem diferente do que as pessoas imaginam. Atualmente ele está rodando o Windows 10 Home x86 e atende muito bem para tarefas básicas. Precisei colocar o Windows porque outras pessoas aqui em casa gostam de usá-lo, mas já rodei o Ubuntu 20.04 LTS (x64) nele. O Ubuntu capengava bem mais que o Windows (provavelmente pela diferença de arquitetura), mas ainda era bem usável para tarefas básicas. Ele tem SSD, o que faz toda a diferença…

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Interface IDE com velocidade máxima teórica de 133MB/s, só para constar.

Sim, daria um bom upgrade especialmente por conta da velocidade de acesso aleatório, que no HDD é uma piada (o tempo que demora pro disco achar uma informação específica).

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Basta ter uma controlado Sata offboard de preferencia PCI ( elas são baratas inclusive) já que esse barramento é muito comum em computadores antigos, você já consegue colocar HD SATA e SSD normalmente, no entanto, controlados em PCI costuma ser no máximo SATA 2, SATA 3 somente PCI-E.

Nunca cheguei a colocar SSD mais em um antigo servidor de câmeras da empresa tinha RAID 1 de HDs SATA através de uma controladora Marvell, placa mãe não tinha sata.

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Se alguém testasse e desse suas impressões seria muito interessante.

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Então teríamos teoricamente uma perda de desempenho pela limitações da interface IDE, mas, ainda sim com algum ganho próprio das características de um SSD, mas, ainda sim teríamos como maior limitador o próprio software (sistema operacional)?

Depende em qual das duas situações. Na do sistema bem antigo, não que seja somente uma limitação do sistema, mas também é uma questão de necessidade e demanda, por exemplo, um sistema operacional antigo, que no total usa somente uns 2-5GB, com uso simultâneo durante operação de (sei lá) metade disso talvez, com cerca de algumas operação com dezenas de KB/s, ter disponível capacidades de leitura de 500MB/s não faria tanta diferença, nesse caso colocando qualquer HD Sata já iria, em vários casos, ter um efeito semelhante.

Em um sistema antigo, porém nem tanto, existe um potencial maior de utilizar todos esses recursos, já que a demanda de uso e a capacidade de utilização dos recursos é mais semelhante a um sistema atual. (Já rodou um XPzão ou um Ubuntu Minimal em SSD? IT’S FREAKING FAST!)

Acredito que seja algo nessas linhas, mas posso estar enganado, acho que não, mas poderia, pouco provável, mas possível…

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