Conheça o IceWM: gerenciador de janelas leve e rápido para Linux

O IceWM (Ice Window Manager) é um gerenciador de janelas para o X Window System, conhecido por ser leve, rápido e altamente personalizável. Desenvolvido do zero por Marko Maček, foi projetado para ser eficiente no uso de recursos, tornando-o uma excelente opção para computadores mais antigos ou usuários que buscam um ambiente de desktop minimalista e responsivo.

A filosofia por trás do IceWM é a simplicidade e a eficiência. Ao contrário de ambientes de desktop completos como GNOME ou KDE Plasma, que incluem uma vasta gama de aplicativos e funcionalidades, o IceWM foca em gerenciar as janelas e fornecer uma interface de usuário funcional sem sobrecarga.

Ele é ideal para máquinas com pouca memória RAM e processadores mais antigos, garantindo um desempenho ágil. Inclui uma barra de tarefas configurável com menu “Iniciar” dinâmico, exibição de tarefas, bandeja do sistema, monitores de rede e CPU, verificador de e-mail e relógio.

Permite alterar sua aparência visual através de temas, muitos dos quais imitam a interface gráfica de sistemas como versões antigas do Windows, o que pode ser familiar para novos usuários Linux. A maioria das configurações do IceWM é feita através de arquivos de texto simples, localizados no diretório ~/.icewm/ do usuário. Isso facilita a personalização e a cópia das configurações entre sistemas.

Permite organizar janelas em vários “desktops virtuais” para uma melhor organização do fluxo de trabalho. Oferece ampla personalização de atalhos de teclado para navegação e controle eficientes. Suporta diferentes modelos de foco de janela, como “click-to-focus” (clicar para focar) e “pointer-focus” (foco no ponteiro do mouse).

Também é compatível com as especificações ICCCM e EWMH, garantindo uma boa integração com a maioria dos aplicativos X Window System.

Saiu a versão 3.8

O IceWM acaba de lançar a versão 3.8, focada em otimizações de desempenho, tornando a experiência do usuário ainda mais fluida, especialmente no carregamento de temas. Usuários que frequentemente personalizam seu desktop notarão uma inicialização significativamente mais rápida, além de melhorias na estabilidade e correções de bugs.

Outras atualizações incluem refinamentos na forma como ele interage com o sistema X11, resultando em um gerenciamento de janelas mais responsivo e eficiente. Essas otimizações são cruciais para mantê-lo como uma escolha popular para quem busca um desktop funcional sem consumir muitos recursos.

Mas nem tudo são flores

O IceWM não tem suporte nativo para Wayland, sendo desenvolvido especificamente para o X. Embora possa, teoricamente, executar aplicativos X11 através do XWayland, não é projetado para operar como um compositor Wayland por si só.

Se você está procurando uma experiência Wayland leve e minimalista, semelhante à filosofia do IceWM, precisa procurar por compositores Wayland como Sway ou LabWC.

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Tive uma curta experiência com IceWM – na verdade, “Rox-IceWM” – ao instalar o antiX, em 2018.

Minha intenção era instalar nele o KDE Plasma – pois nem o antiX, nem o MX Linux, ofereciam “versão KDE”, naquela época.

O antiX Rox-IceWM iniciava usando 138 MiB – enquanto o Devuan 2 Beta KDE iniciava usando 331 MiB, para termos uma comparação válida na época, e considerando um PC com 4 GB RAM. – Se você tem mais RAM, é normal que qualquer SO Linux + qualquer DE use mais RAM, porém não sei até que ponto essa regra se aplica a um SO + WM.

Também é bom lembrar que abrir um navegador + LibreOffice manda esses números para o espaço. – Com 4 GB RAM, isso não chegava a ser um grande problema, para mim; e muitas vezes eu abria também o Gimp, além do Dolphin, Kate, Gwenview y otras cositas más. – O uso de RAM sempre se adaptava ao limite de 4 GB; e o Swap, também.

“Pesado”, mesmo, era abrir 50 abas no navegador. Sim, fiz vários testes. Quando ficava lento demais, sempre dava para ir fechando as abas. Isso não me causava congelamento. – Até hoje, adquiri o hábito de manter só 3 ou 4 abas no navegador (mesmo tendo agora 16 GB RAM); e quando abro mais algumas, trato de fechá-las logo que termino aquela tarefa.

Além disso, hoje só abro LibreOffice Calc. – Parei de usar o LO Write, não para economizar RAM, mas por constatar que me dava um trabalho desnecessário, tentando formatar & enfeitar qualquer documento sem importância. – Hoje uso Kate e KWrite para todo tipo de textos; e o “anotador” do Gwenview para edições simples de capturas de tela.

Simplificar hábitos de trabalho, pode ser tão (ou mais) efetivo, do que apenas usar WM – quando dependemos de um hardware antigo / fraco / com pouca RAM.

Acostumado ao KDE “desde sempre”, achei muito frustrante, tentar usar o Rox-IceWM. – Coisas básicas, simples, que eu fazia com 1 clique no KDE, exigiam tempo e trabalho – sem falar na curva de aprendizagem, pesquisando, tentando e errando… para obter um “ganho” de 331 MiB para 138 MiB… que afinal, ia para o espaço, assim que eu abria o navegador com 3 abas.

Não compensava, para quem tivesse 4 GB RAM, em 2018. – Mas pode compensar, hoje (mesmo tendo 16 GB RAM), se o usuário “prefere WM”! – Basta configurar uma vez, e reaproveitar as configurações pelo resto da vida.

O “tiling window” também tem muitos atrativos, para quem gosta. – Eu não me adaptei àquele bando de janelas pulando e saltitando na minha cara, a cada vez que eu abria ou fechava um aplicativo. – Tratei de desativar! Mas se eu começo a “descaracterizar” um WM para adaptar aos meus hábitos com KDE, é como comprar uma motocicleta… e tentar transformá-la em um automóvel. Melhor usar logo o KDE.

Minha experiência foi muito curta, pois logo instalei o KDE no antiX – e depois disso, o Rox-IceWM já ficou bastante afetado. – Não era mais 100% o mesmo.

Aprendi várias coisas interessantes, e até adquiri um hábito de produtividade, com a configuração-padrão do Geany, de reabrir todos os documentos que estavam abertos (em abas) ao fechá-lo. – Descobri que o Kate também tem esse recurso (só que não vem ativado por padrão). Até hoje uso o Kate configurado para abrir automaticamente meia-dúzia de arquivos (histórico da distro, Conky1, Conky2, Dicas diversas, códigos para o blog).

Fiz algumas anotações aqui.

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Acho que qualquer Window Manager é assim. Pessoalmente eu adoro o Openbox, e muita coisa nele tem que fazer editando Arquivos de Configurações.

Tudo bem que tem coisas que dá pra fazer no Obconf, que é o utilitário de Configuração do Openbox, mas tem coisas que é mais fácil fazer nos arquivos de configuração dele (rc.xml, menu.xml e autostart.sh) ou que apenas são possíveis de fazer nos arquivos de configuração.

E apesar de ser mais difícil para um iniciante, isso permite ser mais flexível na configuração do Window Manager.

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Eu vi o icewm numa loja de madeira (JPF) eu so não tava com celular na hora

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